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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O tempo do dr. Passos

João Gonçalves 20 Dez 13

 

O dr. Passos tem um problema com as remodelações governamentais. Andou a "cozinhar" uma de secretários de Estado durante quase quinze dias. Levou mais de uma semana para substituir Miguel Relvas com o sucesso que se vê. Finalmente esteve o mês de Julho quase inteiro, com o beneplácito de Belém, a mexer no Governo por forma a resolver, a benefício exclusivo dele, a neura do senhor presidente do CDS. Agora é anunciado na praça pública - e pelo próprio pelo menos em declarações em off - que o dr. Rosalino (o "ajustador implacável" da função pública e um dos cabeças de cartaz político da defunta convergência das pensões), pelo menos desde o pedido de demissão de Vítor Gaspar, se queria ir embora. Ontem, justamente no dia em que uma das suas "obras magnas" foi deitada pela borda fora, o pobre do dr. Rosalino não mais calou o desejo de largar a câmara ardente em que estava afinal enfiado há seis meses. Ora o dr. Passos já deu largas provas de que aprecia triturar os seus colaboradores (e até amigos) em fogo brando, com aquela calma baritonal que o distingue, como se o Governo não fosse uma coisa nacional a que convém um módico de "espaço interior" bem e rapidamente resolvido. O senhor vice, que gosta de relógios, podia oferecer um ao seu superior hierárquico pelo natal. Para ver se ele "ajusta" o seu tempo político com o do país. E antes que o país comece a rever o tempo do dr. Passos.

A melhor sugestão

João Gonçalves 20 Dez 13

Os juros da dívida não tremeram significativamente por causa da decisão do Tribunal Constitucional. Bagão Félix, um tipo insuspeito, produziu a melhor sugestão que, se o bom senso abundasse em vez do temor reverencial perante terceiros, evitaria a tradicional "vingança" para cima das pessoas sob a forma de impostos. «Um erro não se corrige com outro e repetido erro. 388M€ são apenas 0,25% do PIB. Há uma saída lógica que é a de passar o défice de 4% para 4,25%. Alguém achará que o tão invocado mercado se alterará por causa desta diferença? Se a troika este ano aceitou que o défice passasse de 3% (cf. memorando inicial) para 4,5% e finalmente para 5,5%, por que não aceitaria esta situação? Aliás, basta aplicar em dose reduzida ao OE 2014 o que C. Lagarde disse quanto à excessiva velocidade dos programas de ajustamentos orçamentais.» Até um analfabeto político simples percebe o que Bagão está dizer quanto mais as pessoas que tratam destas coisas no Governo.

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