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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Já chumbou

João Gonçalves 19 Nov 13

O Governo, por causa do prof. Crato, uma catedrática nulidade política, passou pelo vexame de as universidades "cortarem" relações com ele. Mais do que as restrições orçamentais, os reitores queixaram-se da forma - a ausência de sentido institucional da criatura - como a tutela, desde pelo menos Agosto, tem tratado o ensino superior público. Aparentemente a qualificação não consta do livro vermelho-liberal do ministro que, após este medíocre exercício governativo, devia pensar duas vezes antes de regressar ao espaço universitário público. Já chumbou.

Soares vintage

João Gonçalves 19 Nov 13

 

O melhor que há em Mário Soares é Mário Soares, o homem de liberdade e da coragem serena que substituiu Ramalho Eanes em Belém. É verdade, como ele escreve, que todos nós, os da "época", nos lembramos do que foi a "convivência" política entre estas duas criaturas. Por isso mesmo este texto de Soares não pode ser produto de um qualquer sentimento menor de hipocrisia mas, antes, do que de mais genuíno Soares reserva numa altura da sua vida em que não precisa de fazer prova de coisa alguma a ninguém. «Vai ser feita uma homenagem ao primeiro presidente da República eleito em democracia, Ramalho Eanes. Toda a gente desse tempo sabe que tive algumas divergências com Ramalho Eanes. Mas isso não me impede de o considerar - porque é a verdade - um presidente importante, cumpridor da Constituição, que jurou respeitar e fazer cumprir. E mais: que conseguiu normalizar as Forças Armadas após a Revolução dos Cravos, o Estado de direito e a democracia social e a política de entendimento entre os trabalhadores e os empresários. Participei, como se sabe, activamente na primeira candidatura fazendo campanha em seu favor e fui aliado do chamado Grupo dos Nove, que o apoiou imenso até ao fim e com o qual tanto conspirei nos momentos difíceis, quando era necessário evitar que Portugal se transformasse, como se dizia então, numa espécie de Cuba europeia. Tivemos divergências depois da reeleição do presidente em quem aliás votei. Muitas das pessoas de então, civis e militares, se lembram dessas querelas. Mas isso não exclui que, tantos anos depois, com a crise terrível que hoje se vive - e dado o comportamento do actual Presidente, Cavaco Silva, que não faz caso da Constituição que jurou cumprir e fazer respeitar - deva considerar hoje o primeiro presidente em democracia, Ramalho Eanes, como um exemplo de honestidade à prova de bala e que soube cumprir a Constituição da República. É verdade que nem tudo foram rosas nos seus dois mandatos e que teve, do meu ponto de vista, algumas falhas e maus conselhos. Contudo, para um militar genuíno que veio da guerra colonial directamente para presidente e então sem grande cultura política, havemos de concordar que nunca envergonhou Portugal, antes pelo contrário. Como disse, normalizou as Forças Armadas e enraizou a democracia portuguesa. Por isso o aprecio, respeito e acho oportuna a homenagem que lhe vai ser feita.»

"Contos" da loucura normal

João Gonçalves 19 Nov 13

 

 



«Michael Noonan, ministro das Finanças do governo irlandês, declarou ontem que receava que o processo negocial do eurogrupo para um programa cautelar para Dublin «acabasse por prejudicar a reputação do país.(...) Tinha medo de poder acabar em Bruxelas, às três da manhã, lá para Dezembro, com um caso de sucesso transformado numa espécie de crise irlandesa.» Perceberam melhor a objectividade desses defensores da zona euro, e as suas opiniões ad-hoc? Gostam do processo? Confiam nesta gente? Gostam de os tratar por tu?»

 

Medeiros Ferreira, Córtex Frontal

 

 

«Ouvido na rádio: não sei quantos funcionários públicos "escapam" aos cortes, porque ganham entre 600 (proposta inicial) e 675 (proposta final). "Escapam"? Pois é, é nas palavrinhas que se transmite muito da ideologia do poder. O verbo "escapam" indicia que, ao terem sido isentos dos cortes previstos, ou estão a gerar uma injustiça ou a fugir, a "escapar", a uma obrigação qualquer (como se "esacapassem" aos impostos ou da prisão.) É assim que se gera a normalidade "equitativa" das "poupanças" onde só há anormalidade punitiva dos cortes.»

 

José Pacheco Pereira, Abrupto

 

 

«Segundo informação que corre no site Forum Cidadania LX no facebook, a CML vai mesmo autorizar a demolição do Odeon. Pouco importa o belo palco, o tecto de madeira do Brasil, a iluminação de neon importada da Alemanha nos anos 30. Tal como a escória mandante nos tem habituado - poupar adjectivos para quê? -, ficará a fachada e o interior receberá um parque de estacionamento, um centro comercial a juntar-se a dúzias de outros - o vergonhoso Paladium ali tão perto - e "serviços", nome de disfarce para escritórios, numa cidade que conta com dezenas de edifícios destinados a esse fim e que se encontram totalmente devolutos.»

Nuno Castelo-Branco, Estado Sentido

 

 

«Se Portugal conseguir passar (...) na Suécia, o povo sairá feliz às ruas, a crise económica será esquecida e o Governo estará de parabéns. Mas, se não passar, será mais uma desmonstração da incompetência nacional, ficando o povo português plenamente convencido de que isto não tem solução, e que precisaremos seguramente de um segundo resgate ou até mesmo de um terceiro. Esteja o Governo atento que a sorte do país joga-se afinal é num campo de futebol em Estocolmo.»

 

Luís Menezes Leitão, Delito de Opinião

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