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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Dos elefantes

João Gonçalves 2 Ago 13

Felizmente, e ao contrário de muitas pessoas que sempre tiveram ou têm mais responsabilidades do que eu jamais tive ou terei, lembro-me de todas as reuniões em que participei. Sobretudo se a matéria dessas reuniões veio a ter algum desenvolvimento, ou não. É como a "história" da "reforma do Estado". Depois de uns primeiros passos realistas, de baixo para cima, orientados pelo então secretário de Estado Paulo Júlio, a coisa foi politicamente passada ao actual vice PM e reduzida a um pequeno "índex". E, no essencial, a "cortes" - nas pessoas e no que as pessoas vencem a título de salário ou pensão. É mais ou menos a diferença que vai da chamada memória de elefante para um elefante largado em cima da Viúva Lamego.

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O quadro de honra

João Gonçalves 2 Ago 13

 

Durante quinze dias - e se isto não é uma coisa substancialmente diferente da iniciada em Junho de 2011 então não sei o que é - o novo governo será dirigido pelo novo vice PM que, de acordo com a última sondagem conhecida, vale 3%*. E, segundo outra, encima o "quadro de honra" dos protagonistas da miserável soap opera do mês passado. São quinze dias (até podia ser quinze minutos ou quinze horas), pouco importa. É irrevogável.

 

*noutra versão, pode valer entre 7 a 8%. Em todas, o dr. Seguro não parece ter sido muito beneficiado com os seus "esforços" pela "salvação nacional" em que, durante uma semana, navegou à vista. Séneca, em todo o caso, serve para todos - nunca há bom vento para quem não conhece o seu porto.

A promoção de Álvaro

João Gonçalves 2 Ago 13



«O despedimento de Álvaro (enfim, toca a muitos...) mostra o que é o Governo e o ambiente político português. Foi o único ministro dedicado às decantadas "reformas estruturais". No meio de muita tralha, fez, apesar de tudo, a mais importante reforma laboral desde 1975 e tentou desafiar poderes rentistas (como na electricidade), tudo coisas com real importância para a competitividade. Pois foi a única vítima do "novo ciclo", curiosamente dedicado ao "crescimento". Os comentários à sua partida foram depreciativos, amarfanhantes mesmo. No jornal ‘Expresso’, por exemplo, num daqueles sítios de seta para cima e para baixo, foi visto como o "patinho feio" que "não deixa saudades". Mas recorde-se a verdadeira moral da fábula: o patinho feio era, afinal, um belo cisne. Bem, não é fácil ver Álvaro encarnar num belo cisne, mas ajuda compará-lo com os tristes patinhos que ficaram. Álvaro foi despromovido, ou terá antes sido promovido para fora do Governo?»

 

Luciano Amaral, CM

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