
É o nome do programa de José Pacheco Pereira, aos domingos à noite, na
Sic-Notícias. Por ter "participado" indirectamente no
primeiro, entendi nada dizer. Também, aqui ou ali, as tradicionais referências ao "pequenino" não foram naturalmente esquecidas por alguns pequeninos "de referência". O "desconstrutivismo" da "mensagem" e da "massagem" que essencialmente jornais e revistas veiculam (prolongando muitos o exercício em blogues e através das "redes sociais") é fundamental para se entender a gramática do regime. Ou a promiscuidade do regime, o que vai dar praticamente ao mesmo. Há excepções e os exemplos escolhidos no
programa de ontem foram adequados. Não me parece que JPP pretenda ensinar o "padre-nosso" a quem quer que seja. "Desmontar" e explicar como se "monta", assinando em baixo, importa imenso numa democracia que vive e morre pela imagem e pela palavra associada à imagem, ou vice-versa. O caso Pinho, por exemplo, noutra encarnação não teria tido a menor repercussão. Quando muito, um cartãozinho a agradecer a colaboração teria sido suficiente e o país prosseguiria, tranquilo e manso, ignorando os "corninhos". Hoje é impossível porque, contra toda a propaganda e contra toda a "massagem", a evidência pode, num segundo, tornar-se evidente. Pinho já era praticamente nulo há quatro anos mas a "mensagem" (no caso, visual) liquidou-o. De tal forma que o cartãozinho acabou por ter de ser verbalizado pelo actual presidente do Conselho porque não havia "massagem" que salvasse o infeliz mensageiro. E, antes disso, convinha ao actual presidente do Conselho salvar-se a si mesmo. O
facies hirsuto de Pinho, na posse do seu sucessor, quando foi abraçado pelo homem do cartãozinho verbal, não deixou margem para dúvidas. »Ponto Contraponto» é disto que é feito. Só vale a pena se, como diz o seu autor,
"tocar num nervo muito sensível". E deixar uns quantos idiotas úteis (e outros tantos inúteis idiotas) à beira de um ataque de nervos.
Foto: tvi24
O CAA por exemplo só faz rir com a tal "inestética masturbação do imenso ego do protagonista", o que tem piada por ser exactamente o que eu penso sempre que tenho a infelicidade de o apanhar a comentar tudo até ao preço do berbigão na RTP e N, é a tal gorda camada de sem-vergonhice que tão bem o caracteriza com ou sem copo de whisky para a Constança Cunha e Sá. A que não faltou a farpa abjecta do "mal reciclado em grande educador da classe média" sobre o seu passado maoista. Pois muito bem, pessoalmente prefiro muitos comunistas reciclados ou não, a certos liberais de pacotilha com fome de tacho, "candidatos a políticos", tal e qual. Saúda-se a resposta civilizada no Abrupto aos reles ad hominems.