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portugal dos pequeninos

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Método na loucura

João Gonçalves 17 Dez 14

 O primeiro e mais sério sinal foi dado por Maria Luís. O dr. Passos aparentemente hesita entre apresentar-se ao lado do dr. Portas em 2015 (e vice-versa) ou sozinho. No lastro evangelista que o tomou acha que, sozinho, vence o dr. Costa. Quando muito poderá precisar do dr. Portas para a "maioria absoluta".  Não parece mas, citando Shakespeare, existe método na loucura do dr. Passos. Se a coligação já não funciona a não ser para o cabecear no parlamento quando é transmitida ordem em conformidade e distribuir os lugares que faltam, como é que há-de funcionar para o futuro, sem réstia de um desígnio, uma vez que tudo se exauriu com o fim do PAEF e a ambição desavergonhada de Portas? O dr. Passos pode até dar um "excelente" líder da oposição a partir do PSD. O problema é saber se a oposição, nessa altura, estará disponível para o manter.

 

Foto: Stock Illustration

A síndrome passista do bivalve

João Gonçalves 6 Dez 14

 

Sem se rir, o dr. Portas anunciou que o "centro" está deserto e que, para além de "restaurador" de serviço (falso, porque só em 2016 se volta a falar nos feriados), o  tenciona recuperar. Não me consta que, salvo na fase em devia ter sido operado às amígdalas e não foi, Portas seja social-democrata. Sei que, à semelhança de muitos outros, as ocasiões fazem-no e não a inversa. Todavia não deixa de ter uma ponta de razão. A "loquacidade" improvisada do seu primeiro-ministro, em road show eleitoral permanente, ajuda bastante a afugentar o referido centro. O austeritarismo persistente do quarteto Gaspar, Maria Luís, Portas e Passos (por ordem  de importância política) arrasou a classse média e os remediados que apreciam votar ao "centro". Os "donos disto tudo", que Passos bimbamente supõe ter suprimido, foram substituídos por outros sendo que alguns deles ficaram dos anteriores. Apenas falam outras línguas ou são obrigados a conhecê-las. Portas tem, aliás, nesta matéria sido um excelente front desk. "Sexy", até, para usar o vocabulário do "soldado disciplinado" da Horta Seca que possui o condão de pôr Passos a suspirar intermitentemente por Santos Pereira. O eleitorado silencioso que dita as vitórias não se revê nisto como qualquer criança com a literacia de um 8º ano lhes poderá explicar. Estamos, de facto, já muito abaixo do mexilhão.

Cada um em seu lado

João Gonçalves 11 Dez 13

 

Da última vez, em 2004, que a "direita" concorreu a umas eleições (também europeias) coligada, foi um desastre. Dias depois Durão Barroso trocava o governo da nação por Bruxelas e entregava-o a Santana Lopes o qual, por sua vez, o devolveu seis anos seguidos, e de mão beijada, a José Sócrates. Para além disto, o PSD acabou por perder eurodeputados para o CDS e não ganhou nada com o exercício. Pelo contrário, em 2009, com Paulo Rangel como cabeça de lista, o PSD sobrepôs-se ao então PS absoluto de Sócrates sem levar os epígonos do dr. Portas às cavalitas. Em Maio, altura em que se realizam as eleições europeias de 2014, o governo e a maioria serão indirectamente "referendados" como aconteceu já nas autárquicas de Setembro. Paulo Rangel não merece a desfeita de ser o principal rosto da coligação nesse "referendo" presumivelmente votado à humilhação. Imagino que só por maldade Passos Coelho o escolhe para encabeçar uma lista improvável com o CDS. O próprio CDS parece desconfortável porque não aceita o argumentário estúpido das "quotas", ou seja, da concessão de um terceiro lugar na lista a uma senhora azul e amarela. Para além disso, tem o seu "bom" primeiro nome na pessoa de Nuno Melo. O melhor é ir cada um para seu lado à semelhança, aliás, do que sucede no governo.

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