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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Os Dutras contra Marcelo

João Gonçalves 5 Jan 16

 

A toleima mais recente inventada contra Marcelo é que ele andaria a fazer de morto. Mas antes desta havia a que estava demasiado vivo: os jornais e as televisões só lhe propiciavam atenção para descaso das restantes notabilidades candidatas. Mesmo esta, a do excessivamente vivo, ainda não arrefeceu. Também usam uma carta, editada pelo malogrado Freire Antunes em livro, que escreveu ao então presidente do conselho, M. Caetano, onde "comenta" o congressso oposicionista de Aveiro à luz da dicotomia PC-restante oposição dita democrática, concluindo Marcelo pela prevalência do primeiro no evento e a fatal secundarização do "soarismo". Talvez haja alguém com suficiente imaginação para farejar "fascismo" no selo da carta ou "servilismo" nos cumprimentos endereçados a quem o remetente conhecia de bébé. Aliás, é sabido que o "marcelismo" tratou lindamente os primeiros números do Expresso onde Marcelo era director-adjunto. Se ele fosse da "situação", passar-lhe-ia pela cabeça fundar um jornal adepto de uma democracia liberal num regime em que o Pai era ministro? Com os seus dotes certamente teria procurado o dr. Dutra Faria ou o Diário da Manhã, e decerto não lhe faltariam recomendações. Estes epígonos de Saramago do DN ou, mesmo, do dr. Dutra devidamente reciclado para os devidos efeitos, andam sempre de tesoura alçada. Mas Marcelo não tem culpa destas eleições serem um deserto apesar de tanto "causalista" que por elas anda. Ora se não fosse ele, e por ele, a abstenção seria bem pior. Porque os outros só têm uma "causa" que resume as 40 de Nóvoa, as 27 de Belém, as 149 "previsões" do previdente da República Neto, os 37 panfletos da Marisa e as 50 "teses" do padre Edgar: Marcelo. Ele, calorosamente, agradece.

Foto: Miguel Manso

1 comentário

De Fernando Ferreira a 06.01.2016 às 12:11

Caríssimo João, no meio da abundante desregulação buco-intestinal exibida nesta campanha alegre, Marcelo parece condenado a sofrer da «síndrome de Carlos Paião»: "o que tem de ser tem muita força..."
Marisa desilude os fãs da revista "Hustler" por omissão de decote e abuso manipulador das extensões, Belém (apesar da lide mortal de serviço público que televisivamente Neto lhe fez) cavalga a onda imparável dos impagáveis apoios de Ana Gomes e do recém-órfão de Angelina Jolie, Edgar prega o evangelho das reversões com sotaque jardinista, Morais meteria tudo e todos no devido lugar, enquanto o morgado minhoto Nódoa/Névoa/Nívea plana entre o Terceiro Estado e o Terceiro Mundo sonhando com a sua inescapável vitória à Terceira Volta: de tudo isto será lícito concluir que oposto não é sinónimo de contrário.

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