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portugal dos pequeninos

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Dos "actos de egoísmo"

João Gonçalves 12 Dez 14

 

O senhor vice PM, num jantar de natal do seu partido, mostrou-se deveras indignado com o eventual exercício do direito à greve por parte de doze sindicatos da TAP. "Uma greve de quatro dias, em cima do fim do ano, é evidentemente um prejuízo enorme para uma empresa que não vive dias fáceis. É um sarilho e uma complicação para a vida das famílias e pessoas que tinham viagens marcadas. É um dano para aquelas regiões do país que precisam absolutamente do transporte aéreo", afirmou aparentemente sem se rir. O seu delegado para o turismo também fez umas continhas e "apontou" para qualquer coisa acima de 140 milhões de euros que não "entrariam" já que o dr. Lima estava ausente desta feita em Boston. Tudo somado, porém, a coisa fica longe dos custos de outro "sarilho", de outra "complicação" e de outro "dano" de efeitos nacionais prolongados. Refiro-me às consequências da "demissão irrevogável" - não configurou "um acto de egoísmo"? - dos primeiros dias de Julho de 2013, devidamente avaliadas no final do ano passado: «esta crise no Governo fez com que a bolsa perdesse 2,3 mil milhões de euros.» Parafraseando o sábio Millor Fernandes, mais vale estar calado e passar por um moralista dissimulado do que abrir a boca e acabar com as dúvidas.

8 comentários

De Retornado a 12.12.2014 às 19:23

TAP, a grande empresa de Salazar para servir o Império já não interessa.


Apenaspara manter malandragem bem paga, com greves pontuais que nem relógio suíço.


Agora qualquer companhia Low cost resolve a nossa vidinha.

De fado alexandrino a 13.12.2014 às 19:21

Sim, tem razão se quiser viajar para o resto da Europa e mesmo assim nalguns casos para aeroportos secundários. Experimente ir aos USA ou ao Brasil nas tais low-cost ou a Angola ou Moçambique. Não há assunto que tenha tanto perito de café como a aviação.

De Retornado a 12.12.2014 às 21:28

É uma falta de respeito com a memória de Salazar ainda existir a TAP.

Ao menos que lhe mudassem o nome como fizeram com a Ponte.

Não acabaram com o Vera Cruz? o Principe Perfeito? o Santa Maria?

Que acabassem também com a TAP, qualquer Low cost resolve o nosso problema aéreo.

Sustentar chulos?

De Jorge Diniz (militante PSD) a 13.12.2014 às 14:52

Ainda bem que não faz parte dos "animais desmemoriados", na esperança que os eleitores não percam a memória.

De JC a 15.12.2014 às 12:54


O seu comentário traduz bem a qualidade dos militantes PSD...

De Jorge Diniz (militante PSD) a 16.12.2014 às 16:17

JC de "Jesus Cristo ou de um JC de (j)avardo cacete(iro) de uma "ordem" qualquer?

De Aerdna a 15.12.2014 às 09:10

Os politicos são os melhores na hora de lançar uma cortina de fogo para não se ver de onde vem a bala.
A mim pessoalmente custa-me muito ver o meu paìs ser vendido a retalho. Quando se acabarem os negòcios que garantem a nossa liberdade, e falo: na comunicações (a CTT depois de privatizada està com um serviço péssimo), nas energias EDP, nas deslocações (TAP), a seguir a TV, a saùde e depois sò falta a banca. 
O que sobra de nosso? Nada, porque pagamos os impostos que querem e quando querem e como querem. Vamos passar a servir a China. È que estes negòcios não se limitam a vender uma propriedade e os compradores que a façam dar lucro. Não os contratos são feitos com garantias de lucro. Se eles não forem suficientemente bons a gerir o contribuinte repõe. Lembrem-se do que acontece com a concessão das Scut.
È verdade que a TAP tem a sua història de greves, mas não é a ùnica. A nìvel europeu o problema existe e é constante. A Air France ainda hà pouco teve uma greve, a Lufthansa igual e são economias em teoria mais saudàveis que as nossas. 
O problema coloca-se que o governo quer salvar as contas do ano e entrar dinheiro de uma vez pode ser uma boa solução a curto prazo. Para o ano logo se ve. Mas isto de vender, sem resolver os problemas de raiz tem sempre os dias contados. E não é preciso ser economista para o saber.
As empresas existem porque têm funcionàrios que zelam por elas e devem ser respeitados. O que temos assistido é a vendas seguidas pouco tempo depois de despedimentos em massa. O que é que vocês fariam perante este cenàrio?
Tentariam salvaguardar-se. È legitimo. 
E para serem ouvidos porque quem està surdo: abanariam as mãos no ar, ou tocariam onde eles vos sintam? Eu optaria pela segunda.
Nada melhor que mostrar o que fazem falta na altura de maior tràfego.*
Se existe aqui alguma atitude egoista é do governo que coloca o problema, espera a reação e culpa os reagentes e não o combustìvel eles mesmos.
Isto é tipico da politica mundial! E sò resulta porque não nos damos ao trabalho de ver para além da cortina e eles sabem disso!

De Teodoro a 15.12.2014 às 12:55


Parabens, exelente post

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