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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

As cruzes

João Gonçalves 24 Jul 13

 

Sócrates também foi buscar Freitas do Amaral ao baú do regime para dar um módico de "respeitabilidade" à coisa. O pior, depois, foi as cruzes.

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Antinomias

João Gonçalves 24 Jul 13

Confesso que me faz uma certa confusão quando ouço falar em "reforço da densidade", ou da "maturidade", a propósito deste ou daquele ou disto ou daquilo. Sobretudo não percebo como se "reforça a densidade" do que quer que seja em modo invertebrado.

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A rendição

João Gonçalves 24 Jul 13

O Governo que agora acaba dará lugar a outra coisa. Presumivelmente até justificaria uma posse renovada de alto a baixo  porque ultrapassa largamente o contexto de uma simples "remodelação". Recorda o Governo Balsemão II, de 1982 (que terminou como se sabe) e, politicamente, corresponde a uma rendição do maior partido da coligação ao seu parceiro minoritário. Este deixou, assim, de ser o Governo com o qual colaborei. Primeiro ajudando na redacção do seu programa, no gabinete de Miguel Relvas e em sintonia com o gabinete do ainda Primeiro-Ministro e, depois, com Álvaro Santos Pereira cuja seriedade, lealdade e decência, levadas a um extremo por fim inútil, pude testemunhar durante quase sete meses. Talvez o último gesto com a cintilante envergadura do fracasso tenha sido a carta de demissão de Vítor Gaspar já que o que se passou a seguir é demasiado amoral para o meu gosto. Todavia, importa uma renegociação séria do memorando com os credores - esse, sim, o único "compromisso" que teria valido a pena - e tentar uma "reforma do Estado" para a qual nunca chegou a haver guião algum. O novo Governo, cuja liderança carrega agora outro fardo - o da falsa gravitas da "coesão" e da "solidez" -, só adia, apodrecendo, o inevitável. Para além disso, trata-se manifestamente de um Governo mais vulnerável aos interesses e à esperteza saloia que mandam "transversalmente" no regime. As primeiras "reacções" às escolhas neófitas são, aliás, inequívocas a esse respeito. Agradeço, com amizade, ao Miguel Relvas e a Álvaro Santos Pereira. E com a consciência tranquila de ter dito em total liberdade, em todos os momentos e a cada um, o que entendia que devia dizer, aconselhar ou contrariar. É a melhor homenagem que lhes posso fazer.

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