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portugal dos pequeninos

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OS NOSSOS POBRES MONÁRQUICOS

João Gonçalves 18 Mai 09


Este post, vindo de uma pessoa inteligente como o Nuno, é uma gratuita provocação. Para bem ou para mal, o Estado português tem a forma republicana. O Chefe de Estado é o Presidente da República eleito nos termos da Constituição por mais que isso custe aos pergaminhados de sangue colorido. O resto são salamaleques patéticos perante uma figura que, na hierarquia do Estado, representa nada. O facto da criatura ser católica não lhe dá nenhum direito particular a aparecer na televisão pública armada em comentador. Ainda por cima fala mal e exprime-se pior. Depois, existem muitos republicanos que são tanto ou mais católicos do que muitos monárquicos. Razão tinha D. Carlos quando desabafava que não ia longe com os seus monárquicos. Viu-se. Nós também não.

30 comentários

De Anónimo a 18.05.2009 às 19:51

Sou monárquico. Se o Sr. Presidente da República está numa cerimónia onde está o Sr. Duque de Bragança e que é coberta pela RTP, cabe a esta organizar as coisas de modo que não haja melindres, nem para o Sr. Presidente da República, nem para o Sr. Duque de Bragança.
Diria mesmo que a Sua Alteza, não passa pela cabeça que ao Presidente da República não seja dada a primazia que hoje oficialmente tem. Quem nasce neto de reis e imperadores, afilhado de um Papa e de uma Rainha de Portugal, primo próximo de todos os soberanos da Europa que importa, a quem o Imperador do Japão vem trazer ao táxi quando este o visita em Tóquio, não precisa de se pôr em bicos de pés. Nem sabe o que isso é.

De Anónimo a 18.05.2009 às 19:59

Para mim o D. Duarte o máximo a que poderia realisticamente aspirar era a ser Rei do Carnaval da Mealhada...

De Anónimo a 18.05.2009 às 20:27

Se o 2uq é uma Alteza Real, eu como não sou súbdito, mas sim um cidadão, provavelmente serei uma Baixeza Irreal,ahahahahah

De Anónimo a 18.05.2009 às 21:14

A magia da monarquia é tão forte que o autor deste blog insulta gratuitamente o Sr. Duque de Bragança (sobre essa pulsão da grosseria gratuita que a presença das altezas parece inspirar, vd, por todos, "Sua Alteza Real" de Thomas Mann - a ida ao baile) que não tem culpa nenhuma de haver sido convidado para a cerimónia, como Salazar já tinha convidado Seus Pais, nem para dar uma entrevista à RTP.

Para o Anónimo das 8, 27: Não, não é súbdito, é cidadão da república portuguesa. Já os ingleses são súbditos. Consta que têm muita inveja nossa.

De Wegie a 18.05.2009 às 21:21

Esse Duque não é o descendente da Carlota Joaquina e do jardineiro? Ainda dizem que descende de D.Afonso Henriques...

De Álvaro Pais a 18.05.2009 às 21:50

Tenho a certeza de que Dom Duarte não avaliza, de forma nenhuma, o conteúdo do post do Sr. Nuno e muito menos o tom de facciosismo que evidencia.
A causa da monarquia só tem a perder com gente desta, cuja falta de elevação dispensa comentários.

De Anónimo a 18.05.2009 às 22:06

O problema não é o duque de Bragança, mas a RTP. Não há nenhum critério jornalístico que justifique o destaque dado a D. Duarte Pio. Mas há, talvez, um critério político: para festejar os 50 anos do «monumento construído por Salazar» (mentira infame que a maioria dos OCS repetiu ad nauseam)foi-se buscar o que, aos olhos da RTP, é o símbolo vivo do ultra/passado, reaças e caduco, bafiento e inútil. A D. Câncio deve ter adorado (se não foi dela que partiu a sugestão). Aceitando o convite da RTP, o duque de Bragança prestou um mau serviço à Igreja -- e a si próprio. Mas D. Duarte gosta muito de dizer coisas...

De Anónimo a 18.05.2009 às 22:14

Ainda bem que acontecem certos incidentes que dão origem às baixarias deste blog, porque cai a máscara e fica claro que JG e o seu blog são meras correias de transmissão da maçonaria e do mais vil jacobinismo.O que não surpreende, se tivermos em conta o tom ressabiado da prosa que destila.

De ASG a 18.05.2009 às 22:48

Os anónimos das 7:59 e 8:27 podiam ser um pouco mais bem educados. Grandes palermas.

De MJ a 18.05.2009 às 23:14

Declaração de interesse: sou adepta da monarquia constitucional, tal como vigora em diversos países europeus, designadamente na Escandinávia. Na minha opinião a democracia não é beliscada pela circunstância de a chefia do Estado ser exercida por um Rei, hereditariamente. A figura do "impedimento" servirá para afastar quem, nesse âmbito, demonstre não ter aptidão para o exercício do cargo. Entendo que a monarquia constitucional é mais adequada porque não partidariza a função de chefe do Estado e contribui para um funcionamento mais saudável das instituições (Governo, Parlamento, etc.). Acresce que se não "trabalha" num primeiro mandato para a reeleição, nem, também, há a tentação de manobrar em proveito deste ou daquele partido. Esta República que temos não serve. Se se pretende continuar assim, deveremos enveredar pelo regime presidencialista. Não creio, como parece entender o João Gonçalves, que a forma republicana do Estado português seja imutável. Pode alterar-se se essa for a vontade esclarecida da maioria. Coisa diferente, e reporto-me agora ao post do Nuno Castelo Branco, é este constante enaltecimento da figura do Senhor Dom Duarte, pessoa que considero muito estimável, mas que não pode ser "impingido", como muitas vezes acontece e o post do NCB demonstra. Acho até que se trata de uma atitude que serve mal a monarquia, conforme, aliás, a reacção do João Gonçalves demonstra quando fala em "sangue colorido". No entanto, não deixa de considerar lúcido o pensamento do Rei D.Carlos ...
MJ

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