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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Um desastre nacional

João Gonçalves 29 Ago 13

Coisas realmente importantes, a morte de mais um bombeiro (uma) no combate ao desleixo criminoso de um país que se imagina "desenvolvido". Um verdadeiro desastre nacional.

O impúdico António

João Gonçalves 29 Ago 13

O António Cunha Vaz faz anos hoje. Talvez por alguma feliz coincidência, o Diário Económico entrevista-o. E vale a pena ler a entrevista porque "ler" pessoas como o António Cunha Vaz ajuda a perceber melhor o país do que, por exemplo, passar o tempo a ouvir os mesmos sábios "diagnósticos" do António Barreto. Não escrevo com ironia. O António manteve um caso em tribunal com um grande amigo meu, alguém que muito admiro e estimo, porque não exercitou suficientemente o seu ironismo. O António é um "gigante" no "meio" e eu nem a pigmeu aspiro - pertenço à honrada classe das lagartixas do Pacheco Pereira. O António está "separado" de mim pelo dr. Alberto da Ponte, actual presidente da RTP (uma "ausência" interessante nesta entrevista). O António é um cosmopolita de "experiência feito" e eu pouco mais pude do que vegetar num cosmopolitismo intelectual, ou num vaguíssimo nomadismo, que me mantém relativamente entre paroquianos. O António, em suma, tem "mundo", opiniões fortes e a entrevista afirma-o como um homem polémico e livre que aceita pagar o preço dessa polémiica e dessa liberdade. E é amigo do seu amigo (e, por consequência, inimigo do seu inimigo que até pode ser um amigo nosso). Nesta fase da vida, mais do que as "instituições" (entre nós sempre precárias, autocomplacentes e, afinal, cúmplices), interessam-me sobretudo pessoas. E o António, em quase dois anos de mútuo conhecimento, tratou-me sempre bem e, julgo, vice-versa. É ágil e competente no que faz. E nem sequer é preciso estar de acordo com tudo isso em que ele é ágil e competente. Se, no provérbio russo, o pessimista é um optimista bem informado, então o António Cunha Vaz "derrota" a sabedoria eslava. Ele é um dos optimistas melhor informados que conheço.

Da política

João Gonçalves 29 Ago 13

Não tenho nada contra o sistema financeiro. Mas não entendo esta fixação em recrutar pessoas do dito sistema para ocupar cargos políticos. Desenganem-se aqueles que imaginam que determinadas funções governativas são mais "técnicas" do que outras. Não. Todos, repito, todos os cargos executivos, desde o PM à mais remota subsecretária de Estado (recorro ao género porque parece que é assim que o legislador fez na lei orgânica do novo Governo), são cargos políticos. Por exemplo, o derradeiro titular da pasta da secretaria de Estado do Tesouro, vindo do referido sistema, só percebeu isso quando apareceu num briefing. E já era tarde. Não tem nada a ver com as pessoas propriamente ditas. Tem a ver apenas com a política.

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