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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Nada de nada

João Gonçalves 12 Nov 13

O dr. Lima "exige" a disciplina "emprendedorismo" ministrada aos meninos e meninas ainda de bibe. O prof. Crato sonha com um ensino superior com cursos "curtinhos" e pratica a destruição metódica da escola pública. No meio disto, o referido dr.Lima vislumbra uma "viragem" económica, mesmo sem "números mágicos" como notou o senhor primeiro-ministro naquele seu português famosamente original. Poiares Maduro, da mão dada com o notabilíssimo dr. Ponte, arranjou uma guerra desnecessária com os operadores privados de televisão à conta de uma megalomania inexplicável sobre a RTP.  Chegámos à fase do total improviso organizado que teve no recente episódio indiano do dr. Machete o seu apogeu "bollywoodesco". Aqui chegados só já podemos esperar pelo decurso do tempo. E nada de nada destas pobres pessoas.

Leitura obrigatória

João Gonçalves 12 Nov 13

 

Os ministros e outros dignitários, quando se deslocam, deviam obrigatoriamente levar na pasta o livro de Medeiros Ferreira. Ajudava-os a, por exemplo, evitar inscrever pantomimices em "guiões" dignos de programitas escolares de partido, limitar as baboseiras aviadas a torto e a direito, em qualquer parte do mundo ou na paróquia parlamentar, sobre "o que se vai passar" quando não conseguem dar conta do que se está a passar e, sobretudo, a tentar perceber o que é que andamos a fazer por cá e na Europa. Nesta, normalmente, os ditos dignitários fazem figura de corpo presente ou, quando vão mais longe, como a Washington para "fazer peito", ninguém verdadeiramente os leva a sério. Aliás, não se pode levar a sério quem recorre sistematicamente a uma semântica infantil (estilo o qualificativo "fantástico", seguido de ponto de exclamação, em referência às exportações) para descrever os "progressos" da imensa fantasia em que isto tudo se tornou. A cibernética governativa é, cada vez mais, orientada como antigamente se dirigia uma redacção de jornal do que em função de um qualquer desígnio sufragado pelo "povo" e representado pela legitimidade e pela autoridade de um chefe de Governo: quantos chefes de Governo não caberão neste Governo, de Portugal à Índia, dos jazigos do Caldas aos jazigos da Lapa? Regressemos à lucidez erudita de Medeiros Ferreira e deixemos o raquitismo de espírito político entregue a si próprio e à felicidade inteiramente privada do Senhor Presidente da República. «A segurança de Portugal, como de outros países europeus, passa por um entendimento internacional sobre as "dívidas soberanas". Caso contrário assistiremos ao desmantelamento dos serviços públicos do Estado desde a Península Ibérica à Península Balcânica. Até o relatório da OCDE sobre Portugal [de 2013], na sua III Parte, chama a atenção para este risco, propondo a robustez e a capacidade efectiva dos serviços públicos (...). O maior perigo que espreita a República Portuguesa é mesmo o da alienação da sua vontade de participar activamente na política internacional, no exacto momento em que os mecanismos próprios do sistema financeiro mundial e do funcionamento actual da UE tendem a anular os interesses de países como Portugal. Ora, a sociedade portuguesa só pode vencer esse desafio com uma política externa própria e activa. E sem novas ilusões sobre qualquer Mapa Cor-de-Rosa que o prolongamento das dificuldades tem tendência a suscitar.»

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