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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Escreve-se com v pequenino

João Gonçalves 24 Set 13

 

O "quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas" já foi ultrapassado por "o sexo do homem é muito mais honesto, visível e mais facilmente lavável, enquanto o das mulheres é mais sinistro". Dizem que é "literatura portuguesa contemporânea". Perdoem-me mas o mais parecido que encontro com isto é cocó de cão. Com a vantagem de ser removível.

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Revisão da matéria

João Gonçalves 24 Set 13

Num notável exercício de auto-crítica e de retratação que se aprende lendo o Grande Timoneiro e a sua "história", o prof. Crato, em menos de uma semana, "decidiu" que, afinal, o inglês devia ser obrigatório desde o primeiro ciclo de escolaridade. A coisa foi revelada ontem, numa reunião do "conselho nacional de educação" que é presidido pelo prof. David Justino, "por acaso" assessor do Presidente da República e ex-ministro da pasta. Justino "bebeu" noutra cartilha esquerdista que, pelos vistos, o providenciou com uma maior densidade política do que a do prof. Crato. E Crato solicitou ao "conselho" que o "aconselhasse" no sentido indicado. Ou seja, o ministro foi obrigado pelas evidências - estas incluíram algum PSD - e pelo bom senso, ao nível do primeiro ciclo, a rever a matéria. Antes que a matéria o reveja.

Zelig-Portas

João Gonçalves 24 Set 13



Dão-nos conta que o dr. Portas e um seu ajudante andam "empenhados" em trazer Woody Allen a Lisboa. O presidente da CML é mais avisado e sabe o que é contar dinheiro ("Infelizmente não estou nas condições de dizer o que o prefeito Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, disse: que pagava o que fosse necessário para que Woody Allen filmasse o Rio"). Depois de Londres, Paris e Roma, estas almas presumivelmente pretendem que o realizador use a capital - com o seu faduncho, o seu lixo, as suas obras de fachada e a sua irremediável decadência  - num filme que promova o lugar. Allen, evidentemente, não se importa «se o país estiver disposto a "pagar o filme".» O ajudante do dr. Portas olha todavia para Allen como para um chouriço ou um par de sapatos lusitanos - «Apesar das dificuldades de financiamento, o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, admitiu no final de Março ao semanário "Expresso" que se houver contrapartidas o governo não descarta apostar neste projecto. "Qualquer apoio a existir por parte do Turismo de Portugal terá de ser dirigido a um filme com manifesto potencial de captação de turistas e que projecte realmente o destino.» Isto é não perceber nada do cinema de Woody Allen. Parecem a personagem de um filme dele intitulado Zelig, de 1983. Leonard Zelig vai-se apropriando da personalidade de algumas celebridades mundiais a partir dos anos 20 em diante. Quer ser como elas e quer aparecer ao lado delas sem saber muito bem o que é que lá está a fazer. Reescreve-as, reescrevendo-se enquanto caricatura de si mesmo no meio delas. Compreende-se este "lado Zelig" do senhor vice PM. Terá sido ele ou Zelig-Portas quem escreveu a carta de Julho, irrevogável e não dissimulada? Será ele ou Zelig-Portas que vai andar por Sintra ao lado do dr. Passos Coelho em campanha pelo improvável Pedro Pinto? Será ele ou Zelig-Portas quem nos meteu directamente nesta alhada?

 

 

Adenda (do leitor Alexandre Lopes): «Entretanto na futura Menezolândia, entre um porco no espeto e um bailarico pago sabe-se lá por quem, mais uma proposta espectacular (no seguimento das reuniões de Dr. Portas e ajudante): http://cinema.sapo.pt/atualidade/noticias/filme de-woody-allen em-portugal-deve-ser-feito-no-porto-diz-menezes. Nós, enquanto povo, merecemos muito do que nos está a acontecer. Mas será que merecemos tanto? Todos estes Portas e Menezes?»

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