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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Na televisão do "faz de conta"

João Gonçalves 23 Out 13

Como é que alguém que aparentemente não consegue "coordenar" tutelarmente a gestão de uma empresa pública, pode aspirar a coordenar a actividade política de um governo de incontinentes verbais? A RTP, aliás, padece da "síndrome" da "reforma do Estado" do senhor vice PM, o "faz de conta". E ninguém se demite, salvo uma ou outra pessoa decente que ou é removida sumariamente por delito de opinião, ou abandona porque não tem vocação para invertebrado.

 

Adenda: Apesar de não ser isso que ressalta da proposta de OE para 2014, sobretudo em relação às pessoas que trabalham no sector público em sentido amplo, afinal há "constrangimentos financeiros" de "primeira", "constrangimentos financeiros" de "segunda" e nenhuns constrangimentos quando se trata de enfardar o "povo" com circo. «A emissão de um jogo por jornada da Liga portuguesa de futebol em canais de sinal aberto vai voltar a integrar a listagem de eventos desportivos de interesse público (...). A Liga de futebol voltou mesmo a ser incluída nesta lista, de onde tinha saído em 2012, ainda com Miguel Relvas como ministro da tutela. Na altura, a mudança foi justificada com o contexto de crise do sector da comunicação social, que impedia os canais de sinal aberto (RTP, SIC e TVI) de adquirirem estes direitos, em função dos constrangimentos financeiros que os grupos de media atravessam.» Já não atravessam?

O orçamento, a escuridão e a claridade

João Gonçalves 23 Out 13

 

Enquanto não se conseguir distinguir no "espaço público" - para usar uma expressão catita do eng. Moreira da Silva - o que é "temporário" do que é "definitivo", o "anual" do que não é "anual", o "programa cautelar" do "programa para outra coisa qualquer" - que terá sido comunicado (o "cautelar" que a ministra das finanças desmente estar a ser discutido) aos parceiros sociais pelo 1º ministro, segundo o presidente da CIP, depois de uma caterva de ministros em roda livre terem dito tudo e o seu oposto - , estamos como Clarice Lispector à volta com a barata morta de A Paixão segundo G.H: «Eu me pergunto: se eu olhar a escuridão com uma lente, verei mais que a escuridão? a lente não devassa a escuridão, apenas a revela ainda mais. E se eu olhar a claridade com uma lente, com um choque verei apenas a claridade maior.»

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