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portugal dos pequeninos

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UM GROSSEIRO PRODUTO DO PS

João Gonçalves 3 Out 10

«Fora a gente sem nome que fez do PS um modo de vida, não há ninguém na política ou no jornalismo que se atreva a justificar o primeiro-ministro, José Sócrates. Não me lembro - excepto em ditadura - de nenhum homem público tão profundamente execrado. O desprezo e a hostilidade variam de tom e pretexto, mas Sócrates conseguiu unir Portugal inteiro contra ele. E não só por causa do PECIII, que infalivelmente nos levará à miséria (embora isso também conte). O que o cidadão comum detesta é a pessoa: a pessoa que ele exibe no Parlamento e no país. E que, se ainda não recebeu ordem de despejo, é porque o PSD e o dr. Cavaco não querem agravar a crise com um vácuo de poder na cena doméstica. Nesta extravagante situação, é curioso relembrar como apareceu (e cresceu) a criatura que nos levou à ruína. Sócrates veio da província com a ambição de fazer carreira. Como educação formal, não foi além de um vaguíssimo diploma de engenheiro, extraído à complacência de uma universidade privada. E, como profissional, não se lhe conhece um currículo respeitável. E, no entanto, "subiu". "Subiu" sob a protecção de António Guterres, que fez dele deputado, secretário de Estado e, depois, ministro (do Ambiente). Não se percebe o que Guterres viu na criatura. Obediência? Dedicação ao trabalho? Algum jeito para a intriga partidária? Não se sabe. O certo é que Sócrates com certeza o serviu fielmente. E, quando Guterres um belo dia se escapou, Sócrates, que não valia nada, emergiu de repente como um candidato plausível a secretário-geral do PS. Porquê? Por causa da RTP, que o resolveu escolher para um debate semanal com Pedro Santana Lopes. Sócrates "passa" bem na televisão (como é obrigatório num político moderno) e essa presença constante em casa de cada um acabou por o tornar numa espécie de encarnação do PS. O resto correu segundo as normas. Durante a campanha contra Manuel Alegre e João Soares, peritos de publicidade arranjaram maneira de ele não se comprometer com coisa nenhuma (uma técnica também obrigatória) e de mentir no caso de um aperto (sobre impostos, claro). Sócrates ganhou; e ganhou, a seguir, a maioria absoluta. Na noite da vitória não agradeceu ao país, com que nunca no fundo se importou. Agradeceu ao PS, a que devia tudo. E, assim, Portugal recebeu do céu (na verdade, do Largo do Rato) um primeiro-ministro, obscuro e vácuo, que não lhe merecia, em princípio, a menor confiança. Mas, tendo votado nesse grosseiro produto do PS, agora não se deve queixar.»
Vasco Pulido Valente, Público

24 comentários

De Anónimo a 03.10.2010 às 17:28

Como sou mulher preciso de me entreter em vez de estar a costurar meias. Isto é que é um senhor: digno, elegante, bem educado, cavalheiro, honrado e gentil.

De Anónimo a 03.10.2010 às 17:30

De qualquer forma, a ausência de resposta fala bem alto. VPV diz que quem elegeu Sócrates não se deve agora queixar. E o senhor -ó, sim, um senhor!- Gonçalves votou em Sócrates. É só.

De Anónimo a 03.10.2010 às 17:42

De qualquer forma, e apesar de não ter paciência para gente sem educação, constato que o sr. Gonçalves, como eu já antes disse, padece (de forma extremada) de um espírito doentio que encontro em vários homossexuais: aversão a crianças e a mulheres, machismo, obcessão egótica, contradição permanente, aversão ao casamento e às relações heterossexuais, inveja, má língua e mesquinhez, visão megalómana de si mesmo (mesmo quando a realidade é apenas uma triste mediocridade, como é o caso).

Ah, mas então agora vou costurar meias. Esse é um bom argumento! Mulher?: vai é tratar das meias!. Filho do Herberto Helder ou do Constâncio? Vai para casa do paizinho! É todo um fino fio argumentativo... Chega ao ponto de salientar características físicas dos seus visados. Como se não houvesse no mundo espelhos:)

Isabel Lucena

De FranciscoB a 03.10.2010 às 18:11

Certo...

Onde estava toda esta gente qd era necessário defender PSL contra este ilusionista?

E o Cavaco da boa moeda é o principal responsável...

De Alves Pimenta a 03.10.2010 às 19:06

Mas quem é que disse a essa gaja que V., caro João, alguma vez votou no Sócrates? Onde é que ela leu algo que sugerisse ser V. capaz de tal ignomínia?
A propósito, e como creio já lhe ter dito uma vez, surpreende-me que consinta que o insultem na sua própria "casa". Democrata, sim, mas não tanto... Abraço!

De Jacinto a 03.10.2010 às 19:38

VPV só se "esqueceu" de um "pormaior" - este reles alrabãozeco,ignaro e bronco,é, infelizmente, directamente proporcional ao povo que nós somos.
O esclarecido, bem informado e éticamente exigente eleitorado cá da paróquia não só elegeu como reelegeu este patético vigarista - e quadrilha respectiva...

De joshua a 03.10.2010 às 20:06

Esta "Isabel" perguntadeira deve ser douda. Quem é que aqui alguma vez votou nessa merda!!

O País, nas mãos de Sócrates, não passa de mero instrumento, arma de arremesso. Grunhamente, o que está em primeiro lugar não é a sorte dos portugueses, mas a manutenção do Poder. E isso é maligno, indecoroso, criminoso.

É preciso impugnar isto urgentemente. Vejam se têm colhões para tão pouco!

De João Gonçalves a 03.10.2010 às 20:34

A Madame Lucena - que deve ter fartos pelos no peito . quer que eu diga o que está, aliás, em video: que votei no PS em 2005. Também VPV votou, basta ler uma entrevista que concedeu ao Independente na altura ainda vivo. Foi até mais longe. Recomendou JS para "correr" com PSL e o voto em Cavaco, mais tarde, em 2006. Já pode voltar à costura que é disso que é feito o seu abjecto comentário. Terá cara para levar uns tabefes. E não torna a comentar aqui.

De Anónimo a 03.10.2010 às 21:50

«E que, se ainda não recebeu ordem de despejo, é porque o PSD e o dr. Cavaco não querem agravar a crise com um vácuo de poder na cena doméstica.»

Discordo. Foi apenas porque o PSD e o dr. Cavaco (feito da mesma massa) são demasiado cobardes e calculistas.

De joshua a 03.10.2010 às 21:52

Enfim, João, a madame Isabel, um gorila geek com voz grossa e dois ou três computadores à frente dos cornos, está a descoberto: é do SIS abrantino-governamental. Colecciona recortes de jornais e uma perspectiva holística sobre a amálgama pública nacional putativa e potencialmente embaraçosa do Governo para um controlo ganadeiro maior da populaça ignara.

O gado nacional é incorrigível e fácil de controlar pelas pinças da Mentira. Pobre País entregue a tais vermes literais e figurativos!

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