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portugal dos pequeninos

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A implosão

João Gonçalves 23 Set 13

O único fim de semana de campanha autárquica foi politicamente desastroso em termos nacionais. Como as televisões só passam o que os chefes dos partidos dizem e, de preferência, o que nada tem a ver com o acto eleitoral do próximo domingo, a opinião pública ficou entregue aos delírios dessas pessoas. Do PS, pela natureza das coisas, não se pode esperar outra conversa que não seja a da demolição. Mas da maioria e do governo o que não se esperava era, dois meses após o início do prometedor "novo ciclo", pejado de luminárias e de salvadores avulsos da pátria, a pura e dura implosão. No entanto, foi precisamente de implosão que o primeiro-ministro, num mau lance de "coitadinho", falou em Alcanena - implosão do seu acrisolado amor pelo "mercado" e pelo "regresso a mercado", implosão do actual programa de ajustamento, implosão dos juros, implosão da credibilidade interna e da coesão da maioria. Porque noutro sítio, a salivar por leitões, o vice PM prometia uma vez mais a subida das escadas sem degraus a partir de "sinais ténues" e outras venturas que não foram avistadas em Alcanena. Mais. O primeiro-ministro não quis gentilmente deixar de notar que tudo se agravara com a crise de Julho que tem o corpo do vice PM todo derreado na respectiva balaustrada na melhor pose "eu fico". Isto quer dizer que, daqui para diante, vamos suportar uma farsa pior que a anterior e um jogo de sombras infinitamente mais perigoso para o país. O que estava a fazer mais falta agora aos portugueses era esta oscilação oratória (para esconder que não há efectivamente mais nada: nem "reformas" que, como bem recordou Marco António Costa, estavam feitas quando o dr. Lima aterrou caprichosa e traiçoeiramente na Horta Seca, nem desígnios a não ser a doentia e estúpida obsessão com um "Estado" que desconhecem) entre a mediocridade brilhante de um e superficialidade teimosa de outro enquanto tudo à volta arde. As menos que isto imploda como a torres em Tróia. Num ápice.

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