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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A "dramática ilustração"

João Gonçalves 5 Jul 15

 

O dr. Costa - que preside à gloriosa agremiação que nos conduziu alegremente até ao resgate da Primavera de 2011- sugeriu, sem se rir, que há que dar graças pela circunstância de haver um PS (o dele) sem o qual seríamos uma outra Grécia. Ou seja, esta seria a "dramática ilustração" de um Portugal desprovido do concurso, salvífico e tonificador, da sua magnífica pessoa. Porquê? Porque o dr. Costa imagina-se a charneira entre aquilo a que apelida delicadamente de "esquerda radical" (cujos votos, aliás, não revela o menor pejo em catar) e a "direita" não menos "radical" que apenas jura pela austeridade. Na realidade, e com estes oxímoros permanentes, o que o dr. Costa anda a fazer ao PS é transformá-lo num caminho de ninguém, sem ideias fortes (más ou boas) ou um desígnio claro por mais curto que seja. Ele é, por consequência, a "dramática ilustração" de tudo o que o país agora menos precisa.

Sem responsabilidade e sem brilho

João Gonçalves 19 Jun 15

 

«O PS nunca se distinguiu pela especial competência da gente que o dirigiu e governou o país durante mais de 20 anos. Algumas personagens foram com certeza melhor do que outras, mas nenhuma (tirando Salgado Zenha e José Manuel Medeiros Ferreira) deixou uma obra durável e uma memória presente e calorosa. Mesmo agora, com uma eleição decisiva à porta, o pequeno grupo que rodeia Costa não se recomenda pelo que fez, nem muito menos pelo que diz. Na intimidade presumo que se acha mutuamente uma esperança; em público não passa da cartilha que já repetia no tempo de Seguro, e volta hoje a repetir com Costa, ornamentada por um vaguíssimo calão económico e por meia dúzia de promessas, que o cidadão comum não leva a sério, tanto mais que são aéreas e na sua maior parte hipotéticas. O dr. Costa deu anteontem uma entrevista a este jornal em que, entre chover sobre o molhado e soltar livremente a sua fantasia, resolveu tratar de um problema real: a reforma do Estado. Pondo de lado a crítica sem sentido à coligação, Costa identificou três pontos, dignos do seu particular zelo: o mar, a modernização administrativa e (calculem!) o desenvolvimento e ordenamento regional. Mas, para chegar aos seus fins nestes três pontos cruciais, Costa não inventou melhor do que fabricar três novos ministérios, que permitam “existir um ministro (claro) com a função transversal”, que “articule” e defina as “políticas sectoriais”. Não quero dar um desgosto a este novo salvador da Pátria, só gostava de o informar que desde 1980 que se fala nessa tremenda habilidade; que Sá Carneiro teve um ministério da Reforma Administrativa; e Cavaco um ministério do Mar. Isto só serviu, como é natural, para provocar um prodigioso número de querelas de competências; para aumentar o funcionalismo; e para paralisar o Estado nas matérias em que precisamente se queria que aumentasse a sua putativa eficácia. O que na situação em que estamos não aquece, nem arrefece, mas mostra bem por dentro a cabeça de António Costa: uma cabeça de alto funcionário, dedicada a fortalecer a administração central, a diminuir a força e a autoridade dos privados (que “ganham milhões com o outsourcing”) e, entretanto, a rabiscar organigramas para deleite dos militantes, que lá se tencionam pendurar. O PS um partido moderno? Não, um partido de burocratas sem responsabilidade e sem brilho.»

 

Vasco Pulido Valente, Público

Um gesto pequenino

João Gonçalves 6 Abr 15

 

Leio que o dr. Costa, candidato a 1º ministro em full time, recusou o nome do eng. João Proença, ex-secretário-geral da UGT e seu camarada de partido, para substituir Silva Peneda na presidência do Conselho Económico e Social. A ele prefere Vítor Ramalho - um velho cortesão soarista, embotado e tão "consensual" como uma lapa grelhada - porque é "dele". Proença cometeu o pecado original de ter sido fiel a Seguro e isso, neste PS de 2005-2011 corrigido e aumentado, é imperdoável. Para quem quer "crescer" para o país, este gesto pequenino do dr. Costa não está mal.

Uma falácia

João Gonçalves 3 Abr 15

 

«O menos que se pode dizer da operação que levou António Costa a secretário-geral do PS e a candidato a primeiro-ministro é que não foi “elegante”. Nessa altura, muita gente desculpou ou justificou a grosseria e a brutalidade da coisa, porque esperava de António Costa uma nova oposição ao governo lúcida e compreensível e, sobretudo, com princípio, meio e fim. A discrição e as meias-frases na Quadratura do Círculo davam a impressão de esconder um pensamento sólido e um plano político original, que nos tirasse do lugar-comum e da pura irrelevância do debate instituído. Infelizmente, não aconteceu nada disso. Nem nos rituais do Congresso Socialista, nem a seguir em meia dúzia de entrevistas de uma “prudência” claramente exagerada e de uma ambiguidade extrema, António Costa saiu da mastigação das velhas lamúrias da esquerda e da extrema-esquerda. Esperança não trouxe nenhuma; e extinguiu depressa o entusiasmo das “primárias” do PS, em que não se sabe ao certo quem votou. Apareceu então um putativo salvador que se calava ou, quando se mexia, era como se andasse a pisar ovos. O que, de resto, não o salvou de erros sem desculpa. Prometeu baixar o IVA da restauração para 13% (como se os 23% não tivessem também o objectivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados); prometeu a “reposição total” dos salários (do Estado, claro) e das pensões, sem explicar onde iria buscar o dinheiro para essa extravagância; prometeu que os municípios passariam a reter uma indeterminada percentagem do IVA, gerado localmente; e prometeu um “programa nacional” de “requalificação urbana”, aparentemente financiado pela “Europa”. Ora isto por um lado é muito, e por outro lado muito pouco. Meia dúzia de medidas não faz um plano estratégico; e um plano estratégico precisa de uma inspiração unificadora, capaz de ser adoptada e compreendida pelo cidadão comum.  Mas, para nossa desgraça, António Costa, talvez por falta de inspiração própria, não mostrou até agora capacidade para inspirar ninguém. No governo foi um razoável ministro; na câmara um administrador sofrível; e no partido um ambicioso hábil. O que não chega para um país sem futuro certo ou destino visível. Tropeçando de papel em papel e de comissão em comissão, António Costa vai fatalmente desaparecer, já desapareceu, no cansaço e no desespero dos portugueses.»

 

Vasco Pulido Valente, Público

Fazer de conta

João Gonçalves 8 Fev 15

 

À semelhança de Franco e Salazar, Costa e o seu homólogo espanhol encontraram-se em Badajoz. E Costa, tal qual Seguro, vai ao rendez-vous socialista paralelo ao Conselho Europeu da próxima semana onde não abundam primeiros-ministros socialistas. Tudo isto faz parte de uma "estratégia" conhecida no mundo profano por "fazer de conta". Desde que ganhou o PS, Costa anda a fazer de conta que tem uma "alternativa" e que, além disso, é a "alternativa" e que tem "ideias" evidentemente melhores, claras e distintas, das da coligação governamental.  Este cartesianismo partidário é quase tão recomendável como o do seu pai filosófico: pouco. Costa não é uma alternativa ao "arco da governação", nem sozinho nem acompanhado. É uma peça da mobília como outra qualquer, com os mesmos defeitos e virtudes, apenas disponível para esperar praticamente sentado que o poder - mesmo o relativo e bem longe das megalomanias de Maio de 2014 - lhe caia em cima da mesa. Tem sido essa, aliás, a "ambição" de todos os que o antecederam no referido "arco" desde pelo menos este milénio. O que, mais tarde ou mais cedo, os acaba por revelar.

A nova "quadratura" de Costa

João Gonçalves 15 Nov 14

 

«Os tempos de facilidade e de aclamação acabaram. António Costa passou de uma promessa a uma dúvida. A política – sobretudo a política orçamental – da Câmara de Lisboa começa a ser examinada a sério. Chegou tarde, mas chegou, o fim do pequeno comício semanal na “Quadratura do Círculo”. Para preservar um pouco da aura de antigamente, Costa tenta não falar e, quando fala, não dizer nada. Só que um candidato a primeiro-ministro, queira ou não queira, tem de falar. Desta vez, foi uma entrevista à RTP para apresentar a sua moção ao congresso do partido – a única, de resto. Infelizmente para ele, não se arranjaram mais de 800 000 portugueses para o ouvir (e a concorrência ganhou a noite). Como sinal de entusiasmo é fraco e, além de fraco, muito lógico. O prodígio António Costa não saiu do calão em uso, nem das generalidades mais rasteiras. Primeiro, não se comprometeu a diminuir a austeridade num futuro previsível. Mais prudente e vago, acenou de longe com a possibilidade de “travar a regressão social” (o que não significa nada) e em “estabilizar e começar a inverter o ciclo para crescer” (o que significa menos). Quanto ao pão e à manteiga, pretende uma “política de rendimentos” segura e previsível. Vai repor as pensões (como eram antes dos cortes) e deixar por enquanto os salários do funcionalismo à providência do Altíssimo. A sobretaxa, ao que parece, ainda está para durar; e o desemprego também. Nestas coisas, todo o cuidado é pouco e Costa não tenciona criar ilusões à sua tresloucada esquerda. Sobre a dívida, não houve o mais vago sinal às fantasias dos 74. Pensa num “debate a nível técnico e académico” (que certamente nos sossegará) e em “encontrar uma solução a nível da Europa”, que se reduzirá, suponho, a um “debate a nível técnico e académico”, porque Portugal não pesa, nem decide. Costa gostaria, claro, que os credores espontaneamente nos desculpassem uma parte da dívida ou que um investimento indeterminado (mas por força grandioso) nos “libertasse do garrote”. Ninguém o deve impedir de se consolar com a ideia, que até o dr. Cavaco, num estilo mais presidencial, acha “positiva”. A educação do dr. António Costa já começou. Calculo que seja dolorosa e espero que seja profícua. Que mais se pode, no fundo, esperar dele?»

 

Vasco Pulido Valente, Público

«Quem é ele?»

João Gonçalves 3 Out 14

«O país não o conhece. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, era um brilhantíssimo aluno na Faculdade de Direito. Depois trabalhou no escritório de advogados de Jorge Sampaio, Vera Jardim e Júlio Castro Caldas. E a seguir (suponho) na Assembleia da República. O que não o distingue dos milhares de indivíduos da classe média e da idade dele que tentaram a mesma carreira. Esta bagagem típica e ligeira mostra só a superfície do homem. Para falar francamente, e tirando o seu desatinado amor pelo PS, não há maneira de apurar o que ele pensa: sobre a situação da Europa e do mundo, sobre a farsa da reforma do Estado, sobre a dívida e o défice, sobre a educação e a saúde, sobre a Segurança Social e por aí fora. Por mim, e sem maldade, desconfio que muito bom português votou num buraco. Seja como for, António Costa talvez se pudesse revelar (e é de uma revelação que no fundo se trata) através da gente que goza da reputação (neste momento invejável) de o ajudar e aconselhar. Acontece que os jornais trazem umas dezenas de nomes, mas nem um único tem uma reputação nacional e, com meia dúzia de excepções, quase todos seguiram a via-sacra, que o próprio Costa no seu tempo seguiu: partido, adjunto (ou assessor), uma freguesia qualquer, uma ignota secretaria de Estado e expedientes do estilo, perfeitos para provar a “fidelidade” ao “chefe” e para o servir. As “primárias” substituíram o deserto que rodeava Seguro por outro deserto, que não animará o país daqui a três meses.»

Vasco Pulido Valente, Público

Costa e os pombos

João Gonçalves 17 Ago 14

 

O presidente da Câmara de Lisboa, em "tempo parcial", proclamou há dias possuir uma "visão estratégica" para o PS, primeiro, e para o país, a seguir. A dita "visão" é um conjunto de banalidades de entre as quais, prudentemente, não constam demasiadas elaborações sobre as finanças públicas ou as "alianças". O dr. Costa, ao contrário do que a propaganda amiga sugere, não congrega nada: mete avulsamente no bolso meia dúzia de irrelevâncias que, só por isso, passam a ter um estatuto de "aliados". Nunca é o Bloco, o PC, o PSD ou o CDS. São criaturas espúrias que pertenceram ou pertencem àquelas agremiações e que Costa, conforme as circunstâncias, exibe a seu lado para as anular. Sabe que o país nunca lhe dará, nem a ele nem a ninguém, qualquer maioria absoluta a qual duvido possa ele sequer obter junto de militantes e simpatizantes em Setembro. Costa é um político de salão, filho do regime, que conhece o resto do país pelo telefone e de umas aparições enquanto MAI por causa dos fogos. Só agora, e porque Seguro não lhe entregou o poder de mão beijada, anda a ser "mostrado" pelos fiéis do "interior" norte e sul. Mas, dizia eu, o homem diz ter uma "visão estratégica". Ora se nem sequer tem, por exemplo, uma para tratar a praga dos pombos de Lisboa (e das malucas e dos malucos que os alimentam porcamente por todo o lado), como é que quer que se acredite nele para a pastorícia nacional? Dizia Ary dos Santos, nuns poemetos revisteiros, que "estes pombos de Lisboa, quem os conhece sou eu". Quem é que os pode apresentar ao dr. Costa?

O cesarismo costista

João Gonçalves 25 Jul 14

 

«Costa parece pensar a sua candidatura como o vértice de um triângulo que, além da direcção do PS, inclui a chefia do PSD e a Presidência da República. Daí os patrocínios que esta semana concedeu às possíveis candidaturas de António Guterres à Presidência da República e de Rui Rio à liderança do PSD. Mais do que o candidato da revanche socrática ou de uma quimérica “unidade de esquerda”, Costa gostaria de ser o candidato de toda a oligarquia política – uma oligarquia decidida a restaurar o esplendor do seu poder após três anos de tremor. O projecto pressupõe três coisas. Primeiro, a submissão do PSD, com a redução do seu líder a uma espécie de lugar-tenente do secretário-geral do PS. É esse o sentido da insistência de Costa na “maioria absoluta”: não quer dizer que espere mesmo uma maioria absoluta, mas convém-lhe que se pense que o primeiro lugar será do PS. E a verdade é que, no debate de terça-feira, Rui Rio pareceu conformar-se com a posição, pelo menos ao ponto de secundar a proposta de calendário eleitoral que mais jeito dá a Costa, com eleições legislativas logo em Abril de 2015. A segunda coisa de que Costa precisa é de um Presidente da República devidamente sintonizado. E como retoque final, terá certamente o cuidado de colher alguns malmequeres ao jardim do Bloco de Esquerda, a fim de compensar os entendimentos à direita, como Mário Soares fez em 1978, ao ir buscar Jorge Sampaio quando se aliou ao CDS. O Bloco Costista começaria por condenar e apagar tudo o que se passou nos últimos três anos em Portugal. Passos, Seguro e Cavaco Silva seriam os bodes expiatórios do regime: Passos não devia ter ido “além da troika”, Seguro devia ter feito “outra oposição”, Cavaco devia ter sido “mais interventivo”. Só por causa deles houve recessão, e só por causa deles não houve compromissos. Ou seja, tudo esteve sempre bem: a economia pujante, a classe política sensata. O que tivemos foi azar com os líderes do momento. Com isto, Costa espera fazer recolher ao redil o PSD anti-passista e o PS socrático, responsáveis pela maior parte do clamor mediático dos últimos tempos. O regime voltará, finalmente, a cheirar a consenso. De fora, ficariam o PCP e o CDS: o primeiro para provar, com as suas manifestações, que Costa está a mudar alguma coisa; o segundo para demonstrar, com as suas críticas, que Costa não está a mudar nada. Como qualquer oligarca, Costa traz sempre os cidadãos na boca. A única coisa que lhe importa, de facto, é a organização da elite partidária. Não sabemos se os outros oligarcas estão disponíveis. Talvez estejam. A classe dirigente apanhou um grande susto. Receou pela sua cadeira nos conselhos europeus, teve de aparar as unhas ao Estado social, perdeu alguns dos seus banqueiros de estimação. Costa propõe-lhe agora um grande arranjo (“um compromisso político generalizado”), que seque alternativas e permita reparar “entendimentos”. Seria de facto, como ele diz, “repor a política no comando dos destinos do país”– se por “política”, claro, entendermos os dirigentes partidários e as suas clientelas. A única questão é: como vai Costa pagar tudo isso? Ele não quer dizer. Mas da última vez que esta “política” esteve no “comando”, tudo nos saiu muito caro.»

 

Rui Ramos, Observador

Costa e a "cultura"

João Gonçalves 19 Jul 14

«António Costa prometeu um ministério da Cultura, para quando fosse primeiro-ministro. O conúbio torpe entre a esquerda e o pequeno grupo de pessoas que nos pretendem aprimorar a alma é velho mas dura. A esquerda procura nele a autoridade supostamente superior do “intelecto” e o “intelecto”, quase sempre analfabeto em matéria política, procura algum dinheiro do Estado para ir vivendo. Esta concorrência de interesses talvez traga a Costa uma certa boa vontade na televisão e nos jornais. Infelizmente, assenta em dois postulados falsos. Primeiro, o de que o apoio do “cinema”, do “teatro” e de uma ou outra espécie de “organizadores de eventos” ainda vale meia dúzia de votos de um público céptico e hostil. Segundo, o de que um ministério da Cultura serviria um propósito útil num governo português. O Ministério da Cultura trata no essencial de duas questões: do património cultural e de actividades que passam por “culturais”. Se houvesse alguma lógica nestas coisas, as duas partes seriam claramente separadas, para que se pudessem definir as funções de cada uma e, o que também interessa, para uma maior limpeza de contas. A defesa do património, que vai da Biblioteca Nacional de Lisboa ao mais vago arquivo de uma câmara do interior, da promoção de um dicionário de Português decente e uma edição crítica dos clássicos da língua, e que deve, por exemplo, incluir o salvamento do património construído e dos centros históricos da cidades, precisa de um razoável corpo técnico e de relações permanentes com a Secretaria do Turismo* e com os municípios**. Quanto ao resto, as várias formas de “actividades culturais” põem à partida um problema de princípio. O ministro da Cultura é um funcionário político e, por isso mesmo, incompetente para tomar decisões de natureza estética. Mas, quando decide nomear um júri para escolher os filmes que o Estado irá financiar ou protege um “evento”, que acha particularmente interessante, acaba precisamente no papel “iluminado” de um “mecenas”, pago pelo contribuinte. Ninguém se incomoda com esta aberração e as clientelas uivam à porta do ministério, quando não se tentam mutuamente liquidar. A solução para esta vergonha está em eleger de entre a “inteligência” activa um conselho geral, que distribua a espórtula das Finanças na praça pública e permita que os próprios discutam os critérios que ele usou.»

 

Vasco Pulido Valente, Público

 

*Para o efeito era necessário que a secretaria de Estado do Turismo (e Costa enquanto presidente da CML em part time) não tomasse este exclusivamente por um permanente ancoradouro de paquetes de luxo, de rapaziada low cost disposta a invadir Portugal o ano inteiro a troco de uns raios de sol e de uma restauração "barata" que sai cara aos proprietários e aos autoctónes ou como um mero veículo de propaganda torpe de coisas que não existem.

 

**Primeiro conviria "instruir" os municípios acerca da "amplitude" do conceito de qualificação - território, pessoas, instituições - e da utilização de fundos para o efeito.

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