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portugal dos pequeninos

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A BABUGEM DO NADA

João Gonçalves 22 Set 10


Um amigo meu tem um jovem amigo seu, estrangeiro, que vive cá há anos, e que lhe disse ontem esta verdade de forma lapidar: "não sei porque é que em Portugal têm imprensa se não resulta nada das notícias".

13 comentários

De Anónimo a 22.09.2010 às 09:52

Resulta isto, quer ver o quê? Leia esta parcela da prosa do João Marcelino no DN. Tão babadinho nas páginas dos jornais a escrever como se fosse o nosso PM-Digital-Electrónico-3G-Multiplataforma...

É que eu acho que esta gente tem uma intensa esperança de que toda a bandalheira passe, por magia analógica, para o lado smartphone da realidade e seja tudo visto como se desembrulhando numa espécie de limbo digital do imaginário colectivo.


"Ontem optimizámos a nossa presença nos chamados smartphones e, até final do ano, ainda teremos prontas as aplicações para iPad, iPhone e para modelos "andróide" e Windows Mobile. Entretanto, teremos também disponível rapidamente a versão e-paper, faremos uma aposta ainda mais forte no nosso site, reforçaremos a nossa presença nas redes sociais e daremos seguimento às exigências que nos forem sendo criadas por todos os outros tablets (que não só o iPad) e por todas as novas plataformas de distribuição de conteúdos digitais."

De floribundus a 22.09.2010 às 11:22

tudo somado só 1 contribuinte em cada 30 compra noticias impressas requentadas.
uns não leiam, outros ouvem informações frescas.
os factos não têm qualquer efeito relevante para os padrinhos de esquerda

De Garganta Funda... a 22.09.2010 às 12:05

É verdade.

Tanto «escândalo», tanto esbulho e tanta «ladroagem» exposta nos jornais durante estes últmos anos, e a verdade é que tudo continua calmo e sereno nesta choldra.

Na verdade os jornais só servem para ajudar nas pinturas lá em casa ou para embrulhar peixe na praça.

Tal como a «justiça».

No pasa nada...

De Anónimo a 22.09.2010 às 12:51

Mas esse estrangeiro, ao fim desses anos todos, ainda não conhece o país/povo em que se inseriu?

De Anónimo a 22.09.2010 às 13:18

Bernardo Ferrão da SIC acaba de apertar com o PM, que responde selectivamente a perguntas deixando de fora os juros da dívida. Para ele, o Portugal real é o que está naquela exposição. O resto é paisagem. Há quem diga que Portugal entra em crise política se o Governo cair, mas a crise política é isto que está a acontecer: quem foi eleito para Governar não tem nada a ver com os assuntos incómodos, nem contas a prestar ao país.

De Anónimo a 22.09.2010 às 13:58

Já agora o tal amigo podia também ter perguntado porque é que em Portugal há Justiça, se o que dela resulta - pelo menos para a "Nomenklatura" - é completamente inconsequente.
Aliás, para o remate de uma democracia de fachada já só falta a censura directa sem outro disfarce.

De Anónimo a 22.09.2010 às 14:17

A propósito da «Babugem do Nada» :

"Oiçam os especialistas ..."

- «Os sexos, relativos entre si, na sua profundidade, podem viver, na carne cheia de espírito e no espírito incarnado, a resistência a todas as tentativas técnicas ou pseudo-espirituais do pós-humano»

Bento Domingos, no Público.

Citado por Joaquim no «Portugal Contemporâneo»

De Anónimo a 22.09.2010 às 14:22

As notícias já só vão servindo de desabafos, e de meio puramente dedicado a treino de jornalistas - de modo a tentar manter uma aparência de democracia e pluralismo; um pouco como 1/8 de divisão blindada é mantido num exército periférico, de modo a que oficiais e soldados possam ter uma vaga noção teórica de como operar uma verdadeira (e completa) e combater uma real, do "inimigo". A tecnologice acéfala e infantil de sócrates é boa para os amiguinhos dos out-sourcings e dos JP's Sás-Coutos; assim se mantém a ilusão de progresso e se entretém pinto-de-sousa a brincar em gabinetes estufados. Além de tudo isto, sabemos sim que o Estado-dos-partidos jamais se reformará por dentro e de livre vontade. Os institutos onde familiares, amigos e sabujos políticos ganham a vidinha, e fingem trabalhar, continuarão a existir, empurrando E-mails e fax's de um lado para o outro simulando actividade frenética e séc. XXI. Os desempregados e o povo desprezado serão cada vez mais "aquela parte do dia" e da vida normal, em que é relatada com júbilo a intervenção caridosa de subsídios e psicólogas - destinadas a amparar as pobres gentes nessas horas difíceis (em frente a câmaras RTP...). Estas psicólogas, contratadas aos milhares, invadirão em bando os modestos lares das populações em dificuldades; e após cumprirem com brio o seu dever, as psicólogas do INEM e da SS não deixarão de aceitar ficar para o jantar - confeccionado com generosidade por jovens mulheres suadas e de face vermelha, que cuidam dos filhos, tratam da depressão do marido (sem a conhecer...) e limpam o rabo à avó. Bem jantado e bem consolado, o apoio do Estado recolhe depois a casa, para não apanhar frio.

Ass.: Besta Imunda

De Vitor Alves a 22.09.2010 às 14:46

SERÁ QUE ESTÁ TUDO CEGO?

Será que todos estão cegos ou sou eu que sou parvo?
Há só um e único comentário a todo e qualquer artigo que fale do défice, da economia e de tudo o que lhe diz respeito.
ESTE GOVERNO tudo fará para deixar as finanças públicas NUM DESASTRE, pois já sabe de antemão que perderá as eleições e quer deixar o futuro Governo de tal modo encrencado que terá de fazer muita coisa para equilibrar as contas públicas.
Aí, esse futuro Governo será odiado pelos portugueses o que os fará suspirar pelos socialistas novamente.
Não se esqueçam do que leram agora.
Podem rir á vontade, quando estivermos á beira da falência, derivado á gestão danosa e intencional do actua governo e quando o futuro governo, seja ele qual for, tiver de tomar medidas graves, já ninguém rirá mais.

Vitor Alves

De Anónimo a 22.09.2010 às 15:46

Este senhor, também poderia perguntar ao seu amigo para que precisamos de governo, se não governa absolutamente nada. Zero. Rien.
SG

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