Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Outro país

João Gonçalves 2 Out 13

Quando se contempla o PSI 20 fica-se com a ideia que uma coisa é o país, o português médio ou abaixo de médio, e outra coisa é o PSÍ 20 e o que lá está. É outro país.

A longa mão da "lusofonia"

João Gonçalves 2 Out 13

Simpatizo com o jornalista Francisco Almeida Leite que, entre outras qualidades em desuso, é amigo do seu amigo. Todavia nunca cheguei a entender o que é que especialmente o recomendava para, primeiro, vogal do Instituto Camões e, a seguir, secretário de Estado no MNE. Talvez a chamada "lusofonia" já que viajou, nesta derradeira qualidade, várias vezes para África em representação do dr. Portas. Alguns ex-colegas de Almeida Leite, no Diário de Notícias, que aceitaram colaborar com o Governo e que, como ele, sempre estiveram ao lado do actual 1º ministro muito antes de ele sonhar ser 1º ministro, encontram-se presentemente no desemprego. E, que eu saiba, não sofrem de nenhuma capitis diminutio à semelhança de Almeida Leite. É que só mesmo um misto de "lusofonia" - uma coisa com as costas mais largas que as do eng. Moreira da Silva - com o de ser amigo do seu amigo, poderá "justificar" esta escolha para vogal de um tal "banco de desenvolvimento SOFID". As coisas são o que são.

O "mártir" e os "riscos"

João Gonçalves 2 Out 13

 

De manhã, na rádio pública, ouço os ecos do conselho nacional do PSD. Ninguém diria que o referido partido acabara de sofrer a sua maior derrota autárquica de sempre. Pelo contrário, segundo percebi, o seu presidente passou pelos resultados como cão por vinha vindimada porque, sic, não tem "vocação para mártir". E foi de imediato para o seu estimado "rumo" do "sucesso". A economia cresce a olhos vistos, as negociações com a troika estão muito bem encaminhadas e, apesar de lhe ter fugido de novo a boca para o termo "segundo resgate", jurou pela sua não concretização. A menos, acrescentou, que os "riscos constitucionais" impeçam este caminho de glória e de salvação. Para o primeiro-ministro do Governo de Portugal, "riscos constitucionais" é o que representa um Estado de direito democrático. Como ainda andam por aí uns vestígios nojentos desse Estado de direito, Passos prefere começar pelo fim. Ou seja, e como é sua estrita obrigação política, em vez de providenciar no sentido de evitar tais "riscos" - é para isso que serve o abstracto "legislador", por muito burro que seja, e quer no Executivo quer na execrada administração pública não faltam bons juristas -, o chefe do Governo continua a assustar a massa ignara com o espantalho da Constituição, essa malvada, e com o não menos aborrecido Tribunal Constitucional. No fundo, Passos gostava de viver num mundo perfeito que pudesse enfiar-se, de tão pequenino e pouco complexo, na sua rara cabeça. Mas as coisas não se passam famosamente assim. Mais do que os "riscos constitucionais", Passos arrisca-se a ser o próprio "risco" em pessoa. Foi essa, aliás, uma das conclusões do voto de domingo que ele expressamente ignorou com uma sobranceria patética a que falta espessura democrática. Espero que apareça alguém no congresso de Fevereiro a explicar-lhe estas coisinhas elementares.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

  • António Maria

    Completamente de acordo.Ontem tive vergonha de ser...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, «plus ça change, plus c'est la mêm...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor