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portugal dos pequeninos

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Lisboa, um esgoto ao ar livre

João Gonçalves 10 Dez 13

Aproveitei o sossego da bola para andar uma hora com o cão na rua. As ruas metem nojo. Como não chove, não são lavadas: a CML aprecia lavar as ruas precisamente quando chove. Há folhas por todo o lado e lixo lançado pelos animais de duas patas a roldos. Já "fixei" uns quantos "objectos" - desde objectos propriamente ditos a pombos ou pássaros mortos - que estão no mesmo sítio, onde pereceram ou foram atirados, há semanas. Em suma, Lisboa cheira mal e aparenta pior fora dos lugares previsivelmente frequentados por turistas. E é por um tipo politiqueiro, que não cuida da cidade que o elegeu, que alguns pernósticos suspiram para pastorear, não apenas um partido, mas o país?



«Há 40 anos foi política pura, hoje o congresso [da Oposição Democrática em Aveiro] é, em grande parte, história. Quem me convenceu a enviar uma tese foi o Sottomayor Cardia no final de 1972, com o argumento de que o que eu estava a escrever na Seara Nova e no República era muito diferente do tom dominante na oposição ao regime. Escrevi então, durante as férias de Natal uma «tese» - segundo os termos do regulamento do referido congresso- intitulada Da Necessidade de um Plano para a Nação em que elencava as metas mais urgentes que se deparavam à sociedade portuguesa: descolonizar, democratizar, socializar e desenvolver. E chamava a atenção para o possível papel das Forças Armadas no derrube da ditadura. Deu-me muito prazer intelectual escrever tudo isso do exílio. Agora sinto necessidade de um outro plano para a nação, lançado deste exílio interior.»

 

Medeiros Ferreira, Córtex Frontal

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