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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Bergé

João Gonçalves 4 Nov 13

 

Depois da entrevista (coisa rara) realizada por Tiago Bartolomeu Costa a Pierre Bergé -  uma pessoa alta de mais para as nossas estreitas e pequeninas portas e gentes - fiquei com vontade de reler este livrinho. «Moral todos podem ter e depois adaptam-na às circunstâncias. Ter uma ética é infinitamente mais complicado. A ética é grave, é rígida.»

O estagiário governamental

João Gonçalves 4 Nov 13

Afinal parece que o prof. Maduro veio directamente de Florença para o Governo como "estagiário" para comissário europeu. Já tínhamos aquele magnífico precedente da "honra nacional" representada pelo dr. Barroso. O dr. Barroso também "estagiou" vagamente como primeiro-ministro para, de repente, ir tratar da vida dela como presidente da Comissão Europeia. Talvez não seja mal pensado. O prof. Maduro, à semelhança do dr. Machete, é na prática uma espécie de ministro sem pasta com dr. Lomba. Na "parte" do desenvolvimento regional, tem o antigo presidente da Câmara de S. João da Madeira. Para o resto, há mais dois ou três secretários de Estado (um deles até só "tutela" uma coisa) e, quanto à RTP, desde finais de Outubro do ano passado que "depende" do humor político do senhor vice PM. E dela propriamente dita. Vá, pois, em paz. Bonne chance.

Dos papéis

João Gonçalves 4 Nov 13

O Doutor Cavaco insiste no "diálogo" (de surdos?), desta feita sem o "bónus" das eleições em 2014, e acha que o papel do senhor vice PM é um "documento aberto a contribuições" e que “mais tarde ou mais cedo Portugal teria de avançar no sentido da reforma do Estado”. Juntando alhos com bugalhos, presume-se que o PR entende que o referido "diálogo" pode passar pelo dito papel. Todavia, politicamente, interessa-me mais o papel de Presidente da República. É que cada vez menos percebo qual é.

O mal é deles?

João Gonçalves 4 Nov 13

 

Afinal, como em Hamlet, existe "método" na "loucura" do papelucho do senhor vice PM. Aliás, recordo-me de ter tido de explicar a um agora secretário de Estado (o Bruno Maçães que, comigo e com o Miguel Morgado, compilava os "contributos" dos vários ministérios para o programa do Governo, em Junho de 2011) o que era o "Estado paralelo" a que se aludia no preâmbulo desse programa. Apesar de já não ter idade para ingenuidades, convenci-me que, face ao lastro rapace nessa matéria, o novo Governo iria usar mais a administração pública e os seus organismos de consultadoria e de assessoria jurídicas do que os pequenos e grandes impérios da advocacia portuguesa dos negócios. O próprio PM, antes de o ser, tinha mencionado isso num jantar em que o conheci: "vamos privilegiar a administração pública na composição dos gabinetes do Governo". Mas eis que somos confrontados com o "papelucho Portas" - e com a complacência de muita gente, da esquerda e da direita do regime, com aquilo -, nem que seja a título de "base de trabalho" para futuras coligações regimentais. E uma das "bases" é, justamente, o progressivo abatimento do "Estado não paralelo" para reforçar o outro que se afectava "combater" onde, generosamente, participam as mencionadas "tropas de elite" do direito e dos interesses privados. Este artigo de João D'Espiney explica, em excelente e entendível português, em que medida os contribuintes têm "ajudado" a essa empresa. E, indirectamente, por que, com estes ou outros "homens de palha" nos sucessivos governos, o regime é obrigado a perpetuar-se. Pouco tardará para que os assessores, consultores e juristas do Estado sejam remunerados, e depois tratados, "à chinesa" para não perturbar "o mar como de rosas" (de um verso chinês) do Estado paralelo prometido pelo dr. Portas. Salvo, naturalmente, os do Banco de Portugal que, entre outras actividades (como, por exemplo, consultores do PR e/ou professores universitários), também lá passam. Afinal, não foi em vão que vi tantas vezes desfilar pelos corredores do Governo o "Estado paralelo" que imaginava parvamente andar a contrariar. O mal é deles?

 

Nota: A versão online do i entretanto retirou o artigo citado embora faça manchete na edição em papel:

 

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