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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A divisão social do trabalho

João Gonçalves 14 Out 13

Aparentemente o Governo do "novo ciclo" funciona em "modo Jedi". O "governo CDS" representa o lado bom da força e dá as boas "notícias". Mesmo quando as "boas notícias", como no caso da redução em dois pontos percentuais da taxa do IRC, não beliscam por aí além as famosas empresas do PSI 20 e não envolvem o IRS ou o IVA. Ou quando dizem respeito às lérias sobre pensões e "condições de recurso". Para o "governo PSD" sobra o lado negro da força e as más notícias como se viu em Bruxelas com a ministra das Finanças: mais austeridade em 2014 e "riscos" assumidos de eventuais inconstitucionalidades. É a versão "portas-passista" da divisão social do trabalho.

Um grave erro

João Gonçalves 14 Out 13



«O Presidente da República cometeu um grave erro quando, depois de num primeiro momento ter manifestado desconfiança na solução avançada pelo PSD e CDS para a crise na coligação, não convocou eleições antecipadas no Verão. A “confiança” e a “solidez” quebraram-se para nunca mais voltar.»

 

Ana Sá Lopes, i

 

Foto: Público

A culpa é dela?

João Gonçalves 14 Out 13

 

Por cá, o Doutor Cavaco insiste nos seus "compromissos" e "consensos" aos quais ameaçou voltar - depois dos gloriosos sucessos de meados de Julho - após as autárquicas. Em França, por exemplo, chamam a isso (sobretudo quando os partidos do regime, a UMP e o PS, estão à rasca) "frente republicana". Este fim de semana, numa eleição cantonal, a "frente republicana", com um representante da UMP à cabeça de um conglomerado que juntava tudo menos a Frente Nacional, foi a votos justamente contra o partido de Marine Le Pen, e perdeu. Mais. As sondagens insinuam mansamente que a senhora pode ganhar as europeias de Maio ao PS e à UMP, ou seja, à "frente republicana" o que constituiria, para os usos situacionistas europeus, um escândalo. Mas em vez de os vários regimes europeus aprenderem com estas pequenas "lições" populares, persistem na estupidez de uma conversa que, para além de já ter caído em desuso, não resolve um milímetro dos problemas criados pela hipertrofia neoliberal e financista comum a direitas e a esquerdas. Marine Le Pen, bem mais ajuizada que o pai, perfila-se como um dos rostos europeus da resposta "popular" à crise das democracias liberais, a dos "compromissos" e das "desilusões do progresso" que Raymond Aron analisou no passado. A culpa é dela?

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Questões de comunicação

João Gonçalves 14 Out 13

Para lá das óbvias dificuldades em lidar com uma área sob a sua tutela - a RTP -, o prof. Poiares Maduro também falha na chamada coordenação comunicacional do governo. É claro que esta nunca poderá resultar se começa logo por nunca ter estado nas preocupações prioritárias do chefe do governo. Se se atentar, nesta matéria o governo tem sido ultra liberal. Cada ministro, cada secretário de Estado comunicam quando, como e o que querem. E, por cima de todos (PM incluído), o senhor vice PM é aquele que levou esse ultra liberalismo tagarela a um plano de metódica anarquia ensimesmada. Consequentemente não admira que estas pessoas "façam a vez" do governo (até porque andam lá sempre metidas) em coisas tão relevantes para a vida das pessoas como o orçamento e a farsa da "reforma do Estado". O que se prepara obrigava o chefe do governo a dar a cara, pessoal e intransmissivelmente, por tudo. Porque a comunicação, em política, ultrapassa as meras questões "de forma". Com todos os seus defeitos, pelo menos a isso Sócrates nunca se furtou.

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