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portugal dos pequeninos

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O sábio completo

João Gonçalves 21 Mar 12

Cada vez que vejo e oiço o Ricardo Costa na televisão - ou calha lê-lo no Expresso -, assalta-me invariavelmente o mesmo desejo: quando for grande, quero ser um sábio completo como ele. Se o país tivesse mais Ricardos Costas, estava salvo.

6 comentários

De AndreM a 22.03.2012 às 02:48

Sobre a sapiência e profissionalismo de Ricardo Costa, basta relembrar isto: http://www.youtube.com/watch?v=bzjUyOsnM7I

De Respeitinho a 22.03.2012 às 08:18

Respeitinho, Dr. João Gonçalves. Respeitinho.

De Costa a 22.03.2012 às 10:04

Acontece-me ouvi-lo. E fala, de facto, com a pose e a certeza de quem, caia isto na mais completa miséria, falhe ele ou acerte no que diga, sempre estará confortável. Vai assim adquirindo, decerto no prosseguimento de uma estratégia cuidadosamente posta em prática, o demiúrgico estatuto de tudólogo . Mais um. Integra assim os filhos dilectos do regime - os políticos, os gestores da coisa pública ou dela próxima e os jornalistas/comentadores bem sucedidos. Aqueles para cujo bem-estar, perto de quarenta anos depois da alegada revolução, todos os outros trabalham como obedientes formiguinhas.

É bom para ele: tratou - e pôde - de se proteger, a ele e aos seus, de criar a sua rede de conhecimentos, de assegurar a sua (muito) decente sobrevivência.

Isto vai-se aproximando de uma coreiazita do norte. Se não pela ideologia dos que agora "lá estão", pelas consequências inescapáveis da acção dos que antes "lá estiveram". E que, convém notar, depois da sua criminosa actuação, integram impune e arrogantemente essa bem sedimentada classe dos filhos dilectos do regime. Percebe-se: todos conhecem os podres uns dos outros e pagam-se mutuamente o silêncio (para lá da bravata própria destas coisas e para entreter o indígena votante que os carrega) que lhes assegura a tranquila e abastada existência.

Ora se a escolha que nos está reservada é entre a indigência e uma existência de luxo (com a deliberada, fria e metódica extinção da classe média) é apenas humano, numa perspectiva geral e abstracta, que podendo, sabendo-se como, podendo mesmo abdicar-se, na medida do necessário, do escrúpulo, se opte pela segunda opção.

Costa

Ps.: o Expresso não leio. "Acordês ", para mim, é inaceitável.

De PALAVROSSAVRVS REX a 22.03.2012 às 12:31

1. A SICN não anda bem. Foi desenterrar o sáurio encomiasta [de Sócrates] e pouco economista Silva Lopes para o entrevistar, coitado, só capaz de politiqueirar à maneira do ASS ou do Canas ou do Lello sob um ar de monge tibetano em retiro far, far away, um dos grandes entusiastas e ainda maior biombo da grande marcha socratina rumo ao desastre. Diz que está pessimista com o desempenho deste Governo. Eu estou pessimista há mais tempo com os dois anteriores. E ainda mais revoltado com o crime ostensivo das PPP socratesianas com encargos de sessenta mil milhões a recair sobre o Estado e contribuintes, agora e sempre, ámen. Quem foram os filhos da puta que fizeram de conta que negociaram esta merda pelo Estado se a parte privada de leão é para os privados?! A resposta é fácil: prostitutamente, os negócios são colocados para lá das respectivas legislaturas. Deles beneficiam vantajosamente os privados. Com eles ganham os políticos freeporteanos as mega-comissões pelo lenocínio sobre o nosso dinheiro. Quem paga os milhões da hábil consultoria danosa pelos mega-advogados dos mega-escritórios de Lisboa? Nós. No fim, Paris. Liberdade total para caluniar os nossos bolsos e armar-se em vítimas quando a verdade parece calúnia. 2. Depois, no programa de José Gomes Ferreira, temos, a par de Carlos Moreno, um Homem que Portugal tem a sorte de ter como filho, o repetido e carcomido de socratismo Ricardo Costa, que é uma espécie de câmara de ressonância dos respectivos interesses esconsos e impunidades exiladas que nos trouxeram optimisticamente até aqui: outro que perpetra serem as eleições acto punidor suficiente para actos continuados de traição aos anseios dos cidadãos, de incúria sobre o dinheiro dos cidadãos e obscenas vantagens pessoais óbvias com o dinheiro dos cidadãos. Peroram pomposamente como se não lhes conhecêssemos a careca.

De joao melo a 22.03.2012 às 13:20

julga-se um guru...irritante criatura

De Alexandre Carvalho da Silveira a 22.03.2012 às 17:27

Não comprar nem ler o Expresso, tornou-se um acto de higiene mental. Ao Monteiro ainda lhe dava de vez em quando o beneficio da duvida; ao Costa nem isso. É mais um chicoesperto a quem sabe-se lá porquê, foi dada a oportunidade de dirigir à vontade dele e dos amigos, um jornal que já foi uma referencia, pelo menos pelos padrões cá do burgo!
Uma tristeza.

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