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portugal dos pequeninos

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DO TOSCO ENQUANTO TRIVIALIDADE NACIONAL

João Gonçalves 5 Abr 10


A "história das casinhas" foleiras, supostamente inventadas por Sócrates na versão engenheiro técnico camarário, não acrescenta um átomo a nada. Vinte ou duzentos "projectos", maior ou menor "desleixo" do seu autor e a eventual violação do princípio das incompatiblidades parlamentares mudam alguma coisa no país em relação a Sócrates ou de Sócrates em relação ao país? Não mudam. Pelo contrário, banalizam essa relação e trivializam o putativo faltoso desleixado (quem é que não gostava de ter imaginado trambolhos assim ou assado e ser, menos de vinte anos depois, 1º ministro?) . Porque, de uma forma geral, o português dito "médio" é como esse Sócrates dos anos oitenta, um parvenu acabado de chegar das berças para se sentar no parlamento. Um esperto deslumbrado. Até aquelas coisas que alegadamente desenhou são o retrato dessa mediania muito satisfeita consigo mesma que, apesar da mudança de visual, ele personifica. Julgo que ninguém minimamente alfabetizado possui alguma ilusão acerca do "progresso" e da "modernidade" representados por Sócrates. As "casinhas" são apenas um episódio na vida de um homem com uma não biografia apesar dos hagiógrafos das fichas e dos analfabetos funcionais espalhados pelos media sempre prontos para rameirais figuras. Ele existe precisamente porque não existe. Um dia, quando desaparecer do poder, muito adequadamente ninguém se lembrará dele. Porque, quando existe, é em tosco retocado algo que, nestes pequenos monumentos ao mau gosto, nem sequer houve o cuidado de disfarçar.

22 comentários

De velyn a 05.04.2010 às 22:36

Há por aqui um anónimo a propalar sem pejo a última e vergonhosa tese dos sócretinos em desespero - 'eles são todos iguais'. Meu Deus, esta gente é capaz de tudo. Para não me alongar fiquemo-nos pelo curriculo académico. Alguém com o juízo todo pode atraver-se a comparar Sócrates com o Cavaco? Cavaco conseguiu o seu com trabalho e esforço, tanto quanto se sabe. O xico-esperto do fatinho Armani, prémio Pritzker dos pobres de espírito, cabulou em tudo, como cabula na vida e como governante. Não, por que muito que neguem, não 'são todos iguais' ! Este não passa de um lelo a quem só falta o fio de ouro e que se lhe conheçam um ou dois dos negócios de droga para rematar o ramalhete da vergonha!

De Anónimo a 05.04.2010 às 22:51

Como é que um homem que desenha uns tugúrios que nem para estrebaria medieval são aceitáveis pode chegar a PM?

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