
Este artigo - que resulta de trabalhos de investigação académica sobre o assunto - parece sugerir que os meninos e as meninas deviam estudar separadamente. Quando comecei "à escola", não havia preocupações de "género", um termo que apareceu recentemente não fossemos nós não reparar em pessoas que gostam de exibir que são isto ou aquilo. Aos poucos, o Estado optou por juntar tudo e, apesar da extravagância dos primeiros tempos, a presença feminina nas universidades impôs-se. As moças perceberam rapidamente a vantagem da foçanguice numa sociedade dominada pelos equívocos do "mérito". E os moços não perceberam que a retórica da igualdade pendia inevitavelmente para um lado e que esse lado, o gineceu, tomou conta de quase tudo. Não é apenas a disciplina (ou a falta dela) que explica tudo. As moças há muito que não de distinguem por serem "prendadas" ou exímias em "lavores femininos". Algumas até podem ser loiras e burras mas serão infinitamente menos frívolas do que eles. Onde eles desistem, elas persistem. Onde eles caem, elas levantam-se e prosseguem de saltos altos ou sapatilhas Timberland. É por isso que a balança da igualdade se desequilibrou sem remédio. Ninguém permite mais que se trate o igual de forma e igual e o diferente de forma diferente. O título do artigo - "vem aí uma geração de rapazes frustrados" - esconde uma falácia. É que eles já são frustados. E elas já perceberam.