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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

E no Pai Natal?

João Gonçalves 14 Ago 13

Só vi a capa e no Facebook. Segundo a dita, o entrevistado do Diário Económico, Pedro Santana Lopes. afirma que "foi muito dífícil convencer o dr. Portas a voltar atrás", isto é, a deixar de ser "irrevogável" e "dissimulado". O dr. Santana Lopes também informa que ajudou neste glorioso retrocesso e que foi "pela pátria" (sic) que o dr. Portas, afinal, ficou. E no Pai Natal, dr. Santana Lopes, também acredita?

Os "sábios"

João Gonçalves 14 Ago 13

O senhor ministro Maduro anunciou um "conselho" de 15 (quinze) "sábios" para «ajudar a definir as prioridades de aplicação do próximo pacote de fundos comunitários.» No vasto grupo integram-se "sábios" que, ora em governos do PS, ora em governos do PSD, já tinham contribuído com a sua "sapiência" para o progresso e a modernização da pátria. Muitos, naturalmente, como ministros. «O grupo de sábios já tem reuniões marcadas para 6 de Setembro e 18 de Outubro, para "definir a arquitectura de programação proposta", desenvolver um "verdadeiro processo concorrencial na definição de prioridades" e instrumentos públicos a privilegiar», explicou Maduro, enquanto um deles, Silva Peneda, se manifestou mais preocupado com o papel do chamado banco de fomento. Concordo com Peneda. O "banco de fomento" tem até agora pairado apenas em conferências de imprensa e com certeza que o nosso amável sistema bancário e financeiro, sempre tão atento à decisão política como condicionador dela, não quererá estar fora deste debate. É que há sábios e "sábios" e não sei se o prof. Maduro os consegue distinguir uns do outros.

Pessoas e gnomos

João Gonçalves 14 Ago 13

À semelhança do outro que aproveitou as férias para ler e dormir, acrescento a estas duas nobres funções algumas séries televisivas, filmes, uma ou duas horas intermitentes no Guincho e a aposta no binómio homem-cão como sinal de "desenvolvimento" pessoal e de treino para uma nova "sociabilidade". As pessoas não me interessam a não ser como mero observador. Nesta qualidade, vi o José Gomes Ferreira, um tipo decente, a explicar na sic que os dois grandes ausentes do pequeno foguetório de hoje  - crescimento da economia em 1,1% no 2º trimestre em relação ao 1º graças sobretudo ao comportamento das exportações e a uma menor redução no investimento - eram Vítor Gaspar e Santos Pereira. Isto porque sem a parte "boa" da consolidação das finanças públicas de Gaspar e as medidas reformistas (as únicas que merecem o epíteto de "reformas do Estado") do ex-ministro da economia, o que o governo do "novo ciclo" teria para apresentar (salvo no que respeita a dois ou três que transitaram, como os dois pacíficos Macedos e a ministra da justiça) é uma mão cheia de trapalhadas comunicacionais e dois fantasmas, o senhor vice PM e o "ecológico" dr. Moreira. Mesmo assim, o PIB desceu 2% em relação ao período homólogo de 2012 pelo que a economia ainda precisa de muita pedalada. E de, no que ao Estado respeita, continuar o caminho trilhado por Santos Pereira estupidamente interrompido pelo caprichismo politiqueiro de figuras conspícuas. Oxalá estes dados se repitam para melhor porque não é a alegre vida política de meia dúzia de gnomos que interessa (o PSD forneceu logo o estupendo Pedro Pinto, a outra metade Seara em Sintra para a câmara, no comentário) mas, antes, puxar a vida das pessoas a sério para cima.

 

Adenda: Vá lá, desta vez acertou no nome, apesar do exagero na "viragem".

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