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portugal dos pequeninos

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As coisas são o que são

João Gonçalves 30 Ago 13

Não vale a pena armar nenhum psicodrama por causa da decisão do Tribunal Constitucional. Era expectável. O Tribunal não tem de fazer contas nem "ajudar" a promover a "reforma do Estado" a qual, aliás, se tem traduzido em puros movimentos de tesouraria e de contabilidade e em pouco de "estrutural". Nem sequer se lhe pede que exiba um "pensamento" acerca da dita "reforma". Essa é uma tarefa política que cabe aos órgãos eleitos e seus derivados. E, nessa matéria, apenas se conhece uma carta cheia de números enviada à chamada "troika" e um "guião" fantasma que pairará na magnífica cabeça do senhor vice primeiro-ministro. O mais próximo de "reformas" que vi nestes dois anos veio de pessoas que já nem sequer pertencem ao Governo. Até um ministro competente como Paulo Macedo "reformou" cortando, e cortou "reformando". O programa não escrito do Governo assumiu muito cedo coisas do lado da despesa e da receita que não constavam do escrito para "apressar" o chamado "ajustamento". Se esse programa não escrito tivesse corrido bem, decerto que o dr. Gaspar não teria regressado já ao Banco de Portugal. Ora não é fácil nem bonito "alcatroar" as pessoas à conta de mostrar serviço rápido e eficaz a terceiros que, naturalmente, a seguir esperam mais "alcatrão" para cima das pessoas. Para citar outro governanante respeitável, não colhe persistir em meter o Rossio na Betesga ou disparar "culpas" para cima disto ou daquilo. O cumprimento das "metas" do orçamento em vigor fica mais difícil? A elaboração do seguinte também? Talvez, mas a política serve precisamente para fazer política, mesmo orçamental, que é o que se costuma fazer nestas ocasiões. Se se pensa que é tudo resumível à mercearia e à ominosa Constituição que não "compreende" a mercearia, então alguém  está equivocado. As coisas são o que são.

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