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portugal dos pequeninos

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Parabéns

João Gonçalves 15 Jul 12

 

 

O Presidente da República, Cavaco Silva, completa hoje setenta e três anos de idade. Daqui, deste veículo solitário que sempre o apoiou e defendeu - da injúria soez, do ódio de classe partilhado por algumas esquerdas e direitas, da pseudo-superioridade moral dos "donos" do regime, da fabriqueta de lugares-comuns que é tanta da opinião que se publica - lhe endereço sinceros parabéns. Como qualquer apoiante leal, critiquei o que me pareceu indisputável criticar. Mas, no essencial, e depois de Eanes, Cavaco é uma constante política minha há mais de vinte e cinco anos. O Presidente, aliás, sabe disso. Cavaco, o primeiro-ministro e com a "Europa", mudou, com décadas de atraso, um país pouco mais que rudimentar. Cavaco, o Presidente, não tem culpa de a revisão constitucional de 1982-83 ter amputado os poderes de intervenção presidencial ao acabar com a dupla dependência do governo do Parlamento e do Chefe do Estado. Cavaco não podia evitar, por consequência, o "estado da arte" que começou a delinear-se com mais clareza a partir de 2008. Todavia, não se poupou em avisos e alertas apesar de o "povo" ter preferido continuar com Sócrates em Setembro de 2009, um "ganho" de praticamente três anos perdidos. Tudo visto e ponderado, não é seguramente ao Professor Cavaco Silva que eu conheço que o editorial do Público alude quando escreve que «é do lado de Belém que têm chegado os mais sonoros apelos à saída de Miguel Relvas». Não imagino Cavaco em "sonoros apelos" e, muito menos, ad hominem. Isso tem estado mais ou menos por conta dos mesmos que, sobretudo na última campanha presidencial, deliberaram emporcalhar o debate público com processos difamatórios e insinuações torpes difundidos através de uma vasta e complacente campanha mediática. Feliz dia de aniversário.

2 comentários

De Isabel de Deus a 17.07.2012 às 17:21

Também eu tenho apoiado Cavaco, contudo sem o seu entusiasmo. Vou mais pela "exclusão de partes". O mesmo se passa em relação ao Governo: só mesmo a consciência de que existe toda uma orquestração sovietóide para o enfraquecer, bem como a consideração que me merecem alguns dos seus elementos, me impedem de "fazer coro" nos ataques a Relvas. Penso contudo, pessoalmente, que o seu perfil se vem revelando indefensável e passível de minar a credibilidade do próprio Primeiro-Ministro. Quando afirmou não sofrer qualquer "capitis diminutio"ao colaborar com o Governo, não pensei que o fizesse junto de alguém que provavelmente ignora o sentido de tal expressão.

De NAC a 18.07.2012 às 13:36

Já que está em maré de aniversários, não se esqueça de assinalar, depois de amanhã, dia 20,os 100 anos de Lucette, a viúva do Dr Detouches, ainda a viver na casa de Meudon.
Este sim, é um aniversário merecedor de "post".

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