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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Ao lado de Carrilho

João Gonçalves 23 Fev 16

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Tenho evitado escrever sobre coisas que não me dizem respeito. Ou melhor, sobre coisas que não me dizem respeito mas que envolvem uma pessoa que respeito. Enquanto Manuel Maria Carrilho desempenhou funções governamentais, entre 1995 e 2000, acompanhei de longe a sua actividade. Nessa altura ainda era do PSD e desagradava-me profundamente a forma altiva como o ministro, em intervenções públicas, criticava o então presidente do partido, Marcelo Rebelo de Sousa. Todavia percebi que a "aliança" subtil entre dois homens cultos e perspicazes (Carrilho e Sousa Franco nas finanças) estava a mudar a relação da cultura "institucionalizada", através de um ministério e dos seus equipamentos, com a sociedade e vice-versa. Carrilho sabia mais dos orçamentos desses equipamentos e da sua gestão do que a maior parte dos seus directores-gerais. Dei bem por isso quando, menos de dois anos após a sua demissão, fui para a direcção do São Carlos. Passei, pois, a ler Carrilho retrospectivamente e a escutá-lo com outra atenção. Apoiei-o na malograda candidatura à Câmara de Lisboa de 2005. Depois disso, já Carrilho era vice-presidente da bancada do PS no parlamento, ficámos amigos. Não é no entanto por essa circunstância, a da amizade, mas apesar dela que o acompanho nestas suas considerações. Manuel Maria Carrilho é um homem frontal, claro, bem preparado, defensor do interesse público, conhecedor, pela sua formação, das implicações sociais, culturais e mediáticas do Direito, sem tribos nem donos. Ora isso num país em que a deliquescência, o lambe-botismo, a moleza, o comadrio cúmplice e a estupidez "por simpatia" forjam as regras de jogo, torna-o insuportável para os "costumes" e respectivos beatos e beatas. Carrilho foi sempre um dos alvos preferidos dessa má-fé em parte por ser como é. Sou brutal com os meus amigos, sobretudo os mais íntimos, o que me tem valido uma larga debandada de interlocutores que só apreciam festas, favores e pancadinhas nas costas. Nessa brutalidade incluo o cuidado em não os deixar cair quando acredito firmemente neles. O meu lado é, como deve ser, ao lado de Carrilho.

E os nomeados são

João Gonçalves 19 Dez 15

 

Quando entrou em funções o governo de Passos Coelho alguém achou por bem, em nome da "transparência", colocar no portal do Executivo as nomeações para os respectivos gabinetes. Entre o Verão de 2011 e até há umas escassas semanas assim foi em nome desse ditoso escrúpulo. O que valeu, desde respeitáveis órgãos de comunicação social até às chamadas redes sociais, uma atenção permanente às pessoas em causa. Sobretudo valeu a alguns dos nomeados uma exposição inusitada na qual toda a gente parecia "mais igual" do que o comum dos cidadãos. Estava tudo: nome, idade, cargo no gabinete e vencimento bruto. Como não se podia andar a explicitar caso a caso, houve "casos" em que os ditos eram sovados volta não volta. Eu próprio, dias depois de ter ido para a Gomes Teixeira, andei na capa de um jornal, em blogues e nas redes profusamente "apontado" por causa de uma imagem com uma alforreca. E por ter escrito "horrores" a propósito do homem com que fui trabalhar. Em ambos os casos só serviu para reforçar a confiança mútua e lealdades políticas, e até pessoais, indisputáveis. Fosse porque "ganhavam" muito, fosse porque eram muito novos ou não sabiam nada a não ser na "escola" do partido, os membros dos gabinetes dos governos da coligação estiveram sempre sob a mira dos patrulheiros. Raramente houve o cuidado de separar o trigo do joio, ou seja, quem já tinha uma carreira (na administração pública ou no sector privado) de quem, por assim dizer, era "profissional de gabinete" sem nunca ter feito nada de substantivo na vida. Sabiamente o PS acabou, para já, com isso. Ignoramos, até aparecer no Diário da República, quem é quem nos gabinetes ministeriais. Todavia nota-se uma preocupação "escrupulosa" com a comunicação naquela muito batida adaptação democrática do "em política o que parece é", uma coisa em que actual "primeiro" é especialista. Algo, pelo contrário, que não se sente nos "meios" que tanto apreciavam policiar os dois governos anteriores mais em ardente e alucinada coscuvilhice do que por dever estritamente deontológico. Agora não interessa?

O lugar do morto

João Gonçalves 15 Dez 15

 

António Costa "fundou" um novo PS. Não se sabe quanto tempo durará mas, para já, é o que há. Ao fazê-lo, e pela forma como o fez, indirectamente acabou com quaisquer vestígios de supremacias alheias sobre a sua pessoa. A brutalidade que aplicou a Seguro serviu-lhe, de caminho, para "dessocratizar" o partido. Integrou como seus os que achou que devia integrar e afastou tentações mitómanas. Por consequência, ele que nunca falou em ter "perdido as eleições" certamente não deve ter apreciado ouvir de outro notório que as perdeu. Mais. Ou que havia uma relação causa-efeito entre esse outro e a dita derrota como alegadamente "pretendia" uma instituição judiciária. Para uns propósitos a instituição judiciária vencera (a derrota do PS), para outros perdera ("o triunfo da vontade" do visado). Este oxímoro desenlaça-se com a acusação a um PS "frouxo" e timorato em solidariedade como se os partidos fossem obras de misericórdia jurídico-política. Mal ou bem Costa é hoje primeiro-ministro. Representa uma instância nacional e não apenas partidária. Não só não deve estar interessado em desenterrar o passado como lhe colocou uma pesada laje em cima. Não se trata do "se queres viver faz-te de morto" mas, antes, "se queres viver ignora o morto". E Costa não é homem para ceder o lugar, mesmo o do morto, a ninguém.

A razão de Paulo Dentinho*

João Gonçalves 9 Mai 15

«Os comentadores que são ao mesmo tempo políticos no “activo” ou esperam voltar à política “activa” dentro de pouco tempo estão hoje em larga maioria na televisão e na imprensa. Já lamentei aqui essa promiscuidade. Mas não deixa de ser bom lembrar alguns factos. Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Santos Silva, Manuela Ferreira Leite, António Lobo Xavier, Jorge Coelho, Francisco Louçã e Francisco de Assis pontificam semanalmente na SIC e na TVI. Nos jornais, tirando o Expresso e o Sol, escrevem Mário Soares, Marques Mendes, Luís Amado e meia dúzia mais. Isto para não falar de entrevistas (que não se pagam) ou debates (que também não se pagam), mas que permitem a certas cabeças da “classe dirigente” uma exposição contínua ao público eleitor. O problema que isto levanta é compreensível: por que valor tomar os comentadores que se comentam a si próprios, comentam os seus presuntivos sócios no partido e têm um interesse pessoal na generalidade das questões que discutem? Não há maneira de julgar o peso e a consequência do que eles dizem e menos do que eles, sem dizer, insinuam. Só que, para lá disso, a presença dos políticos no jornalismo cria uma familiaridade e uma cumplicidade que prejudicam, quando não falsificam, a verdadeira opinião. Quem trabalha no mesmo sítio ou na mesma empresa, se encontra regularmente nos corredores, fala do que se vai passando no país, conta casos da sua vida privada ou partilha o último boato, acaba, pouco a pouco, por revelar o que não deve ou quando não deve. O SMS de António Costa a um jornalista do Expresso mostra muito bem a enorme trapalhada em que se caiu. O jornalista escreveu sobre Costa uma coisa qualquer de que Costa não gostou. Fim de história? Não. Em vez de ficar calado (o secretário-geral do PS não “responde” a jornais), Costa resolveu mandar um SMS ao jornalista em que o tratava mal e o jornalista mandou um SMS “atencioso” a Costa e publicou imediatamente toda esta pouco saborosa troca de mimos. Grande escândalo. Mas ninguém perguntou a evidência: como tinha Costa o número do jornalista? Conhecia o homem de algum lado? Por que razão aquela crítica irritou especialmente o nosso putativo salvador? No submundo em que os dois circulam, existe com certeza uma explicação para o caso. Para nós, não.»

 

Vasco Pulido Valente, Público

 

*director de informação da RTP que acabou com o "comentário político por político" no canal público generalista, uma medida que devia estender-se aos de "informação" ou  "notícias" que mais parecem jogos amigáveis ou prolongamentos dos pseudo debates da Assembleia da República

António Costa e os índios do Paraguai

João Gonçalves 6 Mai 15

 

(...) O que se passou é um mero reflexo do que tem dado a crescente promiscuidade entre a acção política e a acção comunicacional. O "namoro" corre razoavelmente até ao momento em que o jornalista não diz, ou não diz bem, aquilo que o político estava habituado a ler e a ouvir ou, no limite, aquilo que queria ler e ouvir. E aí o político tende a reagir com um excesso "que pouco tem a ver com o que aconteceu mas com a forma como vem relatado" (socorro-me de José Pacheco Pereira em "O nome e a coisa", de 1997). Para não irmos mais longe, basta recordar os barulhos entre a Casa Civil do actual presidente da República e Mário Crespo, entre uma mão cheia de jornalistas e Sócrates, entre o "Público" e Relvas ou entre António Costa, na vertente presidente de Câmara, com o mesmo "Público". Costa, porém, não é um cidadão comum quando lê um jornal, escuta a rádio, vê televisão ou navega nas "redes sociais". Por isso as suas reacções no campo das liberdades públicas, onde se inclui a de expressão e a de informar, interessam-me enquanto eventual chefe futuro de um governo democrático. Ou, como perguntava António José Saraiva, "acaso estamos destinados a ser eternamente meninos, como os índios do Paraguai, sabiamente tutelados pelos virtuosos padres jesuítas nas aldeias comunitárias do século XVII"? Talvez Costa ache que sim. E que, numa má declinação da Mertreuil de Laclos, é a sua própria obra.

 

Jornal de Notícias

 

Teatro de marionetas

João Gonçalves 29 Abr 15

 

Não vale a pena increpar a figura que a generalidade dos órgãos de comunicação social fez, de cócoras, diante da apresentação da mais recente (e talvez única) marioneta política concorrente às eleições presidenciais. Até o meu cão consegue ter mais respeito por si próprio. Mas o exercício encomendado teve ao menos a virtualidade de demonstrar duas ou três coisas. Desde logo que o dito concorrente é tão "independente" como uma formiga no carreiro. Os "donos" do regime e as oligarquias que mandaram "nisto tudo" até recentemente não  faltaram, desde o jazigo de família do pior PS até "vultos" como o Coronel Lourenço ou o dr. Granadeiro. Depois é manifesto que o concorrente se imagina a concorrer à chefia do Estado não em 2016 mas em 1916. Tudo ressumou a ranço salvo na "modernidade" no uso do "acordês". Por consequência, e apesar dos esforços abjectos de comentadores e jornalistas, o concorrente é um programa a preto-e-branco a quem nem sequer faltou o palco da salazarenta FNAT. Ao que a "esquerda" chegou.

Todos a reboque

João Gonçalves 9 Abr 15

 

 

Numa das oitenta reflexões sobre "o que lá vem", integrada no seu livro mais recente, Manuel Maria Carrilho cita Marcel Gauchet em 2014: «tem-se a impressão de que o que hoje existe é uma direita de imbecis face a uma esquerda de idiotas.» Podemos transferir esta "impressão" para Portugal hoje: um país atordoado, desvitalizado e rebocado. A fórmula é do próprio Carrilho e uma súmula feliz da infelicidade colectiva e instintual que denota. Vejamos alguns exemplos. Uma jornalista "senior", Maria João Avillez, lembrou-se de questionar as "aspirações" das "elites"  sobre o futuro próximo da pátria. E quem foi a "elite" escolhida? Salvo um imberbe com aspirações a escritor, Avillez foi ao mundo que ela conhece praticamente desde o 25 de Abril recolher opiniões. Estão no Observador e dispensam quaisquer comentários: é a mobília do regime excluídos os que entretanto caíram, por motivos mais ou menos claros, em desgraça e os que, por limitações "ideológicas" de quem concebeu a futilidade do exercício, não cabem. E o que quer a "elite"? Tudo menos chatices, naturalmente. Falam do "futuro" como se não pertencessem à "seiva" do passivo e do passado que corre nos interstícios do comadrio nacional em todos os sectores. Rebocam e desvitalizam e andam, como sempre desvitalizaram e andaram a reboque. Outra jornalista "senior", Constança Cunha e Sá, dissertou ontem sobre o folclore presidencial em curso que ilumina perfeitamente a frase de Gauchet: uma direita de imbecis e uma esquerda de idiotas. O pormenor é que ela as alimentou "puxando", talvez como lhe competia", pelo seu colega comentadeiro Marcelo Rebelo de Sousa esquecendo-se deliberadamente (ao insistir na interrogação que representa António Nóvoa) que, na verdade (o que será a verdade para estes Pilatos comunicacionais?), o "lateral" Henrique Neto, contrariamente ao pelotão de proto-candidatos a candidatos em circulação, não precisa clonar pensamentos alheios ou surgir a correr com "ideias" e cravos na lapela. Basta lê-lo com alguma honestidade intelectual. Comentadores atordoados, desvitalizados e rebocados. Na esquerda de idiotas, para não ir mais longe, já pensei brevemente nela ontem porque conta. Não se deve perder tempo com vaidades individuais ou grupusculares anunciadas fruto, aliás, das perdições socialistas e das dissoluções esquerdistas: todos atordoados, desvitalizados e à espera que os reboquem para lugares no parlamento ou, mesmo, num governo. Finalmente a direita de imbecis que permite coisas como este vaguíssimo "instituto do território", aparentemente uma plataforma interesseira que se quer oficiosa e que "gira" em torno do amável Rogério Gomes que conheci na Católica. O qual, da derradeira vez que o vi, era tratado reverentemente por "senhor professor doutor" por um membro do governo. Aparentemente o PSD, a parte dele que "estuda" no respectivo "gabinete", é rebocado por este homem. Depois não se queixem. Todos, os comentadeiros, as esquerdas e as direitas. Como escreveu Foucault, citado igualmente por Carrilho a propósito do grotesco em política, este surge quando "a maximização dos efeitos de poder acontece a partir da desqualificação de quem os produz". Mesmo, ou sobretudo, atordoados, desvitalizados e a reboque.

Espaços de manobra

João Gonçalves 7 Mar 15

 O primeiro caderno do Expresso é quase sempre "instrutivo" no que respeita às movimentações do "arco da governação". Quem quer "passar" qualquer coisa, põe-se a suspirar para cima de dois ou três jornalistas "políticos" da agremiação consoante a "especialidade" partidária. De vez em quando juntam-se num ou noutro artigo para "disfarçar" mas, umas páginas adiante, lá emerge cada um na respectiva "quinta": Belém, São Bento, PSD, CDS e PS. O "caso Passos Coelho" é, a este propósito, elucidativo. Mais do que os "factos" tem sido o contínuo desgaste (e desastre) comunicacional a que o próprio se tem sujeitado o cerne do problema político despoletado pelos ditos "factos". E que aproveita a alguém. Claro que às oposições que competem pela 25ª pergunta. Mas também ao CDS com quem se discute uma coligação que Passos não quer manifestamente facilitar. Os pormenores - e o Maligno, consta,  está neles - de alguns relatos jornalísticos não deixam grandes margens para duvidar que o pequeno parceiro coligatório está a servir-se deste imbróglio para "alargar" o  seu espaço de manobra negocial dentro da maioria. Basta ler com atenção as três páginas do referido caderno dedicadas ao presidente do PSD em que alguns "companheiros" igualmente não se privam de murmurar. Passos esteve e sai-se mal deste caso. Todavia não se deve negligenciar quem, ali por perto, anda a dar uma mãozinha para o puxar ainda mais para baixo e poder, a seguir e na altura adequada, falar um poucochinho mais alto por dentro.

 

Adenda: É ali citado um mail do assessor político do PM dirigido aos comentadores "próximos" do PSD que frequentam as televisões no sentido de "certificarem" que nada é devido ou está irregular. Até parece mal. A "instrução" seria mais facilmente substituível por uma certidão pedida pelo contribuinte em causa a quem de direito. Os comentadores, por si só, não "certificam" nada.

Esta elite consensual

João Gonçalves 6 Mar 15

 

«Em tempos recuados, há mais de meio século, quando floresceu uma análise semiológica da cultura de massas, Roland Barthes analisou numa das suas “mitologias” aquilo a que chamou “La Critique Ni-Ni”. Tratava-se, aí, de um tipo de crítica literária, mas a categoria “Nem-Nem”, a “mecânica da dupla exclusão” que Barthes dizia ser um traço pequeno-burguês (era esta a linguagem da época), sobrevive hoje com muita vitalidade na opinião e no comentário da classe político-mediática das várias proveniências (...). A encenação de debate cria a aparência de que uns e outros pensam de maneira diferente, mas toda a diferença se anula na mesmidade que brota da linguagem comum do “Nem-Nem”. Como se todos eles, festivos como os saltimbancos e nómadas como os cibernautas, se preparassem diante de um espelho deformador, antes de debitar opinião e analisar a temperatura exterior do ambiente: “Diz-me, espelho meu! Estou em forma? Estou conforme?”. A conformidade é a chave que tudo abre e o critério primeiro para definir a elite consensual que se moldou pela fórmula do “Nem-Nem” (...). Esta elite consensual que segrega uma doxa a que poderíamos chamar o tecno-populismo (dando assim a ver um paradoxo: são os habituais denunciadores do populismo que representam o populismo mais saliente do nosso tempo) compreende também uma parte considerável dos profissionais do comentário político, jornalistas e analistas das várias especialidades da tripla aliança política, económica e mediática. Empossados como fabricantes de opinião para consumo da população genérica, quanto mais “Nem-Nem” são, mais hipóteses têm de ser aclamados como objectivos e responsáveis (...). Esta elite consensual, resultante de um agregado onde se instalou a maquinaria infernal de produção do “homem médio” ou homo mediocris, reivindica-se como uma maioria moral, na medida em que exerce uma hegemonia da opinião. E a opinião, no sentido de doxa, de senso comum, é sempre vontade de maioria e de conformidade. Daí, a regra mais importante da elite consensual: nunca oferecer qualquer resistência ao presente.»

 

António Guerreiro, Público

O lado bom

João Gonçalves 26 Out 14

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Quando António Costa sair da Quadratura do Círculo, o respectivo "parque jurássico"  passará a integrar um ex-membro da tribo, o honorável dr. Jorge Coelho. Tenho grande estima pessoal por Jorge Coelho desde os tempos em que o conheci ministro da administração interna. Mas o seu regresso à televisão é a própria "imagem" da "quadratura do círculo". A de um regime que, a nível comunicacional, está blindado em torno de meia dúzia de opinadores, uns mais "independentes" do que outros, a que se vão juntando "novas vozes" que já nasceram no regime e que, em alguns casos, são mesmo avós, pais e netos dele. Aliás, a recomposição das colaborações em alguma imprensa escrita é apenas mais uma manifestação desta mesmice auto-complacente do que propriamente uma "renovação". O lado bom destes fandangos improváveis é que se lê mais livros.

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