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portugal dos pequeninos

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CÃO COMO NÓS?

João Gonçalves 24 Jun 08


Nunca percebi as contas da vida de um cão. Sei que o meu tem onze medidos pelos da nossa vida. Está inequivocamente velho. Como é pesado, coxeia embora arrebite e corra à vista de "colega" que lhe interesse. Custa-lhe subir as escadas e deita-se com facilidade na rua a descansar. Sei que vou morrer. E não apenas sei isso como sei que tudo e todos à minha volta também vão. Talvez por isso aprecie filosofia, essa silenciosa companheira que, ao mesmo tempo que incomoda a estupidez (Nietzsche), nos "prepara" (nunca "prepara") para nos vermos livres dos estúpidos para sempre. O cão, aparentemente, está dispensado a estas evidências. Ocorrem-me palavras de Fernanda Botelho. «Tudo à minha volta assume um cariz gerôntico. Estou a viver como uma espécie em vias de rápida extinção (...) Que torturada morte é esta ainda estúpida vida?»

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