Por cá, aparentemente prosseguem os jogos florais apelidados de pré-campanha eleitoral. À "direita", o dr. Portas persiste, com a preciosa ajuda de meia dúzia de ex-colegas de profissão (jornalistas e afins), em atacar o dr. Passos Coelho com quem quer coligar-se embora, em caso de necessidade (dele, Portas), não desdenhe uma rápida contramão dirigida a Sócrates. Aquela pérola do "interesse nacional" pode muito. Isto quer dizer, em linguagem para meninos e meninas de cinco anos, que cada votinho no dr. Portas (por muito pernóstico que ele seja e por muito que ele impressione) é um votinho na incerteza de alinhamento no que toca à escolha do 1º ministro. Ora a escolha é apenas entre Sócrates e Passos. Não há meio caminho ou meia dose que é o "programa" simpaticamente mostrado a correr, e com muitos chapéus na cabeça, pelo dr. Portas. Ele conta, de facto. Mas se esta ambiguidade calculada serve mais Sócrates do que a alternativa a ele, para que é que serve, na realidade, o dr. Portas?