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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A paciência tem limites

João Gonçalves 11 Nov 13

 

A título meramente facultativo, dispus-me a preencher uma candidatura electrónica a um cargo dirigente na administração pública no site da Cresap. Desisti a meio. Para além de me parecer estar a escrever a mesma coisa vezes sem conta, fui-me apercebendo que mais de um quarto de século ao serviço do Estado - que inclui a passagem pela tropa, três inspecções-gerais, uma "autoridade", um "serviço secreto", um cargo de direcção superior (dos tais que a Cresap agora avalia), dois cargos de direcção intermédia e um trabalho de "terreno" na Guatemala e em El Salvador, com o Inspector Geral da Administração Interna, para a Comissão Europeia - não pode "pesar" suficientemente quando olho para a ocupação de determinadas posições de direcção por "biografias" que não faço a menor ideia como é que "encaixaram" naquela parafernália de questões, justificações, cruzinhas e auto-avaliações. Não me refiro apenas à idade de algumas dessas pessoas, o que seria manifestamente reaccionário e politicamente incorrecto. É, sobretudo, a "experiência profissional" para usar um termo recorrente nos vários "passos" da candidatura e, em alguns casos, da ligação desta com o decurso do tempo biológico. Em suma, não tenho de "provar" nada a ninguém a não ser perante mim mesmo. Prefiro permanecer "bicho da terra", "tão pequeno" como o de Camões, a sujeitar-me ao insujeitável apropriado para neófitos e outras espécies em vias rápidas de "progressão". Não admira, por consequência, que alguns dirigentes presentemente em funções, com "experiência", tempo ou as duas coisas simultaneamente,  não se disponham a estes "questionários" por mais "independentes" e "isentos" que eles sejam. E que optem por regressar aos lugares de origem ou a casa. A paciência, e não outras coisas mais em voga e comezinhas, sempre tem os seus limites.

O somador negativo

João Gonçalves 11 Nov 13

 

Durante o fim de semana, o PSD de Lisboa escolheu os seus chefes. Pedro Rodrigues, um tipo civilizado com quem me cruzei durante pouco tempo enquanto dirigiu o gabinete de Poiares Maduro, perdeu para o incumbente Pinto Luz que não conheço de lado algum. Saí do PSD em 2004 e o último dirigente da distrital de Lisboa de que me recordo é o dr. Preto, agora, julgo, afastado das "lides" partidárias. A avaliar pelo que li, Pinto Luz (e Mauro Xavier da "concelhia", igualmente reeleito) entronca naquilo que talvez já possamos apelidar de "tralha passista". Basta atentar nessa egrégia figura política que é o derrotado Pedro Pinto à câmara de Sintra, e vice-presidente de Passos, que ornamenta a presidência da assembleia geral da distrital à qual também concorria Nuno Morais Sarmento. Em declarações a um jornal, Pinto Luz recomeça na pior das aparelhísticas maneiras. Afirma que o seu propósito é "adicionar" para logo a seguir dizer esta coisa extraordinária: "não expulsar militantes (aqueles que integraram e apoiaram outras listas nas autárquicas) seria uma injustiça". Então o homem quer "adicionar" expulsando? Miguel Relvas: mesmo à distância, ponha lá um pouco de ordem nesta azougada cabeça mais papista (ou "passista") que o papa.

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