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portugal dos pequeninos

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Como no Eclesiastes

João Gonçalves 28 Ago 13

Imagino que por causa da "crise de Julho", a larga maioria - mais de noventa por cento* - dos organismos públicos ainda não apresentou as suas propostas de orçamento para o Orçamento de Estado de 2014, em minha opinião o documento que ditará a sorte política do "novo ciclo". Aliás, alguns parágrafos da carta de demissão do dr. Vítor Gaspar deviam ser aproveitados a título de prefácio nesse documento bem como algumas vertentes escritas e orais da autoria do actual vice PM antes de ser vice PM. É uma maniifesta impossibilidade material - já nem sequer digo intelectual para não ferir susceptibilidades - calibrar receitas e despesas nos níveis que andavam a ser discutidos antes da "crise de Julho". Refiro-me fundamentalmente ao "corte" de mais de três mil milhões de euros na despesa e no "equilíbrio" das receitas fiscais em função da economia e do emprego, ou melhor, dos "progressos" e dos "retrocessos" na economia e dos "progressos"  e dos "retrocessos" no emprego. Seria essa calibragem que decerto inexistirá, a não ser a crédito e a débito de aflições circunstanciais, que daria o lastro da "reforma de Estado"  que estava marcada para algures perto de 15 de Julho p.p. Mas a "reforma" tem-se restringido à palavra "rescisões" que não denota aquilo a que o termo alude. Vi ontem o senhor vice numa feira tuga em Moçambique e em nenhuma barraquinha estava escrito "reforma do Estado". E o senhor vice vai ter de aparecer no parlamento, daqui a cerca de mês e meio, a defender o tal importante documento político chamado "OE 2014" cujo atraso na respectiva preparação também se deve, em parte política, à sua fantástica e irrevogável pessoa. Teremos, pois, tempo para tudo como no Livro do Eclesiastes.

 

Adenda do dia 29: Segundo li num rodapé, faltava um terço dos ditos a umas doze horas determinar o prazo para a entrega dos orçamentos parcelares. Força.

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