
O eurodeputado do PSD Carlos Coelho levou uma
justíssima sapatada do governo português. Coelho preside a uma comissão do Parlamento Europeu que "investiga" aquele "grave" assunto dos aviões americanos, "ao serviço da CIA", que, aparentemente, carregavam terroristas e que terão passado pelos céus e aeroportos da Europa. Esta ridícula peripécia que o sr. Coelho anda inutilmente a explorar, dá bem a dimensão do homem. Coelho nunca fez nada na vida para além da política. É o típico exemplo da "massa" de que são feitas as nomenclaturas partidárias. Nos tempos da JSD - esse forno de "promessas" políticas, tal como as congéneres dos outros partidos - Coelho era conhecido por quase nunca ir a casa. Arrastava-se pelos sofás e pelas cadeiras das reuniões. Não dormia. Foi, naturalmente, premiado. Com um lugar na câmara de inutilidades, a AR, e, num momento de puro paroxismo, chegou mesmo a ser secretário de Estado, salvo erro, de Ferreira Leite. Isto quando Cavaco, na fase delirante do estertor do "cavaquismo", colocou a senhora à frente da 5 de Outubro. Ultimamente e para seu perpétuo regalo, o partido deu-lhe uma sinecura europeia que ele, pelos vistos, não só não larga como supôe levar a sério. Criaturas como Coelho não se recomendam para grandes coisas. O
affaire dos aviões demonstra que ele leva isso a preceito.
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