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portugal dos pequeninos

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OS NOSSOS POBRES MONÁRQUICOS -2

João Gonçalves 19 Mai 09


Agradeço penhoradamente tantos comentários a este post. Até os mais idiotas. Talvez agora percebam por que é que o Doutor Salazar proibiu literalmente que se discutisse a natureza do regime. Tinha razão. Sendo católico, não bajulou a Igreja e deixou-a tranquilamente prosseguir o seu "múnus". Sendo eventualmente monárquico por convicção, nunca substituiu o regime republicano. Como ele dizia, decididos até onde ir, não devemos ir mais além. Ponto final.

Nota: E sou tão maçon como alguns pensam que Salazar foi. O problema não é a maçonaria. São alguns maçons. É como a monarquia ou a república. O problema são os adeptos. Não era certamente por acaso que D. Carlos falava numa "monarquia sem monárquicos". Tal como poderíamos falar, como um insuspeito republicano a quem vazaram um olho, de uma "república sem republicanos."

Foto: Ângelo Ochoa

10 comentários

De MJ a 19.05.2009 às 13:48

Repito o que ontem disse no meu comentário: não creio, como parece entender o João Gonçalves, que a forma republicana do Estado português seja imutável. Pode mudar-se se essa for a vontade esclarecida da maioria.

De mj a 19.05.2009 às 13:51

João Gonçalves

Não acredito que não ache a maçonaria um problema - há uma data de figurões que obtêm poder sobre nós - e nem sequer sabemos quem são! É preferível uma ditadura ás claras: sabemos a quem temos de resistir, sabemos contra quem lutamos. O simples facto de entrar para uma sociedade dessas já é um sinal claro de má fé.
Estou completamente convencida de que a grande corrupção tem origem - e quartel general - na maçonaria, que permite que o Sócrates e seus 40 ladrões façam o que bem entendem diante dos nossos olhos, na total impunidade! Estou também convencida que a história do Freeport veio à luz porque a maçonaria de que a rainha de Inglaterra tem a chefia não é o Grande Oriente.

A propósito da relevância da presença do Senhor D. Duarte nas cerimónias, há um 'pequeno pormenor' que convém lembrar: numa cerimónia religiosa é suposto que quem participa tenha Fé, e quem tem Fé acha relevante - e muito - que o antepassado de D. Duarte, D. João IV, tenha oferecido a Nossa Senhora a corôa de Portugal. A realeza de Nossa Senhora por essa acto de entrega do nosso rei, (e de nós com ele), ganha um sentido especial numa festa em honra de Cristo Rei.

De Anónimo a 19.05.2009 às 15:23

O DR.* Salazar, coitado do DR. Salazar. Mais de 1 milhão de portugueses emigrados para França e a Alemanha - e quase oficialmente inexistentes - é o comentário mais eloquente à política do DR. Salazar.

De Luís Bonifácio a 19.05.2009 às 15:51

Salazar não quis a restauração monárquica, pois esta introduziria uma legitimidade própria que o ditador não controlaria. Nada lhe garantiria que o Rei se vergasse sempre aos seus desejos.

Para Salazar ter uns fantoches na chefia de estado era o garante da sua permanência, por isso preferiu a forma republicana de governo.

A história mostrou que ele tinha razão.

De observador a 19.05.2009 às 19:26

Pois.

S queria ser ditador, e tanto lhe fazia a Republica ou a Monárquia.

Pragmático, limitou-se a usar o que tinha à mão, para não fazer "ondas".

O que demonstra a sua falta de ideais e de luta pelos mesmos.

Quanto ao resto, estou-me nas tintas para esta questão, desde que possa eleger o chefe máximo de 4 em 4 ou de 5 em 5 anos.

Além disso, acho inconstituicinal imporem a alguém uma profissão (Rei), bem como á respectiva família.

Pobres coitados, com a vida desvastada por tabloides e revistas "côr de rosa".

Mas se insistirem eu quero ser Conde, porque Barão, como dizia Garett, ....

Concordo, contudo, que ser nomeado nobre é muito mais giro que ser nomeado republicamente comendador.
Dá mais "pinta" aos cartões de visita.

De João Mattos e Silva a 19.05.2009 às 20:44

O que me inquieta em João Gonçalves é a referência a Salazar e à sua postura ditatorial de não deixar discutir o regime. Se é adepto dessa postura, estamos falados.

De Nuno Castelo-Branco a 19.05.2009 às 23:32

O problema não é do João Gonçalves, que até - se bem o conheço -, nem se importa de discutir o regime, no tempo EXACTO. O problema consiste num certo cavalheiro que durante o debate televisivo declarou que JAMAIS PERMITIRÃO a consulta aos portugueses. Dito isto, assoou-se ao avental.

De joshua a 20.05.2009 às 19:44

Sou por uma república monárquica e pelo pronunciamento directo dos cidadãos sobre a Res Publica. Sou absolutamente contra ditaduras, explícitas, como a de Salazar, ou implícitas como a que corre e ocorre com Sócrates.

De João Gonçalves a 20.05.2009 às 20:30

Que diabo é uma "república monárquica"»? O dr. Mário Soares?

De joshua a 20.05.2009 às 21:03

João, a expressão deveria vir entre comas 'república monárquica'. Res Publica diz-nos directamente respeito e nela intervimos quotidianamente e deveríamos intervir directamente já que há suportes para isso e a agenda dos políticos colide imensas vezes com o interesse de todos, está sujeito a 'pressões' e 'lóbis'. Res Publica. Será sempre Res não do Rex, mas das Gentes.

O Rei será uma figura isenta de pudores cavaquianos, não sujeito a chantagens e silêncios cúmplices, como indicia ser passível Cavaco, sem tiques régios como Mário Soares.

Um garante da independência, identidade, valores, perfil, e coesão nacionais, um símbolo vivo, vinculativo, aglutinador do afecto que Portugal nos merece. Um Escudo em face de toda a espécie de oportunismos, lógicas sectárias, Lojas de Protecção e Enriquecimento inter pares, como certa Maçonaria Nacional.

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