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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Votos

João Gonçalves 27 Set 13

 

Voto em Lisboa. Há quatro anos apoiei Pedro Santana Lopes e perdi. Agora apenas desejo que António Costa não obtenha uma maioria absoluta e que o dr. Roboredo fique longe como merece. No Porto, não gostaria de ver o despesista utópico do dr. Menezes substituir e dar cabo do trabalho de Rui Rio. Em Braga, Ricardo Rio merece acabar com o reinado absurdo do betoneiro Mesquita Machado. Em Gaia, Carlos Abreu Amorim vai pagar, não o despesismo do incumbente de saída, mas a cizânia no PSD - a câmara deve voltar para o PS. Barbosa de Melo, em Coimbra, pode não chegar para travar o regresso de Manuel Machado e do PS. Na Guarda, espero que Álvaro Amaro seja bem sucedido apesar da transumância de cernelha. Em Loures, acharia piada à vitória do meu vizinho Bernardino Soares (quem é que conhece o truculento Fernando Costa vindo das Caldas de balão?). Dizem-me que Marco Almeida, o "independente" do PSD, era o passador dos cheques do dr. Roboredo (razão pela qual conhece bem as freguesias rurais que lhe podem dar a vitória), mas entre ele e o dr. Basílio não hesitaria. Pedro Pinto não existe. Dar-me-ia um certo gozo se Paulo Vistas continuasse presidente em Oeiras ou Marcos Sá surpreendesse. Moita Flores nunca. Não sei quais são as hipóteses do meu amigo João Ribeiro, do PS, em Setúbal. O eleitorado "moderado" devia votar nele. O transumante da CDU em Évora é capaz de tirar a câmara ao PS e em Beja, Pulido Valente, outro que tal pelo PS, ficava bem. Com a saída de Macário em Faro, é natural que o PS reconquiste a edilidade. Sempre com Alberto João Jardim na Madeira e sempre contra César e os seu epígonos nos Açores. Finalmente Cascais, que alberga a minha praia favorita, fica tranquila nas mãos de Carlos Carreiras. No todo nacional, como diria o Doutor Salazar, vamos ver como é que os eleitores (a abstenção deve ser enorme) avaliam o "novo ciclo" e o dr. Seguro. Boa tarde e boa sorte.

"Uma estupidez sem nome"

João Gonçalves 27 Set 13

 

A meio de uma peça do Expresso sobre a "situação", um "colaborador próximo" do senhor vice PM classifica de "estupidez sem nome" a simples menção da hipótese de um segundo resgate. Porquê? O "colaborador próximo" explica. «É uma estupidez sem nome falar em segundo resgate, porque cria a percepção internacional de que já estamos à espera disto.» Mais. O "colaborador próximo de Portas" defende, pelo contrário, o "discurso de mobilização e motivação" (o das escadas) que o seu chefe anda a fazer aqui e ali. Ora aquilo que o "colaborador próximo" de Portas apelida de "estupidez sem nome" foi perpetrada, nem mais nem menos, pelo senhor PM, o dr. Passos Coelho. Assim, de repente, não é bonito, para dizer o menos, chamar "estúpido" ao presidente do PSD e primeiro-ministro da mesma coligação e do mesmo Governo onde o chefe do "colaborador próximo" é o número dois. Mas é neste "estado" semântico - de "credibilidade", "solidez", "consistência" e "coesão interna"- que a coligação (e indirectamente o Governo) chega a votos, um pouco por todo o lado, no domingo. Prometedor, não é?

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