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portugal dos pequeninos

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NOVOS CÍNICOS

João Gonçalves 19 Jul 07

Diógenes de Sinopa é a figura que ilustra momentaneamente este blogue. Vivia dentro de um barril, no meio da rua e rodeado de cães. Tem na mão a famosa lanterna que usava à luz do sol para encontrar, sem sucesso, "um homem". Diógenes deve ser recuperado e tornar-se presença viva. Em certo sentido como Cristo que, afinal, não resolveu o Seu caso e deixou-nos a braços com o horror da cruz. Precisamos, com urgência, de novos cínicos. Cabe-lhes a sublime tarefa de arrancar máscaras, de denunciar os "quentinhos", de esmagar as diversas mitomanias e mitologias, de reduzir a pedaços as hipocrisias geradas e mantidas em e pela sociedade. Resistir, é o lema do novo cínico. Resistir às cristalizações sociais e culturais, às "virtudes" colectivas do correcto instituído pelas esquerdas. Por isso o novo cínico é fatalmente de direita e contra o "labreguismo" dominante. Detesta o conformismo, a ideologia e o supérfluo. Promove a singularidade e a iconoclastia contra a frivolidade pequeno-burguesa, típica de "republicanos". É enérgico. Nietzsche chamar-lhe-ia "super-homem", outros apenas uma alma pura. O homem comum tem - julga ele e foi assim que lhe ensinaram - "esperança". O novo cínico possui a desesperança dos malditos luminosos. Aprende-se muito com os cínicos, os antigos e os por vir.

1 comentário

De mocho a 20.07.2007 às 08:09

Pois. Tudo bem. Só não percebo por que carga d'água os novos cínicos, e os velhos já agora, tem de ser "fatalmente" de direita. Importa-se, caro João G., de trocar por miúdos ?

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