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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O título é enganador. Não é Bruxelas. É um português que serve no trem de cozinha da Comissão Europeia a partir do edifício Jean Monet. «A análise assinada pelo representante da Comissão, o português Luiz Pessoa, defende que qualquer activismo político por parte do TC, com o chumbo de algumas medidas do OE para 2014, pode provocar um segundo pedido de resgate. No documento de quatro páginas, Luiz Pessoa explica que o executivo português está empenhado em cumprir as condições negociadas com a troika, mas vê o seu espaço de manobra cada vez mais reduzido com as decisões negativas dos juízes do Constitucional. Luiz Pessoa sublinha ainda que as alternativas às reformas estruturais chumbadas pelo TC mostraram-se sempre menos eficazes no âmbito do programa de ajustamento do que as medidas inicialmente apontadas pelo Governo, defendendo que ou os juízes do TC estão a fazer uma interpretação demasiado restritiva da Constituição, ou assumem-se como uma real força de bloqueio que condiciona a política orçamental do Governo.» E pronto. Palavras para quê? Um artista português é um artista português.

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Ana Sá Lopes:

 

«Portas cobriu-se de ridículo na conferência de imprensa da sétima e oitava avaliações da troika - em que afirmou aos portugueses que não havia novo pacote de austeridade. Passos Coelho fez o mesmo na sessão na RTP. A apresentação do Orçamento do Estado deveria cobrir os dois de vergonha. Afinal ainda havia quem acreditasse que com Portas aos comandos das negociações com a troika os colonizadores iriam ser convenientemente enfrentados e que, juntos, Portas e António Pires de Lima seriam o rosto de um alegado "novo ciclo" que chegaria no fim do arco-íris. Se a palavra de Paulo Portas não vale um avo neste momento, o partido dos pensionistas faleceu. Pires de Lima é mais elegante que Álvaro Santos Pereira e Paulo Portas tem mais capacidades comunicativas que Vítor Gaspar. As diferenças esgotam-se aqui, no meio do lixo, da depressão e da caminhada para o abismo (...). Já se sabia que o "novo ciclo" era uma mentira porque havia um compromisso prévio de corte de 4 mil milhões de euros. Mas quem falou do novo ciclo não foram os funcionários públicos, foram os partidos do governo, dolosamente. Dizer, como Portas e Passos Coelho, que isto "não é um novo pacote de austeridade", é chamar imbecil a um povo inteiro.»


Manuela Ferreira Leite:

 

«Eu esperava que o orçamento correspondesse àquilo que tinham sido os diferentes sinais dados ao longo do ano, que segundo Vítor Gaspar seria de que iríamos entrar numa fase de crescimento. Todos os elementos faziam prever que o orçamento tinha posto de lado o caminho errado e que ia aproveitar os sinais de retoma que poderiam estar a surgir. No entanto, o orçamento põe tudo isto de lado, não considera nada disto. Neste momento percebo a frase de Passos Coelho em relação ao “choque de expectativas”. Pior do que um choque é que a visão que tenho do orçamento é a visão de um país a empobrecer de forma dramática. É realmente uma frustração.»


Constança Cunha e Sá:

 

«Eu estava a ouvir o primeiro-ministro e não queria acreditar, porque o que o primeiro-ministro diz é: os cortes são duros, mas também não se podem queixar muito porque em 2012 já levaram cortes também muito duros. Eu não vou discutir sequer quais são os cortes mais duros, embora seja evidente que os cortes em 2014 apanham muito mais gente.»

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