Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Caos

João Gonçalves 10 Ago 13

 

 

O editorial do Público tem razão. Bastou uma limalha chamada swaps para o "compromisso de salvação nacional" do Doutor Cavaco, o "consenso"  do prof. Maduro, o "diálogo parlamentar" do dr. Seguro e a "união nacional" do dr. Passos irem por água abaixo. Como escreve Pacheco Pereira, vale tudo. «A pretexto dos swaps, Governo, PSD e PS tem dado um espectáculo deprimente e que seria apenas ridículo se não revelasse a completa falta de sentido de estado no tratamento da coisa pública. Não há palavras, é uma pura mesquinhice e mais um acto na desagregação da coisa pública: governantes sem vergonha, que são corridos em circunstâncias que, como de costume, desconhecemos na sua verdadeira dimensão; uma coligação a disparar cada qual para o seu lado após as juras de fidelidade da semana passada;  papéis eventualmente "construídos", mesmo que a partir de documentos verdadeiros; revelação de documentos confidenciais do estado para marcar pontos num futebol político de quinta categoria.» Entretanto, duas "novidades" do actual Governo, o dr. Moreira e o senhor vice PM, nunca mais foram vistos ou ouvidos desde que tomaram posse apesar de o último ser o provisório homem do leme na constância da Manta Rota. Mas nem isso sucedeu porque a Manta Rota cedeu doze preciosas horas do seu remanso, fora a ida e a volta, ao primeiro-ministro para presidir a um conselho de ministros que tratou o documento politicamente mais difícil da legislatura. É, seguramente, uma "imagem" que vale por mil e uma palavras. Quanto à realidade, a coisa está mais ou menos em meia dúzia de frases de Vasco Pulido Valente. «Têm de se procurar outros caminhos para sair do desemprego (principalmente quando se é "jovem") ou para não deslizar pouco a pouco para a miséria: a emigração, claro; a pequena empresa; o raríssimo lugar numa multinacional; ou a resignação ao trabalho precário, que tanto excitou neste Verão os srs. ministros. Seja como for, os partidos, que já ninguém estima ou leva a sério, acabaram no ar, sem uma verdadeira ligação à sociedade. O espectáculo da eleição para a Câmara do Porto é já um bom sintoma do que se prepara: o caos.»

 

Adenda: Ou o "espectáculo da eleição para a Câmara do Porto" ou de Lisboa no que respeita ao candidato do centro-direita. Em conversas televisivas, não tem nome. Mas tem três pés, afinal. Dois em Lisboa, um em Sintra e a cabeça em Bruxelas onde deverá estar daqui a um ano, depis das Europeias onde aparecerá de corpo inteiro. Vão ver.

Tags

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

  • António Maria

    Completamente de acordo.Ontem tive vergonha de ser...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, «plus ça change, plus c'est la mêm...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor