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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

As "bolsas de terras" e as castanhas

João Gonçalves 9 Nov 13

Vi numa peça do telejornal da sic a ministra da agricultura numa "apanha de castanhas", muito contente da vida. Até levou a família. Mas, no que interessa, a dra. Cristas não andará mais a "apanhar bonés"?

O Papa no seu labirinto

João Gonçalves 9 Nov 13

 

Desde a renúncia de Bento XVI tenho procurado não escrever sobre a Igreja e o seu "futuro". A escolha do bispo de Buenos Aires não me entusiasmou precisamente porque cedo começou a "entusiasmar" gente a mais. Nunca, como católico, entendi a Igreja como qualquer coisa fashion ou trendy. Ainda cardeal, Ratzinger já advertia a Igreja para se habituar a viver em minoria. Nas suas viagens apostólicas, rodeado de multidões, Bento XVI jamais cedeu nesta premissa. A Igreja - e com ela o Cristianismo católico - não seria a instituição milenar que sobreviveu às maiores contrariedades e perseguições se tivesse claudicado perante as contingências. Ela acolhe os pecadores - os fiéis são fundamentalmente pecadores porque são pessoas com os defeitos e as qualidades de todo o ser humano o qual deve ser sempre "analisado" com cepticismo - no perdão, na caridade e na fé. Não é por acaso que na Oração se solicita ao Senhor que não olhe aos pecados mas "à Fé da (Vossa) Igreja". Francisco tem feito os possíveis para "não olhar" e "agradar" mas, quando chegar ao fim, estará no mesmo lugar. O sucessor de Pedro não faz proselitismo, ou pratica o populismo, como repetidamente explicou Bento XVI. «Em princípio, Francisco, como, antes dele, João Paulo II e Bento XVI, pode escolher um de dois caminhos. Pode escolher o caminho do compromisso, na esperança de reconduzir à Igreja alguns dos milhões que se afastaram ou estão à sua margem. Mas, fatalmente, a cada concessão, irá crescendo a ideia de uma mudança radical na Igreja, que a deixaria irreconhecível como, por exemplo, sucedeu ao Anglicanismo. O segundo caminho para o Papa Francisco é ficar em público pela retórica e, na substância, defender o que está. Esta estratégia, além de lhe ser pessoalmente nociva, aumentaria a desconfiança geral dos fiéis pela Igreja como hipócrita e fraudulenta. Apesar da sua imensa popularidade, e mesmo por causa dela, Francisco acabou numa velha armadilha, em que esbraceja em vão.» (Vasco Pulido Valente, Público). E até o "inquérito" que mandou distribuir pelas paróquias de todo o mundo - precisamente sobre a "mundanidade" - «não o ajudará (idem).»

Uma educação medíocre

João Gonçalves 9 Nov 13

 

Os jornais divulgam este sábado os rankings das escolas secundárias e as médias dos exames nacionais no secundário. As escolas públicas não saem particularmente beneficiadas do exercício. E os distritos do país, todos juntos, registam uma média geral negativa naqueles exames. Isto traduz o que já se sabia: ao défice de que se alimenta a língua de pau vigente junta-se outro, mais profundo e mais sério, que respeita à qualificação da pátria. Os "cheques" e os premiozinhos de circunstância não conseguem colmatar esta questão mais vasta da qualificação nacional que ultrapassa a contingência do voluntarismo mais ou menos politicamente néscio deste ou daquela cujo lastro encontra no irrelevante prof. Crato a sua estátua do comendador. É um mal nacional que esteve sempre presente nas legiões de "intelectuais" que "pensaram" no assunto desde, para não irmos mais longe, Verney. Resta-nos melancolicamente reler o que essa gente foi debitando e esquecer a léria das "gerações mais bem qualificadas" do que outras. Há um "nervo" que não muda. Estes resultados limitam-se a revelar mais uma vez a facilidade com que esse "nerveo" se "infecta". Não saímos disto.

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