Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Ai, Timor?

João Gonçalves 3 Nov 14

 

O que Timor fez com alguns portugueses, nomeadamente magistrados, que "cooperavam" com aquele país é o que se costuma fazer em casos anti-diplomáticos limite, tipo espionagem. Decerto ainda nos lembramos dos belos esforços do bonzinho Guterres junto de Bill Clinton para evitar o pior naquele território que a Indonésia quis seu. E os do então PR Sampaio ou da embaixadora Ana Gomes. Sem contar com o dinheiro investido nas "digressões patrióticas" mundiais de futuros dirigentes timorenses. Por cá fizeram-se corredores humanos, acenderam-se velas, vestiram-se t-shirts brancas, cantou-se "ai, Timor!", etc., etc. Sampaio, aliás, antes e depois fartou-se de verter lágrimas honestíssimas pela causa. Só que Timor, como se costuma dizer, "evoluiu". Fora a Nossa Senhora de Fátima, desde o português a outras coisas, praticamente tudo a vizinha Austrália atraiu fundamentalmente por causa do petróleo. Aos poucos, Portugal tornou-se uma fraquíssima memória distante. A derradeira cimeira da CPLP, onde foi admitida a Guiné Equatorial, como que culminou este deslaçamento e tornou risível a "comunidade". O que sucedeu agora não só é deplorável, como escreve o MNE, como representa uma humilhação desnecessária. Portugal não deve ficar por aí. Chame, para consultas, o nosso embaixador (presumo que não haja menos do que isso por lá) e depois logo se vê. Deus manda-nos ser bons mas não nos manda ser parvos.

FICÇÃO

João Gonçalves 30 Ago 09

Luís Amado, um estimável MNE, foi a Timor dizer que aquilo é um "país viável". Até a quinta nas traseiras da minha casa é mais viável do que aquela ficção.

Tags

MEIA ILHA,MEIO NADA

João Gonçalves 11 Fev 08

Portugal está "empenhado e disponível para estabilizar a democracia timorense". Muito bonito. Da última vez que estivemos "empenhados e disponíveis", na sangria de 1975, viu-se o resultado. Depois, em 99, alimentou-se aquele folclore de rua contra a Indonésia cujo resultado também foi brilhante. Finalmente, chamar democracia a um regime esquizofrénico é continuar a não perceber nada do que ali se passa. Se nem eles percebem, como é que nós podemos perceber?

Tags

HORTA AGRADECIDO

João Gonçalves 24 Nov 07

O sr. Ramos Horta, presidente de Timor-Leste e uma criação política inteiramente portuguesa, gostaria que o Nobel da Paz fosse entregue ao dr. Barroso. Será por que o dr. Barroso foi "enganado" quando lhe mostraram uns papéis sobre as famosas armas de destruição maciça que o Iraque afinal não possuia, o que revela a sua extraordinária sensibilidade "internacional" em assuntos de guerra e de paz? Ou será por que o dr. Barroso, como praticamente todos os ocupantes de São Bento e de Belém, alimentou, a custo dos contribuintes nacionais, essa ficção a que preside hoje o sr. Horta?

A SORTE DELE

João Gonçalves 11 Ago 07


Em 1975, debandámos de Timor em condições que são conhecidas. Em 99, salvo erro, andámos de mãos dadas e vestidos de branco pelas ruas de Lisboa a bradar "ai, Timor...". O dr. Sampaio fartou-se de lá ir gastar resmas de lenços de papel onde secou as honestas lágrimas que verteu pela "causa". O sr. Horta e o sr. Xanana, por causa da má consciência nacional (a nossa, claro), foram amplamente subsidiados pelos impostos portugueses para se chegar ao actual estado da arte. A Fretilin - ex-partido de ambos e agora uma "força" aparentemente tomada de assalto por criminosos e violadores - anda na rua a escavacar o que sobrou dos desastres anteriores. Razão tem Jaime Nogueira Pinto no seu livro sobre Salazar. Sorte a dele não ter assistido à triste agonia do Portugal ultramarino. É uma espécie de agonia permanente que havemos de expiar até à eternidade, desde a remota ilha de Timor até àquela que foi a luminosa baía de Luanda ou Lourenço Marques. Toda esta bandalheira tem a mesma origem. Sorte a do Doutor Salazar que já não estava cá para a ver.

A CRIATURA

João Gonçalves 10 Mai 07

Hoje é dia de alegria para o regime. Uma sua criatura, o sr. Ramos Horta, foi eleito presidente de Timor-Leste em substituição do já de si extraordinário Xanana Gusmão. Horta - nunca é esdrúxulo recordá-lo - foi apascentado, de Lisboa, a Díli, passando por Nova Iorque e outros portos, por nós. O regime sitiado em Belém e em São Bento não fez outra coisa senão subsidiar a criatura através do orçamento de Estado. A sua vitória sobre o sr. Lu Olo consagra politicamente anos e anos de inútil colo português. Inútil para nós, naturalmente. Timor-Leste é uma memória longínqua, mal tratada durante o PREC, e que obrigou o regime a rasurar essa má consciência quer antes, quer depois da "independência". Ficaram alguns bem intencionados professores de português, estátuas de Nossa Senhora de Fátima e a GNR para ganhar uns "cobres" extra. Ou seja, não sobrou nada.

AI TIMOR ?

João Gonçalves 24 Abr 07

Enquanto "degustava" uns "pezinhos de coentrada" no intervalo das minhas actividades de "inspector", deparou-se-me na tv, em nota de rodapé, o resultado de um dos nossos mais brilhantes legados ultramarinos: Timor-Leste. De acordo com a nota, o sr. Lu Olo e o sr. Ramos Horta disputam a presidência entre insultos. O sr. Alkatiri - parece que é assim - entretanto insulta o sr. Horta acusando-o de "ditador". Xanana já não conta e prepara outros folclores. Nem aqui nem lá fora valemos o que quer que seja. Ramos Horta é o pior produto da diplomacia deste regime que amanhã comemora a idade de Cristo. De Barroso ao PS, todos se vergaram e verteram lágrimas por esta gente. Mal empregada independência.

AI TIMOR ?

João Gonçalves 5 Mar 07

Os novos - novos em todos os sentidos - "guerrilheiros" timorenses não querem a Austrália e Portugal a policiar as ruas de Timor-Leste. A Austrália, naturalmente, pretende mais do que policiar, por isso se empenha tanto em caçar o sr. Major. Nós, coitadinhos, é mesmo só a "língua", essa brutal ilusão, e a GNR a ver "passar os comboios". Não estará na hora de lá mandar o dr. Sampaio, em nome da "história", do sentimento e do nosso glorioso Estado, para derramar mais uma lágrima para ver se "pega"?

FALTA DE JUÍZO

João Gonçalves 4 Mar 07

Um dos nossos belos legados ultramarinos, Timor-Leste, está de novo a braços com a sua improbabilidade. Agora abriu a caça a um major - com uma extraordinária dentadura para quem anda no mato - à qual Xanana Gusmão, presidente da opereta, dá a devida benção. Parece que a malta das ruas, sobretudo os mais novos, gosta do dito major. Também parece que não faltam armas para ninguém. Só juízo.

UM PRODUTO NACIONAL

João Gonçalves 25 Fev 07

Ramos Horta é um produto tipicamente português. Foi apascentado pelo orçamento português nas suas múltiplas viagens por esse mundo fora em nome de Timor-Leste. Foi o regime, o nosso, nas suas duas únicas cambiantes - a socialista e a "laranja", S. Bento e Belém - que, anos a fio, andou com o homem ao colo, do outro lado do mundo à 47ª Street em Nova Iorque. É, pois, este produto nacional devidamente reciclado pela "experiência" internacional e pelo Nobel da Paz que se prepara agora para suceder ao improvável mas generoso Xanana, doido por ir tratar da sua vida em sossego. “Foram semanas de reflexão e de muita hesitação. Reflecti sobre a honrosa mas muita penosa missão de me candidatar a chefe de Estado", afirmou, sem se rir, Ramos Horta. Há quantos anos é que que ele andava a preparar isto? Pois é. Uma vez "português", toda a vida "português".

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

  • António Maria

    Completamente de acordo.Ontem tive vergonha de ser...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, «plus ça change, plus c'est la mêm...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor