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portugal dos pequeninos

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DO TOSCO ENQUANTO TRIVIALIDADE NACIONAL

João Gonçalves 5 Abr 10


A "história das casinhas" foleiras, supostamente inventadas por Sócrates na versão engenheiro técnico camarário, não acrescenta um átomo a nada. Vinte ou duzentos "projectos", maior ou menor "desleixo" do seu autor e a eventual violação do princípio das incompatiblidades parlamentares mudam alguma coisa no país em relação a Sócrates ou de Sócrates em relação ao país? Não mudam. Pelo contrário, banalizam essa relação e trivializam o putativo faltoso desleixado (quem é que não gostava de ter imaginado trambolhos assim ou assado e ser, menos de vinte anos depois, 1º ministro?) . Porque, de uma forma geral, o português dito "médio" é como esse Sócrates dos anos oitenta, um parvenu acabado de chegar das berças para se sentar no parlamento. Um esperto deslumbrado. Até aquelas coisas que alegadamente desenhou são o retrato dessa mediania muito satisfeita consigo mesma que, apesar da mudança de visual, ele personifica. Julgo que ninguém minimamente alfabetizado possui alguma ilusão acerca do "progresso" e da "modernidade" representados por Sócrates. As "casinhas" são apenas um episódio na vida de um homem com uma não biografia apesar dos hagiógrafos das fichas e dos analfabetos funcionais espalhados pelos media sempre prontos para rameirais figuras. Ele existe precisamente porque não existe. Um dia, quando desaparecer do poder, muito adequadamente ninguém se lembrará dele. Porque, quando existe, é em tosco retocado algo que, nestes pequenos monumentos ao mau gosto, nem sequer houve o cuidado de disfarçar.

22 comentários

De António P. Castro a 05.04.2010 às 18:10

A táctica de hoje, nos blogues socretinos, consiste nomeadamente em dizer que o artigo do Público não traz "nada de novo". O que uma simples leitura desmente em absoluto, é claro.

De Daniel Santos a 05.04.2010 às 18:14

Depois da acusação de ter violado o regime de exclusividade a que estava sujeito, José Sócrates mandou dizer que não foi remunerado em nenhum projecto que assinou.

Parece-me correcta e de aplaudir a atitude do actual PM. Não só trabalhou gratuitamente na Guarda, ajudando um distrito do interior, algo desfavorecido, como ainda deixou por lá os traços inconfundíveis de um génio na sua visão vanguardista da arquitectura.

De Anónimo a 05.04.2010 às 18:14

É preciso entender.
A involução do Regime.
O falhanço da Escola, universidades incluídas.
A esperteza dos jotas.
São eles e as suas circunstâncias, conforme Ortega Y Gasset.
São o produto do Regime:
Vem desde Durão e a sua fuga ás responsabilidades.
E acabar por 'compreendê-los'.
Pior, era difícil.
JB

De Ana Cristina Leonardo a 05.04.2010 às 18:17

Assino por baixo, embora, confesso, me seja mais fácil conviver com um mafioso do que com um piroso. E aquelas casas, ó aquelas casas... Não há envidraçado da Braamcap que as salve. Aliás, se olharmos bem, a distância entre umas e outras é mínima.

De Anónimo a 05.04.2010 às 18:58

Espantoso o individuo jose socrates, têm uma espécie de toque de midas. aonde toca há ilegalidades... éstamos bem...

De Anónimo a 05.04.2010 às 19:42

Para aqueles que dsitinguem os cavacos dos sócrates eu alerto apenas para algumas situações: já se esqueceram dos mihões da CEE que encheram os bolsos da eleite cavaquista reunida em torno do BPN? Já se esqueceram do regabofe no ministério da Saúde no tempo do Costa Freire e do Zézé Beleza quando a irmã deste era ministra? Já se esqueceram como daquela originalidade de um ministro das finanças ensinar o povinho a não pagar imposto (o Célebre apartamento nas Amoreiras do Sr. Cadilhe)? Já se esqueram dos terrenos do Braga de Macedo? Já se esqueceram das massagens do Sr. João de deus Pinheiro? Já se esqueceram, mais recentemente das ações do BPN que não estavam na bolsa mas que renderam ao Sr. Cavaco e à família 140% num ano? Já se esqueceram das ligações a Dias Loureiro, um pé rapado beirão que fez uma fortuna à custa de negócios com o estado ou em nome do estado? Lembram-se do SIREP quando era Ministro da Administração Internação um empregado de Dias Loureiro?
dir-me-ão que nada se provou em provou em tribunal. E em relação ao anjo Beirão, provou-se alguma coisa?
Bom vou parar para que não tenham um ataque de nervos por causa da honra do Sr. Cavaco.
Quase me emociono quando ouço alguém dizer que político om o curriculum de Cavaco é um homem honrado. Não sejam patetas!
Eles são todos iguais. Tenham coragem de assumir isso. Aliás, ddiante de Cavaco sócrates é de facto mais parolo e menos cuidadoso no que faz, mas é muito menos maquiavélico que o anjo do Algarve. O pior cego é o que não quer ver. A pior cegueira é o fanatismo.

De Anónimo a 05.04.2010 às 19:53

O dito cujo na foto está um bocado parolo abetado anos 80... confere!

Afinal, manda-se com o gajo ao charco ou quê? Estas coisas das casunchas, do diploma, da fripòr, da casa da Braamcamp, da "cara escondida"/TVI/PT, da lixeira, etc., etc. não chegam para lhe dar aquela indelével patine de trambiqueiro? E que bem que fica num PM...

PC

De Karocha a 05.04.2010 às 21:43

Anónimo das 7.42pm

Eu não esqueci, nem quando o Cavaco deitou a Bolos a abaixo!
"Pai já sou Ministro"
Só que, estão todos ligados.
Tudo farinha do mesmo saco!

De António P. Castro a 05.04.2010 às 22:21

O Anónimo das 7:42 PM, socretino até à medula, quando fala em patetas, está a ver-se ao espelho. Mas o espelho, pelos vistos, além de benigno, é falso como o engenheiro. É que o termo preciso a devolver seria este: besta!

De João Gonçalves a 05.04.2010 às 22:24

A comparação de Cavaco com Sócrates, em matéria biográfica, nem sequer merece comentários. Ou talvez mereça um, a definição que Vladimir Nabokov deu para o senso comum, para a mediania: o cruzamento de um elefante com um cavalo. Tenham juízo.

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