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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Coisa limpa

João Gonçalves 26 Out 13

 

Entre bola, Tony Carreira, parlamento, silicone e "cuscovelhaquice", costuma haver pouco por onde optar nas televisões em TDT ao sábado à noite. Muda a hora mas não muda a trampa. No canal Mezzo, corre a Bolena, de Outubro de 2011, do Met de Nova Iorque com a Netrebko. Coisa limpa.

Salgado político

João Gonçalves 26 Out 13

O dr. Ricardo Salgado, do BES e um dos "donos" disto, deu uma conferência de imprensa para falar dos resultados do seu banco. E do país. Segundo o dr. Ricardo, o BES fechou as contas de Setembro com um prejuízo de 381 milhões de euros que compara com o lucro de mais de 90 milhões no período homólogo do ano passado. Atribuiu, no essencial, estes valores ao "ajustamento" que também atingiu o sistema bancário. Queixou-se moderadamente dos impostos, da eventualidade de um segundo resgate (mesmo assim, disse, "a Grécia está a melhorar" e a "fazer o seu caminho"), do Tribunal Constitucional (que não pode interromper o processo salvífico em curso nem criar "instabilidade e dúvidas no mercado", sic) e, indirectamente, da forma como a política (o governo) gere as relações com Angola onde ele esteve duas vezes em pouco tempo. No fundo, o dr. Ricardo Salgado falou mais como político do que como banqueiro embora, hoje em dia, as coisas tendam a confundir-se. Podia perfeitamente, e com outro proveito, fazer o lugar vago do dr. Machete.

O engolir do sapo

João Gonçalves 26 Out 13

Um dia destes dei por o governo - na pessoa do senhor primeiro-ministro que lhe terá "dado a escolher" duas ou três coisas -, ter proposto um antigo e breve membro do mesmo governo para vogal de um "banco de desenvolvimento" chamado SOFID. "Sem desfazer", como diz o povo, não alcancei o propósito. Nada, com o devido respeito, na biografia do escolhido o recomendava particularmente para tratar de matérias financeiras a não ser umas viagens à Àfrica "lusófona" a mando do então MNE de quem ele foi secretário de Estado. Afinal, lê-se no Expresso, a proposta nem sequer era para vogal do "banco" - era mesmo para presidente. E foi "chumbada" na comissão criada pelo mesmo governo para avaliar perfis para direcções de primeiro e segundo grau na administração pública directa e indirecta. Todavia, Almeida Leite aceita passar pelo vexame de a mesma comissão, para além de o ter vetado como presidente do SOFID, apenas o tolerar como vogal mas com "restrições". Ou seja, não pode "mexer" em determinadas actividades do banco porque, diz a comissão, não tem perfil. No Parlamento, esta semana, Passos Coelho referiu que não tinha amigos. Pelos vistos tem. Só mesmo uma grande amizade pode justificar o engolir do sapo.

Parecer que coiso

João Gonçalves 26 Out 13

O conselho de reitores das universidades portuguesas ficou surpreendido com o "corte" de cerca de 30 milhões previsto para 2014, o ano de todos os empobrecimentos. Não devia espantar-se. Apesar de um ministro com quem colaborei também ter alimentado a inócua gesta da "geração mais bem preparada de sempre", o prof. Crato, do básico ao superior, tem providenciado diligentemente para que, no fim dele como ministro da educação e da ciência, ao empobrecimento se junte o embrutecimento geral da pátria. As pessoas que tratam do Excel não se comovem por aí além com a qualificação da sociedade portuguesa. Para elas, ao princípio (e a final) nunca é o verbo mas sim o número. E corta-se em função do número sem olhar no que se está, ou em quem se está a cortar. Como economista e, dentro dela, matemático, Crato fará seguramente isso melhor do que ninguém. Outra falácia ambulante é o dr. Lima, o proto-mago ministro que aparece em gigantesco destaque no suplemento de Economia do Expresso. Tudo o que poderia escrever sobre tão absurdo exercício - o dele e o dos jornalistas - está bem resumido neste post de Paulo Guinote. Na realidade, Lima não passa de mais «outro que sabia tudo antes, saberá tudo depois, mas agora parece que coiso.» É, aliás, um mal geral deste governo do "novo ciclo" - não passa de parecer que coiso.

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