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portugal dos pequeninos

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A Europa vista por Medeiros Ferreira

João Gonçalves 5 Nov 13



Quem entregou o pedido de adesão desta "coisa em forma de assim" à Europa comunitária, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros do 1º Governo Constitucional,  foi Medeiros Ferreira. Quem, pois, melhor do que ele para escrever sobre uma aventura séria agora em transe?

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A carta que se serve fria

João Gonçalves 5 Nov 13

O "milagre" do dr. Lima não chegou a durar uma semana. Por outro lado, a execução orçamental em curso, de acordo com Bruxelas, evidencia um gap de mais de oitocentos milhões de euros. O chamado "novo ciclo", inciado no dia 6 de Julho no Hotel Tivoli e abençoado duas semanas depois pelo Senhor Presidente da República, afunda-se mansamente às suas próprias mãos. E, decerto, não foi por falta de aviso. Por que é que não deram a devida atenção à carta do dr. Gaspar que, honra lhe seja feita, nunca vislumbrou "milagres" em lado algum?

O estranho mundo de Crato

João Gonçalves 5 Nov 13

 

O lamentável prof. Crato, como se não lhe bastassem as trapalhadas e a desilusão que semeou e persiste em semear nas escolas e nas universidades, também não quis deixar de dar um ar da sua graça (nenhuma) em relação a outras coisas. Segundo a notabilidade, os indígenas precisavam estar um ano sem comer e apenas a trabalhar para pagar a dívida. Ninguém lhe explicou que o que já há mais por aí é gente sem comer, a comer o que pode ou a comer o que não deve porque não tem condições para comer decentemente. Crato pelos vistos ignora a sociedade em que vive e que ele "ajuda" a moldar com a clarividência matemática de um búzio. Mas bastava-lhe descer à rua que supostamente também governa para se aperceber do estado da arte. Assim, limitou-se a abrir um pouco mais o leque da sua invisibilidade política e da sua irrelevância enquanto membro da "elite". Já se sabia, claro. Mas agora temos a certeza.

 

Foto: L' Obéissance est morte

"Guião" para um carácter

João Gonçalves 5 Nov 13



«O vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas, chegou quase duas horas atrasado a uma recepção organizada no passado domingo pelo consulado de Portugal em Macau para a comunidade portuguesa local, o que fez com que cerca de metade das pessoas que se encontravam presentes tenham abandonado o evento antes da sua chegada. A recepção estava marcada para as 21 horas, mas o vice-primeiro-ministro português entrou na sala da residência consular (ex-Hotel Bela Vista) quando já eram quase 23 horas. Entretanto, praticamente todos os convidados de etnia chinesa tinham já partido, expressando delicadamente o seu desagrado pela situação. “Todos sabemos como os chineses consideram este tipo de atraso como uma ofensa e uma falta de consideração”, explicou ao HM um empresário português há muito radicado na região. “É incompreensível esta atitude que basicamente tirou face à nossa comunidade. Uma vergonha! Inenarrável!”, concluiu.(...) Médicos, arquitectos, advogados, professores, engenheiros, jornalistas, profissionais de turismo e outras profissões, que constituem a estrutura fundamental da presença portuguesa em Macau, foram simplesmente ignorados num discurso que se limitou a citar os números por todos conhecidos das relações económicas e comerciais entre os dois países [ver caixa] e procurou, uma vez mais, vender as vantagens do investimento externo. “Provavelmente, ele pensa que nós não estamos informados sobre o desenvolvimento das relações entre a China e Portugal que não vemos televisão ou não lemos jornais”, comentou um dos presentes, que lamentou também a falta de referência à comunidade portuguesa de Macau. “Infelizmente, a vinda de representantes do Estado português redunda quase sempre nisto: na nossa perda de face e na necessidade de nos desculparmos perante os chineses por uma notória falta de chá. Mais valia que não pusessem cá os pés”, disse outro dos presentes ao HM, que sublinhou também o facto de Portas se apresentar na recepção sem gravata e de camisa aberta. “O vice-primeiro-ministro veio tornar mais difícil a missão do cônsul Vítor Sereno que já é em si mesma uma missão difícil, ao invés de o ajudar a projectar de forma positiva o bom nome de Portugal”, comentou ainda uma personalidade de destaque da comunidade portuguesa.»

 

Hoje Macau, HM

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