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portugal dos pequeninos

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ESTA NÃO É A MINHA POLÍCIA, II PARTE

João Gonçalves 24 Nov 07


O actual inspector-geral da administração interna, Clemente Lima, em entrevista ao Expresso, acusa, em suma, as forças de segurança de comportamentos, ora medievais, ora miméticos de "cowboyadas" americanas. O improvável ministro Rui Pereira, que o tutela, deve ter sido alertado para o teor da entrevista e já "assegurou", na televisão, que o inspector-geral derramou sobre a "excepção" e não sobre a "regra". Terá sido, aliás, o próprio Clemente Lima que o comunicou a Rui Pereira, acrescentando ambos o enorme apreço e confiança que nutrem pelas forças de segurança. A IGAI acabou no dia em que Rodrigues Maximiano saiu e a entrevista do juiz-desembargador Lima só vem atestar o óbito. Para além de uma desagradável referência ao seu antecessor por causa das gravatas, Lima limita-se a proferir banalidades populistas acerca da PSP e da GNR, como se os seus dois anos à frente da IGAI e o notável trabalho de "civilização" da autoridade policial realizado por Maximiano não tivessem existido. Se as forças de segurança "regrediram" nos procedimentos ou no respeito pelos direitos fundamentais - os dos agentes incluídos -, o que é Clemente Lima tem lá estado a fazer?

8 comentários

De Anónimo a 24.11.2007 às 21:49

O inspector-geral foi muito infeliz nas suas declarações. A sua acção deve dirigir-se para o interior das corporações e não para a comunicação social, sempre ávida de escândalo. Aliás, se não fossem os "escândalos" a comunicação social fechava, tal é a indigência cultural da maioria dos jornalistas, salvaguardadas honrosas excepções.

O ministro veio deitar água na fervura, mas já tardiamente. A situação é "preso por ter cão e preso por não ter". Se a polícia actua mais duramente, ai Jesus, se não e deixa escapar os assassinos, ai Jesus! Afinal, o que queremos? QUE FAZER? como diria um político já falecido.

Dêem-se instruções precisas às forças da ordem, vigie-se o seu cumprimento, mas deixem-nas actuar, e se houver excessos comprovados, que sejam punidos. Mas basta de declarações aos jornais, rádios e televisões. Por incrível e paradoxal que pareça, nada tem feito pior a este país nos últimos anos que uma comunicação social "livre", desbocada, fantasiosa, criadora de factos políticos (na tradição do famigerado Marcelo) e inventora de notícias. Até quando a comunicação social continuará a abusar da nossa paciência...

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