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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O interregno das Necessidades

João Gonçalves 29 Out 13

Não deixa de ser triste assistir às prestações públicas do dr. Rui Machete enquanto MNE. Sobretudo porque nem o homem, nem o jurista, tinha a menor necessidade de as perpetrar. Afirmar perante os indiferentes parlamentares da maioria que a nossa "aventura" colonial acabou no século XIX, vindo especialmente de um ministro responsável pela diplomacia nacional, não constitui uma mera gaffe. Machete não merecia esta infelicidade permanente em que se transformou o seu tortuoso desempenho como MNE. E o país ainda menos.

No reino da "estupidez sistémica"

João Gonçalves 29 Out 13

Cada um à sua maneira constituem dois magníficos "exemplos" das "reformas estruturais" do "novo ciclo". A dra. Cristas - com o notável sentido das prioridades que a tem caracterizado e que levou, nomeadamente, à chamada do eng. Moreira da Silva para tomar conta do ambiente no "novo ciclo" - decidiu, da forma mais "liberal" possível, fazer o Estado entrar pelas casas das pessoas adentro para assegurar que não possuem mais de dois cães e, no limite (não sei se inclui baratas, moscas e ratos), mais de quatro animais por fogo. Pessoalmente, não sei se prefiro ter ao lado alguém com três cães, um papagaio e uma iguana ou uma medonha "família numerosa", daquelas que mal pode aguentar os nove meses prevenidos pelo Criador para, quais coelhos, acrescentar ao mundo mais um "neckless monster" como diria uma célebre personagem de Tennessee Williams. Num país em que deixou de existir "contrato social" e em que o único desígnio do Executivo consiste em esbulhar o património de quem menos património tem, o Estado ainda acabará por querer controlar as vezes que, dentro de casa, as pessoas puxam o autoclismo. Nenhum poder socialista faria melhor do que este sovietismo "liberal" que ainda por cima convida ao pior que há em todo o ser humano: a delação, a queixinha, a inveja, o egoísmo. Por outro lado, o prof. Maduro, plenamente confirmado não como um mero erro de casting mas como um pesado embuste político, inventou uma "comissão" que irá trabalhar sem prazo para "reformar a RTP", outra extraordinária prioridade nacional sobre a qual não existe a mais remota ideia acerca do que se há-de fazer.  Até porque o acrisolado amor do senhor vice PM por uma tv dependente do poder político não deixa. Entretanto nas jornadas parlamentares da maioria - em que, quais "senhores Feliz e Contente", os deputados parabenizam os ministros, os ministros parabenizam os deputados e os ministros parabenizam-se uns aos outros - o país não entra na Sala do Senado do "novo ciclo". Um "ciclo" muito, muito, muito, muito abençoado em Julho pelo Doutor Cavaco de quem, por sinal, pouco se tem sabido desde a sua leve passagem pelo canal do Panamá. Finalmente temos o dr. Lima, num transporte místico, a falar em "milagre económico". Se calhar entrámos no reino paroquial da "estupidez sistémica", descrito por Bernard Stiegler, e não sabemos.

 

Adenda: Deseja uma "clarificação" sobre as "incertezas" que pairam sobre o seu orçamento? É fácil. O Senhor Presidente da República sabe como é que se faz embora tenha um estranho pavor em o fazer. Prefere dourar a pílula. Oxalá não se venha a arrepender.

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