
Passos Coelho,
no seu jornal oficioso, volta a repetir aquela luminosa "ideia" de que o PSD está obrigado a ganhar as legislativas. E com maioria absoluta. Porquê? Porque o nosso eterno jovem «tem uma maneira de ver o PSD», «tem um projecto que podia caracterizar como de mobilização e de prosperidade relativamente ao futuro do país», «e se houver no futuro necessidade de as voltar a protagonizar ao nível do PSD», não está «diminuído na possibilidade de (se) voltar a candidatar a presidente do PSD.» Não se esqueçam, pois, de dar um lugarzinho nas listas a mais este candidato a beato salvador. Depois queixem-se.
Adenda:
«Como é que alguém que acha que está tudo mal na direcção do seu partido e na sua política pode fazer uma campanha de boa fé por essa direcção e essa política que vai a votos? Ainda mais quando o seu próprio lugar vai estar assegurado não pelo seu mérito individual, mas por uma escolha intra-partidária, à boleia de uma política com que não se concorda. Seria bom acabar nos partidos com as ideias de “carreira” em que todos os pretextos são bons para se ser deputado ou voltar a ser deputado, mais pelo cargo do que pelas políticas, muitas vezes com reserva mental sobre os cenários pós-eleitorais e não sobre o mérito do combate eleitoral em si mesmo. Mais uma vez é o lugar e o emprego que contam e não a política.»
Quando é que muda de receitas?