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portugal dos pequeninos

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A "correlação de forças"

João Gonçalves 25 Jul 13

Parece - a "fonte" foi ontem à noite a sempre bem informada em assuntos partidários azuis e amarelos, a editora política da TVI  Constança Cunha e Sá -  que a AICEP do dr. Reis passará para a tutela do dr. Lima. Assim sendo, o MNE "perde" a tutela" da dita Agência mas o partido minoritário da coligação não. Por consequência, não deixa de ser interessante constatar que o PSD, na pessoa do seu presidente e 1º Ministro, tivesse recusado que um ministro independente, oriundo da sua área política, tutelasse a AICEP e permita agora satisfazer, sem um murmúrio, a exigência do novo titular. Como diria o PC, a "correlação de forças" já não é o que era.

 

Adenda: A agitada patrulha "tomba-ministros", com poderosos "aliados" internos, dirige agora a sua atenção contra Maria Luís Albuquerque. Mais uma vez a referida editora política não se poupou na comandita "comunicacional" do exercício. Não é só o PS, como sugere o PSD, que tenta "imolar" a ministra das finanças É tudo tão óbvio que até um cego sem labrador retriever vê.

 

Adenda2: Por outro lado, a dra. Ferreira Leite, ao pretender parafrasear politicamente o imparafraseável - os últimos tempos do actual mandato presidencial -, também não se sai famosamente. Coisas em forma de assim, na denotação de Alexandre O'Neill, não são explicáveis.

 

Fiquei com curiosidade quando, numa conversa entre Mário Crespo e Maria João Avillez na sicn (onde esta "analisou" um a um os escolhidos para o novo Governo, não se poupando em acrisolados "elogios" aos recém chegados: um era "sage", outro um "desequilibrado emocional" mas com muito a dar à pátria, um terceiro que sabe "da vida" como ninguém e um quarto de que não retive o delíquio) foi mencionado um trabalho do hebdomadário Expresso, de Abril de 1992, de que Avillez, apesar de à altura colaborar com o dito jornal, não se recordava. Fui pesquisar, dado o meu apreço pela memorabilia jornalística em papel. E encontrei os vestígios que reproduzo. Basta dar um toque nas imagens para ampliar e ler.

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Os prazeres e os dias - um livro

João Gonçalves 25 Jul 13



Um diálogo entre uma professora de liceu dos arredores "duros" de Paris e Steiner.  O prof. Crato decerto aprenderia alguma coisa em ler este livrinho que não é vermelho.

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Os prazeres e os dias - o seu à sua dona

João Gonçalves 25 Jul 13

 

De férias, dou início a uma nova série de posts intitulados Os prazeres e os dias, um título deliberadamente sonegado a Proust já que, afinal, não fazemos mais nada na vida do que "procurar o tempo perdido" sem nunca o achar. Leio no Diário de Notícias que «depois da TVI, agora é a SIC que contesta a aprovação do decreto-lei que regulamenta o Cinema e Audiovisual e anuncia que vai tentar recorrer na última instância possível: o Presidente da República, Cavaco Silva. “A SIC vai apelar pela não promulgação deste Decreto-Lei, que enfraquece os grupos de media em Portugal e, por conseguinte, o jornalismo, limitando como nunca a liberdade de programação das televisões” defende o canal em comunicado enviado ontem à tarde às redações. Os responsáveis de Carnaxide lamentam “que o Governo voltou a não ter em conta os graves problemas que afectam os operadores de televisão”. A resposta surge na sequência das declarações de Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, que afirmou, sexta-feira, que “a lei é para cumprir” e que “não foi fácil [às empresas] levá-las a assumir responsabilidades a que não estavam obrigadas”. A RTP não tomou, até ao momento, qualquer posição, mas o ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, declarou ontem de manhã que “está garantido que 8% da Contribuição Audiovisual vai ser para produções independentes, cinema e audiovisual, sendo que o contrato de concessão é que irá determinar as especificidades”. Os operadores entregam 4% das receitas de publicidade [valores pagos pelos anunciantes] e passam, a partir de 2014, a ter de investir 0,75% [crescendo até a 1,5% em 2016] em cinema e audiovisual.» Fim de citação. Apenas uma ligeira correcção. Quando se escreve que "o Governo voltou a não ter em conta os graves problemas que afectam os operadores de televisão", os operadores sabem duas coisas. A primeira, que os gabinetes dos então Ministro Adjunto Miguel Relvas e Secretário de Estado da Presidência, Marques Guedes, promoveram todas as diligências políticas e jurídicas verosímeis junto da Secretaria de Estado da Cultura (versão Viegas e actual) no sentido de acautelar o exposto. Os operadores, aliás, reuniram e trocaram correspondência vezes suficientes pelo menos com o primeiro daqueles gabinetes para saberem que assim foi. Em segundo lugar, todos os intervenientes sabem que a Secretaria de Estado da Cultura tinha por interlocutora intransigente, nesta matéria, uma única colaboradora. Imagino que o objecto deste "protesto" seja o resultado final dessa "intransigência" que francamente não conheço. O seu, pois, à sua dona.

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