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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

VIDA DOS MORTAIS

João Gonçalves 13 Set 07

O senhor PR não tem "agenda" para receber o Dalai Lama, uma criatura perfeitamente inofensiva. O governo também não. Tudo por causa do medo e do respeitinho pelo "tigre amarelo" que se deve lembrar vagamente da nossa existência por causa de Macau. Entretanto Sócrates enviou mais de vinte mandarins do seu glorioso governo às escolas para a sementeira de computadores em curso, a única coisa que tem feito desde que regressou de férias. O seleccionador nacional que, por acaso, é brasileiro, mostrou ao mundo a verdade das origens. Uma mãe-coragem e trágica Medeia acabou com tudo num lance terrível e solitário em Viseu. "Oh vida dos mortais, não é só de hoje que a considero uma sombra, e direi sem temor que entes humanos que passam por hábeis e ávidos de ciência estão condenados à mais dura das punições. Entre os mortais, não há um homem feliz. A opulência, quando aflui, pode dar a um maior êxito que a outro, mas a felicidade não." Vale a pena continuar a escrever?

25 comentários

De Joshua a 13.09.2007 às 11:53

Vale a pena, João. Um homem que escreva será sempre dolorosamente feliz e nenhuma dor poderá excluir a sua alegria.

Criaste comunhão aqui.
Não a rompas.

De Luis Grave Rodrigues a 13.09.2007 às 12:22

Caro João Gonçalves:

Gostei dessa sua caracterização do Dalai Lama como «uma criatura perfeitamente inofensiva».

Mais do que isso, se ler isto,

http://rprecision.blogspot.com/2007/09/o-dalai-lama-ou-quando-uma-reputao-nos.html

vai ver que o Dalai Lama é também... «um gajo porreiro»!

De jb a 13.09.2007 às 13:32

A ordem desta era é "não criar incidentes"! Um país "decente" como Portugal não deve criar conflitos em prol da democracia (digo, hipocrisia). Coitado do Lama. O que ele diz não se escreve nos códigos da conduta moral (e dos direitos humanos) da R.P.China. Quanto ao que o João Gonçalves escreve (neste site) vale a pena se for para continuar.

De rei dolce a 13.09.2007 às 13:42

caro joão,
claro que vale a pena escrever,assim como comer,beber,lêr,... temos que nos intreter com qualquer coisa.

De Anónimo a 13.09.2007 às 15:19

continue a escrever sr joão , eu gosto de o ler e penso que a sua escrita se insere num quadro axiológico de valores em que me revejo. Bem haja e as melhoras dos seus.pedro

De Ariel Sharon Tate a 13.09.2007 às 16:28

MEDEASPIEL
[Heiner Müller - tradução Adolfo Luxúria Canibal]

Uma cama desce da teia e é colocada de pé. Duas mulheres com máscaras mortuárias trazem para o palco uma jovem rapariga e instalam-na de costas na cama. Vestir da noiva. Atam-na à cama com o cinto do vestido de noiva. Dois homens com máscaras mortuárias trazem o noivo e põem-no de cara voltada para a noiva. Ele faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se frente a ela, etc; ela ri silenciosamente. Ele rasga o vestido de noiva e toma lugar ao lado da noiva. Projecção: acasalamento. Com os farrapos do vestido de noiva as máscaras mortuárias homens atam as mãos e as máscaras mortuárias mulheres os pés da noiva às extremidades da cama. O resto serve de mordaça. Enquanto o homem, frente ao seu público feminino, faz o pino, caminha sobre as mãos, pavoneia-se, etc, o ventre da mulher incha até que rebenta. Projecção: parto. As máscaras mortuárias mulheres tiram uma criança do ventre da mulher, desfazem os seus nós e metem-lhe a criança nos braços. Durante esse tempo as máscaras mortuárias homens cobriram-no de tal modo de armas que o homem não pode mais mover-se senão a quatro patas. Projecção: massacre. A mulher desvia o seu rosto, desfaz a criança e atira os pedaços na direcção do homem. Da teia caem sobre o homem restos de membros entranhas.

De JoseF a 13.09.2007 às 17:00

Exactamente a imagem que me ocorreu, quando vi os «mandarins» dos computadores nas TV's.
Pior ainda, apercebi-me ontem, de uma hora na agenda do PM (hoje?), para receber um personagem do mundo do espectáculo/variedades:
um tal Bono, se não estou em erro.
Hádem ir longe.

De JOÃO SANTOS a 13.09.2007 às 17:52

O Direito Internacional Público é, como sempre foi, marcadamente hipócrita. Não foi Portugal que "berrou" (e bem) pelos quatro cantos do mundo o drama de Timor ocupado? Não é o Tibete um caso substancialmente semelhante ao de Timor? É claro que sim. Esta subserviência a um regime totalitário como o da China não quadra bem com as vozes que se levantam para defender os direitos humanos.
Ainda a propósito da nossa subserviência internacional, recordo-me da prontidão do nosso Governo em pagar a estadia dos Mc Cann na Praia da Luz, como se nos sentissemos culpados por algo. E que triste é saber agora que o casal é neste momento arguido por suspeita de morte da própria filha.

De VANGUARDISTA a 13.09.2007 às 18:49

«O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se que por toda a parte: o país está perdido!»

QUEM ESCREVEU ISTO E QUANDO?
ADIVINHEM...

De j. gonçalves a 13.09.2007 às 22:01

Sim!!!
Vale sempre a pena escrever, desde que a escrita, mostre a Verdade!!!

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