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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

RTP, da EDP a Moura Guedes

João Gonçalves 25 Set 13

Tentei ler online o relatório em causa nesta notícia mas tem tantos bonequinhos que o meu pequeno pc quase gastou a bateria a abri-lo sem sucesso. Por isso vou valer-me da notícia. «Em 2012, a EDP foi o segundo maior fornecedor da RTP, tendo recebido quase seis milhões de euros da empresa pública de rádio e televisão. O valor está identificado no relatório e contas da RTP, na rubrica de fornecedores de serviços externos. Contudo, o mesmo documento indica que no ano passado, a fatura da eletricidade da RTP foi de ‘apenas’ 2,848 milhões de euros, menos de metade do que a empresa de António Mexia recebeu da RTP. Contactada, a RTP não esclareceu o que motiva estas diferenças de valor. De recordar que em 2012, como o CM revelou na altura, a RTP lançou um concurso para encontrar um novo fornecedor de energia, oferecendo um contrato de 24 meses, com apenas um critério de adjudicação: "Mais baixo preço". Contudo, o relatório feito pela RTP deliberou que todos os concorrentes [Galp, Iberdrola e Endesa] foram excluídos, por não terem respeitado o preço máximo estipulado no caderno de encargos. Dessa forma, a EDP continuou a ser o fornecedor de energia da empresa pública.» Quando tomou posse a tutela Relvas, a RTP pagava cerca de 57 a 58 milhões de euros em "fornecimento de serviços externos". Isso inclui produtoras - na altura, por exemplo, a "campeã" era a Produções Fictícias e também estava na lista uma da TVI, a Plural - e, obviamente, serviços como os referidos na notícia. Decerto, e no que à EDP diz respeito, que pelo menos o conselho fiscal da RTP - constituído por pessoas que trabalham na administração pública há anos e, uma em particular, em auditoria ao mesmo tempo que é dirigente num instituto público o que lhe confere especiais "competências" para o efeito - terá ou pedirá cabais explicações para o que é relatado ao conselho de administração. Nisto de contas de uma empresa cem por cento detida pelo Estado não convém deixar nada por responder. E logo agora que, em boa hora, a televisão pública entregou um programa à excelente profissional que é Manuela Moura Guedes que só num país absurdo como o nosso pôde estar este tempo todo sem aparecer e trabalhar, independentemente de se gostar muito, pouco ou nada do "modo de emprego". Apenas aconteceu porque ela usa a cabeça dela em vez de perpetrar em nome de mulas sem cabeça.

Uns e outros

João Gonçalves 25 Set 13

«Uns falam de outras coisas, mas eu digo-vos: continuarei a falar sobre os factores de desenvolvimento do crescimento económico, da criação de emprego e do reforço de competitividade das nossas empresas", sublinhou, depois de ter repetido ser há longa data um defensor da “consolidação orçamental amiga do crescimento.» Mais adiante o PR acrescentou que «gostaria que a comunicação social, em particular as televisões, reservasse mais espaço à divulgação das iniciativas empresariais de sucesso”, afirmou, argumentando que a confiança no país aumentaria se esses casos fossem mais conhecidos, especialmente de jovens empresários que são o "motor da mudança" do tecido empresarial e "os verdadeiros alicerces da criação de uma economia portuguesa sustentável". "Se isso fosse feito pelos órgãos de comunicação social e pelos outros agentes políticos, a confiança no nosso país e no estrangeiro seria mais forte e, consequentemente, seria maior o investimento e seria maior o emprego.» O Doutor Cavaco veio, uma vez mais, falar de cordas em casa de enforcados e de degraus numas escadas "ténues" que os não têm. Digo isto porque os "uns" com que o Presidente começa a conversa são aqueles a quem ele outorgou em Julho o ónus de dar corpo ao ciclo a que ele muito justamente aspira: o do "crescimento económico, da criação de emprego e do reforço de competitividade das nossas empresas". Até imaginou uma espécie de arca de Noé chamada "compromisso para a salvação nacional" em que esses "uns" e os "outros" coubessem todos e nos salvasssem da desgraça iminente. Contava, como se vê, com os derradeiros sacerdotes de Nietzsche, os media e o seu inefável cortejo de comentadores. Hoje deve ser um homem desiludido quando olha para "uns e outros". Não tem, porém, por que se queixar. Deu-lhes a dita corda para se enforcarem. Agora ature-os.

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