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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

«Nas circunstâncias actuais, qualquer alternativa sofrível à toleima do PS estaria com cinquenta por cento nas sondagens. O PSD, porém, faz o que pode para não se mostrar sofrível nem alternativa. Em poucos dias, conseguiu: a) arranjar uma trapalhada em volta do PEC IV e das reuniões/telefonemas trocados com o primeiro-ministro; b) ouvir recusas (provavelmente desejadas) de cada "notável" convidado a concorrer a deputado; c) escolher os "cabeças de lista" distritais segundo os critérios ex-candidatos-presidenciais-com-votos-hipotéticos-à-solta e colunistas-inteligentes-que-não-criticam-o-Pedro; d) manter-se em escrupuloso silêncio sobre o programa de governo. A última alínea não é disparatada: por este andar, o PSD só governará quando os maluquinhos da Exponor lhe pedirem ou as galinhas do dr. Nobre tiverem dentes, de acordo com o que acontecer primeiro. Entre o desesperado apego ao poder do eng. Sócrates e o desprendimento suicida do dr. Passos Coelho, Portugal balança. Logo que caia, convém rezar para que Deus nosso Senhor, ou o FMI, o apanhe. Se os finlandeses deixarem, claro.»

Alberto Gonçalves, DN

«Fernando Nobre não tem quaisquer condições políticas para ser Presidente do Parlamento e nem sequer para ser deputado pelo PSD. Se ele declara desde já que renuncia ao cargo de deputado, o melhor é que nem sequer seja candidato. Um verdadeiro líder partidário perante estas declarações assumiria que enganou na escolha e retiraria Fernando Nobre das listas. Essa é uma medida elementar.»

Luís Menezes Leitão, Albergue Espanhol


Adenda (do leitor Alves Pimenta): «Por mim, é assim: votaria até no Rato Mickey se este tivesse hipóteses de correr com o falso engenheiro. Portanto, vou votar PSD, com Nobre ou sem Nobre, Passos ou seja quem for. Não vejo mais quem mais tenha as referidas hipóteses... E, entretanto, considero de muito mau gosto tudo quanto, directa ou indirectamente, possa contribuir para as reduzir.» Tem razão. O pusilânime Nobre - politicamente nulo como uma rolha de cortiça - é justamente um desses exemplos "de muito mau gosto" que contribuem directamente para o efeito. Quanto ao resto, não é a opinião (ou, até, o voto) pessoal que está em causa.

Adenda2: Não vale a pena bater no ceguinho. Mas a D. Fatinha Campos Ferreira aparecer ao domingo a entrevistar a mencionada nulidade, na RTP, quer dizer exactamente o quê?

16 comentários

De Anónimo a 17.04.2011 às 14:15

A verdade é que eu tenho ene motivos para não votar no Sócrates, em quem, aliás, nunca votei e me provoca mais que repulsa, diria mesmo nojo.

Só que não tenho nenhum para votar em Passos-Coelho. Desde o imenso flop da Revisão Constitucional do dr. Teixeira Pinto à não existência da menor ideia sobre o programa eleitoral do PSD, que parece vai buscar umas ideias ao sr. Carrapatoso (não se sabe quais, até ao momento), passando pelas confusões sobre o aumento do IVA, da privatização da CGD, do primeiro lugar na lista de Lisboa para o dr. Nobre, ele é cada cavadela, cada minhoca.

De Anónimo a 17.04.2011 às 14:56

Finalmente dois artigos que resumem tudo...
Depois disto dizer algo mais é só uma redundância!

De XXI a 17.04.2011 às 15:29

"...escolher os "cabeças de lista" distritais segundo...colunistas-inteligentes-que-não-criticam-o-Pedro"
Assim sendo, algo falhou. Na verdade, Carlos Abreu Amorim escreveu no JN, em 17 de Maio de 2010, um artigo bastante corrosivo, do qual apresento um pequeno excerto " «Os políticos portugueses tinham-nos habituado a estilhaçar as suas juras eleitorais mal ascendiam ao poder. Passos Coelho antecipou-se - fê-lo, ainda, enquanto Oposição, em jeito de ejaculação politicamente precoce, deixando-nos perceber que já está demasiado enlaçado nos defeitos e vícios do regime para o conseguir "Mudar".»

http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1571756&opiniao=Carlos%20Abreu%20Amorim

De Anónimo a 17.04.2011 às 15:45

É tempo de abrirem os olhos.
Tudo o que o PSD faça será sempre alvo das mesmas críticas.
Na realidade,o que está por detrás dessas críticas manhosas é o controlo da imprensa pelo PS.
Qualquer coisa que se faça ou o seu contrário será objecto da mesma fúria crítica.
Ahahaha!
Que ceguinhos!

De Alves Pimenta a 17.04.2011 às 16:04

Por mim, é assim: votaria até no Rato Mickey se este tivesse hipóteses de correr com o falso engenheiro.
Portanto, vou votar PSD, com Nobre ou sem Nobre, Passos ou seja quem for.
Não vejo mais quem mais tenha as referidas hipóteses... E, entretanto, considero de muito mau gosto tudo quanto, directa ou indirectamente, possa contribuir para as reduzir.

De João a 17.04.2011 às 16:35

Talvez a oposição queira afastar-se propositadamente das negociações com o FMI e com a Europa. Assim, será o "querido líder" a tratar do assunto. Enganou-nos durante seis anos, dizem que martelou as contas e que mente todos os dias. Há alguém mais competente para resolver o assunto? Não é com falinhas mansas e negociadores de gabinete que se resgatam as fabricadas dívidas do país. Os Alemães e os Filandeses que tratem de proteger as canelas.

De Anónimo a 17.04.2011 às 16:38

Que é feto daquela conversa de serem necessárias na política mais pessoas independentes e com "provas dadas" na "vida civil"?

De Hermitage a 17.04.2011 às 17:26

OS AGENTES COMERCIAIS DO REGIME

É tudo verdade, mas não sei onde está a surpresa.

O Parlamento português é, há muito, não uma Assembleia de representantes do Povo, mas de representantes dos Comités Políticos; representam qualquer coisa é certo, mas apenas a vontade dos comités, das comissões políticas.

Por lá passaram os representantes do comité do Cavaco, do Guterres,do Barroso, do Santana, do Sócrates, do Louçã, do Comité Central do PCP, do Manuel Monteiro, do Portas, do Ribeiro e Castro e agora entram os representantes destes e do Passos e de novo do Sócrates.

Em certa medida estes fulanos que se prestam a estes papéis, podiam ter o seu estatuto com cobertura prevista no regime juridico dos agentes e representantes de produtos comerciais, visto que estão esvaídos de qualquer autonomia política e encontram-se vinculados às posições que o chefe do comité adopta, tal como o agente comercial nada mais promove que os interesses do seu fabricante de produtos ou serviços.

Estas marionetas do regime lá vão todos pressurosos para S. Bento convencidos que merecem alguma consideração pública, convencidos que são levados a sério, arrotando importância de se sentarem em cadeiras de orgão de soberania.

Pobres diabos, pobres artolas.

Alguns nem para o condominio do prédio suscitam votos, outros são meros mercenários da política, pagos para servir o chefe do comité.

Os nobres, os basilios, os viegas, os amorins, são em certo sentido do pior que temos no País, porque se sujeitam a entrar no Parlamento sem outro CV que não seja bajularem em maior ou menor grau o chefe da banda, acenando no momento próprio com um lencinho como fazem os crentes em Fátima.

Esta gente, mai-los chefes que continuam este processo de escolha de marionetes parlamentares, estão a enterrar a ideia de uma democracia saudável e verdadeiramente popular, que a pouco e pouco caminha para o total descrédito.

Quem pode na sua plena consciência, enquanto cidadão simples, despido de altíssimas interpretações convenientes, reconhecer em Leiria um tal basílio, no quotidiano das preocupações dos cidadãos e das empresas daquela região, para arduamente os representar, antes da conveniente lógica do chefe do Partido?

O mesmo para um viegas livresco no alto minho ou um neves dos Açores que vai representar as beiras, ou meirinhos que andou por aí a criticar a forma de escolha dos deputados, armado em cientista político, para agora se entender o máximo para representar os interesses da Guarda?

Estes politicozecos de meia-tigela, merecem bem o desprezo que o Povo lhes outorga.

Estas verdadeiras toupeiras partidárias, acabam como acabou Salazar que assim escolhia os da Assembleia Nacional.

Nenhuma diferença, em regimes que apodreceram na indiferença...

Um cheio de barras de ouro, e com medo dos comunistas e da liberdade...

Este cheio de dividas e com medo de eleições e eleitos do Povo e não dos capatazes partidários.

Uns trastes uns e outros.

De João a 17.04.2011 às 17:49

Bem que gostaría de saber em que país existe uma democracia saudável. Talvez num país completamente auto-sustentável desde o papel-higiénico até à energia, passando pelos legumes. Não há hipótese: para existirem países ricos são indispensáveis os países pobres. E quem se mete com o sistema financeiro global, leva!

De floribundus a 17.04.2011 às 17:49

'paços' caiu nos braços dos menezes, caa, e outros artistas que passam a vida a cair do trapézio

voto sem esperança de melhores dias

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